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Câmara comemora dez anos de parceria com a APAE-DF

Em parceria firmada com APAE-DF, a Câmara dos Deputados emprega pessoas com deficiência intelectual na área de conservação de acervo e administrativa.  

Com olhares atentos e sorrisos orgulhosos, dezenas de jovens com deficiência intelectual, junto a seus instrutores e professores, acompanharam a sessão solene em comemoração aos dez anos da parceria entre a Câmara dos Deputados e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Distrito Federal (APAE-DF), com o objetivo de promover a inclusão social e o exercício da cidadania de pessoas com deficiência por meio do trabalho. Após a celebração, que aconteceu no Plenário Ulysses Guimarães, os presentes participaram de um coquetel de confraternização, oferecido pelo Sindilegis.

Acompanhando a celebração, o Vice-presidente Executivo do Sindilegis para a Câmara dos Deputados, Paulo Cezar, elogiou a iniciativa. “É muito importante pensar na inclusão social, e essa é uma iniciativa louvável, que dá mais autonomia e independência as pessoas com deficiência. E é gratificante pensar que a Câmara é a pioneira de um projeto que tem se espalhado”, disse.

Em dezembro de 2008, a Câmara dos Deputados firmou contrato com a APAE-DF e inaugurou o projeto de inclusão social, trazendo para o quadro de funcionários da Casa pessoas com deficiência intelectual para, inicialmente, prestar serviços de higienização e conservação de livros e documentos do Acervo do Centro de Documentação e Informação (Cedi).

Juliana Segal, que há dez anos presta serviços à biblioteca da Casa, está entre as oito pessoas que passam suas horas de expediente em meio aos livros e acervos da Câmara.  Envaidecida pelo trabalho que realiza, ela conta o que mudou em sua vida desde que teve a oportunidade de entrar no mercado de trabalho por meio da parceria.   “Eu me sinto muito bem trabalhando aqui. Fiz muitos amigos e hoje posso fazer coisas que não imaginava que seria possível. Fico na biblioteca e sei que faço um trabalho muito importante”, confidenciou.

Convivendo diariamente com os funcionários, Juçara Farias, Fiscal do contrato com a APAE-DF e chefe do serviço de preservação da Câmara, fala com propriedade sobre a importância do projeto na vida de quem ingressa no mercado de trabalho por meio dele. “O projeto promove um crescimento individual muito grande na vida deles, principalmente de autoestima, dando a possibilidade de poderem sonhar e planejar. É fantástico perceber como eles entraram e como estão hoje, absolutamente independentes”, disse.

Tendo a consciência da relevância do trabalho, os deficientes intelectuais desempenham a função de maneira precisa e responsável. Gilcy Rodrigues, chefe da seção de conservação e restauro, não poupa elogios ao trabalho que realizam. “Eles são extremamente dedicados. Tem uma quantidade de trabalho extraordinária e atuam de maneira que uma pessoa, que se diz “normal”, talvez não fosse capaz. São extremamente responsáveis, observam horário de trabalho de maneira muito correta.  Sabem que trabalham para a preservação da história do país e tem consciência disso”.

A iniciativa faz parte do esforço da Câmara para tornar seu ambiente, produtos, serviços e informações acessíveis a todas as pessoas. Pioneira nesse projeto de inclusão, a Casa vem fazendo ecoar essa ação e outros órgãos públicos também já firmaram parcerias com a APAE-DF, abrindo frentes de trabalhos em Instituições como o Senado Federal, Itamaraty, Supremo Tribunal Federal, Ministério da Justiça, dentre outros.

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