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Canto e saúde mental: um convite ao Coral do Senado

“Quando a gente canta tem uma sensação de prazer. Cantar libera substâncias que nos dão essa sensação. A gente se sente bem”. Quem diz isso é a diretora-executiva do Coral do Senado, Maria Tereza Maris Tavares, uma das mais antigas integrantes e servidora aposentada da Casa há seis anos, ao estabelecer uma correlação entre o canto e a saúde mental. Tereza avalia os benefícios sob outros aspectos além do prazer proporcionado a quem canta: cantar com outras vozes gera um sentimento de fraternidade e a possibilidade de “tocar” quem a ouve.

— A música só é bonita com várias vozes entrando em vários momentos — opina.

O psiquiatra do Serviço de Saúde Ocupacional e Qualidade de Vida (SesoQVT) Jairo Alves da Silva Junior destaca que qualquer atividade que seja do gosto da pessoa pode servir como um hobby que vai atuar para gerenciar o estresse do dia-a-dia, especialmente para aqueles que estão próximos da aposentadoria, como é o caso de muitos servidores do Senado.

— É um momento para a pessoa se fortalecer. ‘Tira um momento pra isso, não adianta só tomar remédio’. É o que digo para meus pacientes. O remédio ajuda a diminuir o sintoma, mas eles precisam reorganizar a vida, além de fazer um esporte — sugeriu.

Para ele, ingressar no Coral do Senado é um hobby que pode auxiliar quem trabalha em excesso e tem muitos compromissos. Para quem está para se aposentar, é importante para que não fique sem participar de alguma atividade em grupo. Sobre o esporte, ele diz que não é preciso se tornar um superatleta, mas ter uma atividade que dê prazer, como andar de bicicleta,

— Se eu estou aproveitando a vida, eu suporto mais a pressão do trabalho — concluiu.

Jairo, que já atuou na Aeronáutica, disse sobre si mesmo que gosta de viajar e simplificou sua vida para viver mais e melhor. Atualmente, além do SesoQVT, ele trabalha no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mas optou por não trabalhar mais em consultório justamente para investir em maior qualidade de vida.

Experiências do Coral

A diretora-executiva do Coral do Senado mencionou ocasiões em que o grupo se apresentou na Argentina e no Rio Grande do Sul nas quais pessoas se sentiram tocadas pela música e relataram sua experiência aos membros do grupo. Na cidade argentina de Pinamar, enquanto o Coral ensaiava em uma igreja, “um senhor entrou e disse ‘ouvi esse Glória e foi como se eu tivesse ido do inferno ao céu em um segundo’. O homem mencionou a crise econômica no país e contou que também estava atravessando uma crise pessoal.

Na outra oportunidade, no Rio Grande do Sul, a maestrina Glicínia Mendes solicitou o acompanhamento de alguém que tocasse bombo leguero, uma espécie de grande tambor de pele para acompanhar as músicas latinas. Ao final da apresentação, o percussionista entregou ao grupo uma carta de duas páginas agradecendo a oportunidade. Segundo Tereza, ele estava passando por uma crise conjugal e, após a experiência com o canto coral, disse que a esposa “tinha sido devolvida a ele”.

Tereza conclui que a música é capaz de fazer coisas inimagináveis.

A diretora-executiva também mencionou ter recebido relatos de pessoas que convivem com alguns membros do coral e que o relacionamento deles com os colegas de trabalho melhorou após a adesão à atividade.

O Coral do Senado tem ensaios às segundas e quintas-feiras das 12h às 13h30 no auditório do Sistema Integrado de Saúde (SIS). Ao chegar lá, o interessado vai passar por uma audição com a maestrina Glicínia para definir o tipo de voz: soprano, contralto, tenor ou baixo.

Para outras informações, entrar em contato com Glicínia (99976-7899) ou Maria Tereza (99223-2150).

*Matéria da agência Senado*

 

Coral das Casas Legislativas conta com o apoio do Sindilegis

“Vejo como fundamental o apoio do nosso Sindilegis”. É assim que Maria Tereza Maria Tavaris, diretora-executiva do Coral do Senado, define a contribuição do Sindicato para o êxito do Coral do Senado federal. Com apoio efetivo nos corais das duas Casas Legislativas e do TCU, o Sindilegis contribui com algumas despesas básicas, que possibilitam manter a força e o encanto dos projetos.

“Sabemos do empenho do Sindilegis com as causas culturais, e isso muito nos alegra. O apoio do Sindicato é muito grande, realmente fundamental. Além disso, o sindicato nos prestigia muito. Um exemplo disso, foi quando nos reuniu com os outros dois corais do legislativo( Câmara e TCU)  em um grande e belo concerto em comemoração aos seus 30 anos, em outubro passado”, afirmou.

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