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“Coloquei um sorriso no rosto e fui atrás da minha cura”, diz servidora do TCU que venceu o câncer de mama

Aos 50 anos, Maria Adelita descobriu a doença. Hoje, curada, é um exemplo de superação e alegria de viver

O ano de 2017 transcorria de maneira tranquila para a servidora do Tribunal de Contas da União (TCU) Maria Adelita Moreira, até que um exame de rotina apontou um tumor e a necessidade urgente de realizar uma cirurgia. Ela estava com câncer de mama e começaria o seu caminho pela cura.

“Sempre tive muito medo. Por isso, tinha o hábito de fazer os exames de prevenção. Quando vi algumas colegas serem acometidas pela doença, não tardei em voltar ao médico. Foi então que tive a notícia do câncer e que precisaria fazer uma cirurgia de emergência”, contou.

Cantarolando uma canção e com um sorriso no rosto, ela explicou o que sentiu naquele instante: “Meu mundo caiu”. Adelita nunca deixou de lado o bom humor, nem mesmo quando poucos dias após a primeira cirurgia precisou voltar ao hospital para refazer o procedimento.

“Quando descobri a doença, tive que fazer a cirurgia de maneira urgente. Fiz a cirurgia normalmente, mas uma semana depois o médico disse que precisaria retornar para fazer um novo procedimento. Quando ele falou isso, eu disse: Ah não Doutor, minhas unhas estão lindas, azul marinho, e vou ter que tirar de novo?”.

O susto inicial, por não acreditar que poderia ser acometida pela doença, pois não havia caso na família, deu lugar à força e luta pela vida. Com o apoio da família, passou por todos os momentos com um sorriso estampado. “Minha família foi fundamental em todo o processo. A doença nos uniu ainda mais. Eu só não contei para a minha mãe. Quis poupá-la. Eu sempre cuidei dela, então precisava dela bem. Eu estava fragilizada. Como poderia cuidar dela se ela adoecesse? Só falei depois que tudo passou”.

Após duas cirurgias, chegou o momento de lidar com o tratamento, longo e doloroso. Ao longo de dois anos, foram 16 quimioterapias e 33 radioterapias. No inicio do processo, era momento de encarar a perda de cabelo. Ao perceber os longos cabelos negros se esvaindo, ela decidiu que era hora de raspar. “Foi a pior parte. Mexe muito com a auto estima. Naquele instante que percebi como a minha cabeça era feia”, falou sorrindo. “Mas isso não me impediu de fazer nada, de sair de casa. Coloquei uma peruca e o que mais ouvia era se tinha mudado o penteado”.

Hoje, curada e na iminência de retirar o cateter que a acompanha desde o início do tratamento, ela garante que o segredo para a cura é o sorriso no rosto e a leveza com que encara os desafios. “Quando eu descobri meu mundo desmoronou. Mas a tristeza durou bem pouco. Coloquei um sorriso no rosto e fui atrás da minha cura, com muita confiança. Nunca perdi a minha alegria e vontade de viver. Isso me ajudou muito.”

 

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