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Eleitos, presidentes Arthur Lira, na Câmara, e Rodrigo Pacheco, no Senado, priorizarão pautas reformistas

Sindilegis visitou os candidatos eleitos na semana anterior à eleição e entregou carta de intenções sobre o futuro do país e do serviço público

Não houve surpresas. Nesta segunda-feira (1º) e beirando a madrugada de terça (2), deputados e senadores se reuniram presencialmente, em Brasília, e elegeram os novos presidentes que comandarão a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal pelos próximos dois anos: o deputado Arthur Lira (PP-AL) e o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Ambos os presidentes declararam após o resultado de que já irão pautar as reformas administrativas, como as PECs 186/2019, 187/2019, 188/2019 e 32/2020; bem como a tributária, as PECs 45/2019 e 110/2019.

Na semana anterior à eleição, no dia 28 de janeiro, os dirigentes do Sindilegis entregaram em mãos aos dois parlamentares, que já tinham grande chance de vitória, uma carta de intenções dos servidores do Legislativo e do TCU, os quais o Sindicato representa (veja aqui). Nela, a entidade se colocou à disposição para fomentar o debate acerca de assuntos que terão forte impacto na vida de todos os brasileiros: entre eles, as reformas administrativas e a tributária, além de teletrabalho, avaliação de desempenho do servidor.

Com o resultado das eleições, a diretoria do Sindilegis irá se reunir, nesta quarta-feira (03), para discutir o novo cenário com a eleição dos novos presidentes e deverá agendar em breve novas audiências com os parlamentares eleitos.

Votação

Candidato apoiado pelo Palácio do Planalto e por Davi Alcolumbre (DEM-AP), o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) venceu a disputa pelo comando do Senado. Pacheco recebeu 57 votos e derrotou a senadora Simone Tebet (MDB-MS), que ficou com 21 votos. O senador mineiro fará agora seu primeiro discurso na condição de presidente da Casa.

Na Câmara, o candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, deputado Arthur Lira (PP-AL) derrotou no primeiro turno Baleia Rossi (MDB-SP), que recebia apoio do então presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), por 302 votos a 145.

“É tendo em vista a representatividade deste plenário, que se fosse um país teria 51 milhões de pessoas, que eu coloquei desde o início a questão fundamental de uma nova forma de funcionamento desta instituição: 51 milhões de votos não podem ser funcionários, não podem ser submissos, não podem ser subalternos da vontade de apenas um. Da vontade de um só”, afirmou Lira.

O presidente eleito do Sindilegis para o quadriênio 2021-2025, Alison Souza, deseja um bom mandato aos presidentes eleitos e pontua que o Sindicato tem grandes expectativas em construir uma relação pautada no diálogo e transparência. “O país precisa reencontrar o caminho do desenvolvimento com urgência. Nesse sentido, ajuda muito aprovar uma boa reforma tributária para dar fôlego às empresas e às pessoas mais pobres, por exemplo. Por outro lado, é um retrocesso imenso promover o desmonte do serviço público, como pretendem as PECs 32/2020 e 186/2019”.

Para Petrus Elesbão, presidente atual do Sindicato, o bom relacionamento com o Congresso será mais do que necessário para impedir que pautas retrógradas e punitivas sejam aprovadas a toque de caixa. “O Tesouro já divulgou que os gastos com servidor público tiveram queda de quase 4%. Não somos esse peso que o Governo insiste em afirmar: somos uma categoria que luta por aquele cidadão que está na ponta, que depende de nós para ter o básico”, revela.

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