O Sol é para Todos Harper Lee

#FicaADica, #FicaEmCasa Literatura: O clássico “O Sol é para todos” traz à tona a questão do racismo

Ganhador do prêmio Pulitzer, o Oscar da literatura estadunidense, no início da década de 1960, a obra de Harper Lee continua, infelizmente, atual

 

Em meio ao isolamento social, causado pela pandemia de Covid-19, em que grande parte da população está enfraquecida por questões econômicas e de saúde, países como os EUA e o Brasil assistem episódios que expõem outra fragilidade social: as raízes racistas na construção da sociedade. Mortes como a de George Floyd, na cidade de Minneapolis ou do adolescente  João Pedro no Complexo do Salgueiro, Rio de Janeiro são exemplos recentes dessa mazela social. No #FicaADica, #FicaEmCasa de hoje, o Sindilegis traz como sugestão de leitura de um clássico, que já debatia o assunto em 1960: “O Sol é Para Todos” .

O romance, escrito por Harper Lee, foi vencedor do Pulitzer, o prêmio mais importante da literatura norte-americana, em 1961. A obra teve um sucesso instantâneo, se tornando um dos maiores clássicos da literatura moderna. O livro é baseado livremente nas memórias familiares da autora, assim como em um evento ocorrido próximo a sua cidade natal em 1936, quando ela estava com 10 anos de idade. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça, que chega aqui ainda muito atual.

Os acontecimentos da estória são narrados pela sensível Scout, uma menina de seis anos de idade, filha do advogado Atticus Finch, que assume o trabalho de defesa de Tom Robinson, um homem negro injustamente acusado de estuprar uma mulher branca. Além do racismo, a autora ainda aborda questões de classe, de coragem, compaixão e papéis de gênero no extremo sul americano.

O livro foi adaptado em um filme premiado com o Oscar em 1962, dirigido por Robert Mulligan, roteiro de Horton Foote e com Gregory Peck interpretando Atticus Finch.

Sobre a autora

Filha caçula de quatro filhos, Harper Lee passou sua infância e adolescência em Monroeville, mudando-se para Nova York em 1949. Em 11 de julho de 1960 publicou O Sol É Para Todos, tornando-se sucesso de público e crítica, e desde então nunca mais lançou um livro até que fosse descoberto o Vá Coloque Uma Vigia, escondido numa caixa, e lançado em 2015.

Em 2007 foi premiada com a “Medalha Presidencial da Liberdade dos Estados Unidos” por suas contribuições à literatura. Morreu de causas naturais numa clínica para idosos em Monroeville, em 19 de fevereiro de 2016.

 

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