Público feminino será o mais afetado caso a PEC 287/16 seja aprovada no Congresso. Evento contou com parlamentares que lutam para que a proposta não avance

Na manhã desta quarta-feira (8), data em que se comemora internacionalmente o Dia da Mulher, o auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, foi palco para reunir servidores, parlamentares e líderes de entidades representativas em ato público de homenagem às mulheres. Intitulado “Reforma da Previdência TEMERosa”, o evento foi realizado pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, cuja coordenação é do Senador Paulo Paim (PT/RS) e do Deputado Federal Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP).

Faria de Sá presidiu a mesa de abertura, que também contou com parlamentares e dirigentes do Sindilegis, da Anfip, da Auditar, do Fonacate e outras entidades. “Hoje é um dia de especial importância, principalmente porque enfrentamos essa ameaça de perda de direitos. Para as mulheres, que serão ainda mais afetadas com a PEC do Caixão, eu digo: estamos na luta! Estamos vigilantes por vocês e por todos os brasileiros”, apontou o Deputado.

Paim corroborou com Arnaldo Faria de Sá: “As mulheres não querem somente rosas. Elas querem dignidade, respeito e, principalmente, o direito de usufruir de uma aposentadoria decente”.

Sindilegis em peso

A diretoria do Sindilegis compareceu ao ato, sendo representado pelo presidente, Petrus Elesbão; o vice-presidente do Sindilegis para a Câmara e para o TCU, Paulo Cezar Alves e Paulo Martins, respectivamente; a diretora de igualdade de gênero, Marília Marra; e a diretora de assessoramento parlamentar, Magda Helena Tavares.

“Hoje é um dia que não temos muito que comemorar, diante desta temível proposta de reforma da Previdência à espreita. Ela trará como única consequência a impossibilidade da classe trabalhadora, em especial as mulheres camponesas, de acessar os direitos previdenciários. É por elas, por todas as servidoras e por todas as trabalhadoras que o Sindilegis luta”, alertou Petrus Elesbão, presidente do Sindilegis.

Para Magda Helena, diretora que tem encabeçado vários atos e reuniões para garantir que os parlamentares se sensibilizem para os perigos da reforma, o momento é de união: “Neste Dia da Mulher, o melhor presente que podemos receber é o respeito. É a abertura de oportunidades iguais e espaço para nós. A Previdência é um direito do povo e lutaremos por ela até o fim. Nenhum direito a menos!”.

Apoio de parlamentares

A Deputada Erika Kokay (PT/DF), ávida defensora das mulheres, afirmou que a PEC 287 é uma verdadeira destruição da Previdência Social: “O que se quer fazer no Brasil foi feito no Chile sob a ditadura: eliminar a Previdência. E aqui vai se acabar realmente com o benefício à aposentadoria, porque o Brasil está entregue ao interesse dos rentistas. Vinte e sete mil investidores entre pessoas jurídicas e físicas detêm quase a metade do orçamento deste País, apenas no serviço da dívida”.

Para o Sindilegis, a reforma é ainda mais injusta com as mulheres, porque não leva em conta a tripla jornada a qual elas são submetidas na sociedade. Além disso, mesmo com a entrada feminina no mercado de trabalho, o espaço doméstico e seus afazeres continuam sendo majoritariamente destinados às mulheres.

“Nossos direitos estão sendo questionados. Se é sabido que a mulher recebe 30% a menos que o homem, por que ela deve contribuir por 49 anos, como o homem, para receber menos?”, apontou a Deputada Alice Portugal (PCdoB/BA).

Homenagem às mulheres

Unindo o dia 8 de março e a luta constante contra a reforma da Previdência, o Sindilegis distribuiu uma mensagem e bombons para as mulheres da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União.


Tags: câmara; dia da mulher; reforma da previdência



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