Na quarta reunião da CPI da Previdência no Senado, o Sindilegis endossou os discursos de economistas, que mostraram que os números apresentados pelo Governo são falaciosos

O Sindilegis esteve presente em mais uma audiência da CPI da Previdência Social, realizada nesta segunda-feira (08), no Senado Federal, para debater as contas do sistema previdenciário brasileiro. Na oportunidade, professores universitários e especialistas convidados do Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) alertaram que os dados apresentados pelo Governo não são verdadeiros.

De acordo com a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Denise Gentil, o Governo subestima a arrecadação. Segundo ela, a receita apresenta bons resultados, mas sempre é mostrada de forma negativa. “As previsões que o Governo têm feito estão sistematicamente equivocadas. O Ministério da Fazenda não apresenta nenhum cálculo que diga o contrário”, assegurou.

Para a professora da Universidade Federal de Rio Grande do Norte (UFRN) Rivânia Moura, um País não se faz com empresas e bancos: “São os trabalhadores que movem a riqueza do Brasil, por isso, precisam estar assegurados. Como vamos deixar cortarem esse benefício deles?”.

Os especialistas ainda apontaram que o Governo está levando consideração no cálculo apenas as contribuições realizadas pelos trabalhadores e pelas empresas, excluindo recursos que fazem parte do montante da Seguridade, composta pela Previdência, Saúde e Assistência Social. Entre eles, o Cofins, a Contribuição sobre o Lucro das Empresas e a arrecadação com loterias.

Para Eli Lola Andrade, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Brasil precisa de um Governo que cuide da Previdência e que não a desmonte. Para ela, a Previdência não pode ser usada como moeda de barganha.


Tags: CPi, previdência, conta, receita, arrecadação



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