Necessidade de solucionar problemas internos da Previdência, já apontadas pelo Sindilegis, foram debatidas durante audiência

Representantes do Poder Judiciário e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) manifestaram-se contrários à reforma da Previdência, durante a audiência pública da CPI da Previdência, nesta quinta-feira (22), no Senado. Esse também é o posicionamento do Sindilegis, que está lutando para que a reforma seja arquivada. 

Essa audiência teve como objetivo discutir os melhores caminhos para solucionar a questão previdenciária.

A magistrada do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que trabalha com previdência social, Vanessa Vieira de Melo, afirmou que o problema é a retirada de valores para o pagamento de juros da dívida ativa. Segundo a magistrada, atualmente 30% dos recursos pagos para a Previdência não vão para o pagamento de aposentadorias e benefícios.

O representante da OAB-DF, Manoel de Medeiros Dantas, disse que conviveu com o resultado da ineficiência do INSS ao ter sido procurador da instituição. Segundo ele, é preciso uma melhoria nos processos administrativos do INSS, para evitar a judicialização de problemas dos segurados.

O presidente da CPI, Senador Paulo Paim (PT-RS), chamou a atenção para um dado do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), trazido pela Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), de que 100 milhões de pessoas serão prejudicadas com a reforma da Previdência. “Deputados e senadores, pensem no impacto que a proposta vai ter na sociedade e na própria economia”, disse Paim.

Próxima reunião

A CPI da Previdência terá audiência pública na próxima segunda-feira (26), às 14h30, para debater as estimativas populacionais adotadas pelo Governo e definir a real situação das contas da Previdência Social.                        



Tags: previdência, reforma, relator, servidor, público



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