Governo volta a investir na PEC 287/16 na Câmara e Sindicato reforçará luta para reprová-la

“Não podemos deixar que a reforma da Previdência ganhe fôlego novamente”. Essa tem sido a maior preocupação do presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, e de toda a diretoria com a possibilidade da votação da PEC 287/16 no Plenário da Câmara dos Deputados nos próximos meses. 

Mesmo parada desde maio, a proposta deve voltar à pauta após o debate sobre a reforma política. Por isso, o Sindicato tem intensificado a batalha e buscado sensibilizar os parlamentares com os argumentos de que é preciso a conclusão das investigações da CPI da Previdência no Senado antes de votar a PEC, e que o Governo deve cortar gastos, combater a corrupção, acabar com a DRU (Desvinculação de Receita da União) e reorganizar o Estado. 

“Do jeito que a proposta está, ela é injusta e tóxica, pois não considera muitos outros fatores importantes para estabilização econômica. A PEC injustiça os servidores públicos e os trabalhadores brasileiros. Chegou a hora de todos aderirem à luta contra a PEC 287/16”, convocou o presidente Petrus Elesbão. 

O Sindilegis estuda ainda intensificar anúncios na mídia para conscientizar e mobilizar a população. 

Hora de fazer a conta dos votos

O Governo necessita de 308 votos favoráveis para a aprovação da proposta em primeiro turno no Plenário. Mesmo com as recentes denúncias contra o Governo, os parlamentares da base tentam a todo custo levar o debate da PEC 287 adiante. 

Mas de acordo com as últimas pesquisas para saber a opinião dos deputados, inclusive a do Sindilegis encomendada em maio ao Instituto Dataplan, mostram a esperança pela reprovação. No levantamento do Sindicato, 11,13% dos deputados estavam indecisos, 8,01% eram a favor, 7,03% a favor com ressalvas e 33,79% preferiram não se manifestar. 

O fato de 2018 ser um ano eleitoral também deve pesar na decisão dos deputados, já que a sociedade deixou o recado de que “quem aprovar [a PEC 287/16], não volta [ao Congresso Nacional]”. 

Elesbão afirma que esse ataque aos servidores públicos só prejudica a sociedade. “Nós temos buscado o diálogo e a resolução, mas não aceitaremos novos ataques àqueles que verdadeiramente fazem o Brasil progredir, apesar de tanta corrupção. A sociedade brasileira não vai mais engolir essa mentira, pois sabe que somos nós que estamos do lado dela”.


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