Sindilegis e Instituto Pública mapearam a posição de parlamentares no Congresso Nacional sobre a PEC 287/16



A reforma da Previdência (PEC 287/16) tem dividido opiniões e a pressão popular contra a mudança proposta pelo Governo tem surtido efeito no Congresso Nacional. É o que aponta um estudo realizado pelo Instituto Pública, em parceria com o Sindilegis, em que foi mapeado o posicionamento dos 513 deputados e 81 senadores sobre a proposta. O Instituto faz parte da Pública – Central do Servidor.

No documento, 284 deputados se mostraram contrários à reforma da Previdência. Já 179 têm opinião diferente e são a favor da PEC 287/16 – destes, 107 fazem ressalvas ao projeto. Ainda de acordo com o estudo, 17 deputados estão indecisos e 36 não responderam à pesquisa. 

O presidente do Sindicato, Petrus Elesbão, explica que a pesquisa faz parte da campanha “Quem votar não vai voltar”. O objetivo é justamente expor os parlamentares que votarem a favor da reforma para que não sejam reeleitos em 2018. 

“A mobilização contra a PEC 287 cresce a cada dia e a sociedade em geral está percebendo, enfim, o quanto perderá caso ela seja aprovada. Queremos que esse estudo possibilite ao cidadão conhecer a posição de seu deputado e senador, de forma a pressioná-los a votar a favor do povo”, apontou Elesbão.

De acordo com o diretor do Sindicato, Eduardo Dodd, a pesquisa também tem como intuito pressionar aqueles parlamentares que ainda não se posicionaram: “As entidades de classe demais associações civis nos estados poderão divulgar como se manifesta cada parlamentar. Muitos ainda não têm posição definida, como se estivessem temerosos sobre qual lado vão escolher. E é isso que queremos: mostrar para os parlamentares que quem votar a favor dessa reforma não voltará para um próximo mandato”.

O presidente da Pública – Central do Servidor, Nilton Paixão, explica que o estudo do Instituto servirá como termômetro da população para saber, de fato, se o parlamentar corresponde às suas expectativas. “Sabemos que essa reforma é uma afronta ao trabalhador. Então, nada mais justo do que municiar a população com informações sobre o que os deputados e os senadores pensam sobre uma proposta que tanto impacta o cidadão. É a hora de pressionar e fazer com que os nossos representantes votem a nosso favor, e não contra”, salientou Paixão.

Aos interessados, o estudo está disponível no portal www.aprevidenciaenossa.com.br, bem como outros documentos: manifesto assinado pelas entidades, notícias atualizadas, vídeos, artigos de especialistas e muito mais.

União

O levantamento é mais uma das intensas ações promovidas pelo movimento “A Previdência é Nossa! Pelo Direito de Se Aposentar”, que vem atuando desde janeiro para evitar que o projeto avance na Câmara dos Deputados. Até o momento, mais de cento e sessenta entidades já aderiram ao movimento, realizando atos, reuniões, e produzindo materiais publicitários, entre outras ações.


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