Diretoria do Sindilegis esteve presente na oitava audiência da CPI da Previdência no Senado para acompanhar as investigações


Foto: Assessoria Paulo Paim

Com informações da Agência Senado

Durante a oitava audiência da CPI da Previdência no Senado, o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Jayme Martins, declarou que a reforma previdenciária ignora a realidade no serviço público e procura vilanizar os servidores. O Sindilegis acompanhou as discussões ocorridas nesta segunda-feira (5).  

Jayme Martins lembrou que vários servidores que estão próximos da aposentadoria já cumprem um regime de transição - ocasionado pela última reforma previdenciária, durante o primeiro mandato do governo Lula - e ponderou que a reforma da Previdência deveria ocorrer somente para os novos ingressantes no sistema. Essa questão, porém, é ignorada pelos que concordam com a aprovação da PEC 287/16.

Uma das causas dessa estratégica visa a atender o mercado financeiro, como afirmou outro convidado da CPI. “A PEC 287 tem por objetivo privatizar a previdência pública. Ela está sendo feita para atender aos desejos dos bancos e seguradoras privadas. Não tem qualquer preocupação de natureza social”, analisou Antônio Rodrigues da Silva, presidente da Associação Nacional dos Procuradores e Advogados Públicos Federais (Anprev).

Para Rodrigues da Silva, além do texto não conter nenhum novo benefício aos contribuintes, ele ainda ataca os três fundamentos para sua concessão: a idade mínima, que seria aumentada, o tempo de contribuição, que foi ampliado, e o valor do benefício, que é diminuído. O representante da Anprev citou dados do INSS segundo os quais, com o novo prazo de carência em vigor, apenas 24% dos atuais aposentados por idade estariam em gozo de benefício e 76% não teriam conseguido comprovar os 25 anos de carência.

O diretor de Pensionistas e Aposentados do Sindicato, Ogib Teixeira, esteve presente e acompanhou a sessão. “O jogo ainda não está definido, o Sindilegis quer aproveitar a oportunidade gerada com a atual crise política para pressionar os parlamentares a ficarem no mesmo time que o trabalhador brasileiro, contra essa proposta absurda”, avaliou o diretor.


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