Em balanço sobre a CPI da Previdência, o parlamentar negou a necessidade da reforma e também repudiou o aumento da contribuição previdenciária dos servidores

O Senador Hélio José (Pros-DF) realizou, na última semana, um balanço das atividades da CPI da Previdência no Senado, onde criticou as ações do Governo Federal que visam a sucatear o funcionalismo público brasileiro, como a MP 805/17 e a PEC 287/16. 

Em sintonia com o posicionamento do Sindilegis acerca dessas medidas, o parlamentar afirmou que “nunca houve déficit [na Previdência]”, ao contrário do que afirma o Governo Federal. “Apenas no último ano, por conta do processo de impeachment, que paralisou o País, apontou-se um pequeno déficit, totalmente superado”, afirmou.

Durante o seu discurso, o Senador também lembrou que a Constituição prevê outras fontes de rendas para a Previdência, que são comumente desviadas para outros fins. Hélio espera que o relatório da CPI ajude de alguma forma a barrar a PEC 287, caracterizada por ele como “perversa e antipovo”.

O parlamentar também defendeu os servidores públicos e criticou a MP 805/17, que eleva de 11% para 14% a contribuição previdenciária: “Nós, servidores públicos, não existimos nem para dar lucro nem para dar prejuízo, e sim para fazer o equilíbrio entre o Estado e o público, fazendo com que a burocracia funcione de forma adequada”.

Ainda segundo Hélio José, “o funcionário público não pode ser um objeto, tratado de forma desleal pelos governantes. Deve ter um salário adequado, um local de trabalho adequado e condições de fazer esse equilíbrio”.


Tags: hélio josé; MP 805; PEC 287



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