Anselmo Loschi Bessa, juntamente com seu filho, moldou o rosto de Ronaldo Cunha Lima em bronze, consagrando-se vencedor do Concurso promovido pelo Senado

As mãos que são responsáveis por auditar processos dentro da SecexEducação também carregam o dom da arte. E foi assim, com esse talento, que Anselmo Loschi Bessa, auditor do Tribunal de Contas da União, ganhou o concurso que selecionou a melhor escultura em bronze do político brasileiro Ronaldo Cunha Lima, que hoje ornamenta o prédio do Interlegis, do Senado Federal. 

A escultura, que tem 1,79m, pode ser apreciada por todos aqueles passam pela via N2, próximo ao Senado. A perfeição nos detalhes, a grandiosidade da obra e a dedicação dos artistas em representar as características de Cunha Lima fizeram com que a escultura feita por Anselmo e seu filho, Igor Antunes Bessa, fosse destaque na seleção. 

Ao todo, pai e filho gastaram cerca de um ano para concretizar a obra. Ambos trabalhando em período integral em suas carreiras profissionais, ele como servidor e o filho como web designer, dispunham apenas dos dias de folga para se dedicarem à escultura. 

E esse dom tão peculiar para moldar esculturas não foi adquirido em cursos - nasceu com Bessa. Ele cita que desde criança já trabalhava com argila e amava a arte de representar objetos e pessoas em barro. “Sempre gostei e sempre fiz alguma coisa relacionada a artes. Apesar de não ter ninguém da minha família envolvido com as artes plásticas, fazia por curiosidade”, relata Bessa. 

A oportunidade para modelar o rosto de Ronaldo Cunha Lima veio de um chamamento feito pelo Senado. A Casa abriu concurso nacional para selecionar a obra e como Anselmo não havia feito nada profissionalmente até o momento, encontrou na seleção uma oportunidade para exercitar o talento e ser avaliado por isso: “Fiz um molde em barro em tamanho real da peça que seria fundida em bronze. Essa peça foi apresentada em fibra de vidro durante a seleção. Ao todo cinco artistas de diversos estados brasileiros participaram”. 

A quatro mãos

O principal diferencial da escultura foi a forma como foi feita. Pai e filhos trabalharam juntos na mesma peça. Segundo Anselmo, a harmonia com o filho foi uma grata surpresa, uma vez que não é comum artistas dividirem trabalho com outras pessoas: “Às vezes eu estava de um lado da peça e ele do outro. No meio do processo nós trocávamos de lado e dávamos continuidade ao trabalho que o outro tinha começado. Foi realmente impressionante a nossa sintonia e isso para mim foi o maior prêmio”.

O servidor do TCU também é participante assíduo da Mostra de Talentos, evento anual promovido pela Casa e que conta com patrocínio do Sindilegis, onde os servidores apresentam seus dons artísticos. Desde 2014, Bessa apresenta seus trabalhos feitos em barro para os demais colegas. A expectativa é que após a aposentadoria, o auditor se dedique integralmente às artes plásticas e à vida artística. 



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