“Votou a favor? Não vai voltar a ser parlamentar!”, enfatizou Petrus Elesbão durante o ato público


“Não à reforma!”, “A Previdência é direito nosso!”. Essas e outras frases foram ouvidas em uníssono, nesta terça-feira (28), por centenas de manifestantes que participaram do ato público “Vamos Ocupar Brasília”. 

Apoiada pelo Sindilegis, a manifestação reuniu, na entrada da Câmara dos Deputados, servidores públicos federais e trabalhadores de outras categorias contra todos os ataques do Governo Federal, especialmente a reforma da Previdência; a terceirização; a reforma trabalhista e o Programa de Demissão Voluntário para o Executivo Federal (PDV). 

Durante a manifestação, o presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, ressaltou que o Sindicato segue fazendo um trabalho interno de articulação na Câmara dos Deputados, mas também está fortalecendo a campanha “Quem votar não volta”: “Estamos acompanhando de perto as investidas do Governo Federal para conseguir os 308 votos necessários e aprovar a reforma da Previdência. Não vamos abaixar a cabeça e estamos contra-atacando todas as ações que visam a desmontar o serviço público”.


Com o objetivo de fortalecer a mobilização, o Sindilegis produziu faixas informativas que contra-atacam a propaganda enganosa do Governo com dados oficias e reais sobre a crise atual brasileira, como: “Empresas devem R$ 422 bilhões à Previdência. Quem são os privilegiados?”; “O Governo perdoou R$ 7 bilhões em dívidas de empresas. Quem são os privilegiados?” e “Previdência não é privilégio, é direito”.

Os devedores devem assumir a conta

Para o servidor aposentado do TCU Djair Pinho Alves, não restam dúvidas de que os privilegiados são, na verdade, os grandes empresários, apesar de serem os maiores devedores da União: “Só de sonegação fiscal, chegamos a quase R$ 500 bilhões de rombo. Os grandes empresários quebraram a Previdência e devem assumir essa conta. Não vamos permitir que o nosso direito seja roubado pelo Governo”, enfatiza. 

 O vice-presidente do Sindilegis Paulo Cézar Alves disse que a nova versão apresentada pelo presidente Michel Temer, na verdade, está bem pior para o servidor público: “Temos que combater esse novo texto de todas as formas. Se depender de nós, a Câmara não conseguirá aprovar essa proposta. O Sindicato continuará a apoiar todas as iniciativas dos trabalhadores brasileiros, que contribuíram por anos para ter o direito de se aposentar”.


Tags: previdência; pec 287; manifestação



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