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Senado lança livro “Esta é minha história” com memórias de aposentados

Evento teve também palestra sobre envelhecimento e felicidade

Foto: Senado Federal

Imagine só ouvir histórias de bastidores de momentos como a Constituinte de 1988 ou ainda as posses presidenciais. A história é construída pelas pessoas e foram elas que, ao rememorar o que viveram como servidores públicos em décadas de trabalho, passaram a tecer cada memória em favor do livro “Esta é minha história”, lançado pelo Senado no dia 5 de dezembro, em evento no Interlegis. Trinta e dois servidores aposentados do Senado Federal abriram seus baús de memória e seus corações para reviver momentos marcantes de suas passagens pela Casa.

O Sindilegis, parceiro da ação junto com a Associação dos Servidores Inativos e Pensionistas do Senado Federal (Asissefe), disponibilizou a equipe de jornalistas para ajudar alguns servidores a contarem suas histórias.

“Nenhuma grande lei se fez sozinha. Nós sempre estivemos ali. Alguns diriam que invisíveis, mas prefiro nos imaginar como pequeninas engrenagens de um gigante, conectadas umas às outras de maneira que o movimento de uma culmine no da outra”, afirmou o presidente Petrus Elesbão, que participou do lançamento da obra.

Foto: Senado Federal

A publicação organizada pela Secretaria de Gestão de Pessoas do Senado tem 280 páginas de belas histórias, com o objetivo de valorizar o trabalho de quem construiu o Senado durante tanto tempo e, claro, não deixar que a memória de todas essas experiências se perca ao longo dos anos. “Para nós, como entidade representativa desses servidores, há uma mobilização especial quando falamos em valorizar o trabalho de cada um deles. Só chegamos até aqui porque, lá atrás, os servidores desempenharam seus papeis e suaram muito em favor da sociedade”, completa Elesbão.

A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, destacou a importância desse resgate como uma valorização justa da contribuição dos colegas: “O que somos é resultado do que vocês fizeram e que nos dão a oportunidade de trabalhar a partir de um patamar de eficiência, de felicidade e de qualidade. Mais do que isso, é resgatar a memória”. Ilana ainda disse: “O Senado de hoje precisa aprender com o Senado de ontem, para se tornar um Senado melhor amanhã”.

Foto: Senado Federal

Envelhecimento e felicidade

Antes do lançamento do livro, a escritora e antropóloga Mirian Goldenberg proferiu uma divertida palestra sobre a felicidade no envelhecimento. “Em uma sociedade onde a juventude é vista como um valor, como ser feliz ao envelhecer?”, questionou a palestrante aos presentes.

Goldenberg ainda apresentou dados interessantes de uma pesquisa realizada por economistas com mais de 2 milhões de pessoas em 80 países diferentes, que aponta que existe uma “curva da felicidade”. Essa curva se assemelha a letra “u”, onde no início da vida as pessoas se enxergam mais felizes, aos 45 anos elas apresentam uma percepção mais baixa da felicidade e isso começa a mudar novamente aos 50.

Já as percepções de felicidade mudam muito entre os gêneros, bem como a expectativa do fim da vida. As mulheres, por exemplo, costumam reclamar da falta de liberdade e desejar isso mais ardentemente para o futuro. Outra questão muito frequente nos desejos delas se relaciona ao corpo, que deve ser “magro, jovem e sensual”.

A escritora ainda levantou questionamentos importantes diante da pesquisa apresentada: “por que precisamos esperar tanto tempo para descobrir que a melhor rima para felicidade é liberdade? E que rir muito, especialmente rir de nós mesmas, é sempre o melhor remédio?”.

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