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Sindilegis, entidades e parlamentares definem novos passos para a Frente Parlamentar da Previdência

Durante o encontro, os integrantes da Frente decidiram manter oito parlamentares, quatro senadores e quatro deputados, para compor a nova coordenação da Mesa Diretora do movimento

Dando continuidade à agenda de reuniões da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, o vice-presidente do Sindilegis, Paulo Cezar Alves, e os diretores Magda Helena e Ogib Teixeira participaram, nesta quarta-feira (27), no plenário 12 da Câmara, de nova discussão sobre a PEC 06/2019. Na pauta, estava previsto o debate para a organização do lançamento da nova coordenação da Frente, marcada para o dia 20/3, no auditório Nereu Ramos, também na Câmara.

O senador Paulo Paim contou que já alinhou com vários parlamentares, em âmbito nacional, para pedir que todas as mobilizações ocorrendo em outros estados do País possam andar em parceria com a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência, buscando a unificação dos atos em prol da aposentadoria dos brasileiros. “O Governo já sentiu que, da forma como está, o texto atual da PEC 06/19 não passa. É uma reforma absurda, que não respeita o trabalhador. E só conseguiremos manter essa pressão se permanecermos unidos”, apontou.

O deputado Rodrigo Coelho (PSB-SC) convocou as entidades a marcarem presença maciça no relançamento da Frente. “Peço que cada associação representativa possa liderar, em cada estado, essa luta contra a reforma”, avaliou.

Seguindo a mesma estrutura das últimas reuniões, o senador Paulo Paim, que também é o coordenador atual da Frente, abriu espaço de fala e deliberação para as entidades que desejaram se inscrever. Cada uma teve cerca de cinco minutos para manifestação.

“A impressão que temos é que essa PEC 06/2019 não veio para reformar a Previdência, mas sim acabar com ela. E não é um sentimento apenas do Sindilegis, mas de todas as entidades aqui presentes. Todos os nossos discursos caminham no mesmo sentido: de que os verdadeiros problemas não foram resolvidos! É uma verdadeira desconstitucionalização da Previdência”, alertou Magda Helena.

Para Ogib Teixeira, o momento é importante porque marca uma oportunidade única de se garantir várias emendas que visem a transformar a Previdência em um sistema melhor do que o se tem atualmente. “Ao mesmo tempo em essa proposta de reforma é muito cruel, ela é tão abrangente que acabam surgindo diversas oportunidades para trabalharmos melhor um texto que seja condizente com as necessidades de todos. Muitas sugestões inteligentes e eficazes já estão aparecendo; então, acredito que devemos pensar essa estratégia com muita calma e tentarmos transformar essa reforma na melhor opção possível”.

Paulo Cézar Alves destacou a importância de alinhar o discurso das entidades na hora de preparar emendas e correr atrás de apoiamentos políticos: “Temos que fazer o debate nos estados e traçar estratégias de comunicação com toda a sociedade. Muitas pessoas ainda não conhecem a gravidade dessa reforma e seu impacto a longo prazo no sistema previdenciário. Temos que nos comunicar com todos de maneira eficaz e simples”.

Encaminhamentos

Ao final, uma das deliberações da Frente foi o acertamento de se manter oito parlamentares, quatro senadores e quatro deputados, para compor a nova coordenação da Mesa do movimento. Outro ponto acertado entre as entidades é que o foco de sensibilização deve ser, primeiramente, naqueles parlamentares que estão indecisos; e só depois unir esforços para aqueles declaradamente a favor da nova Previdência.

O senador Paulo Paim informou que nos dias 13 e 14 de março haverá uma sessão temática no Senado Federal para discutir a reforma da Previdência. Na ocasião, ao menos cinco parlamentares com posições contrárias à reforma terão espaço para defender seus posicionamentos. A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência social auxiliará o senador a escolher os nomes.

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