A segunda edição do Palco Aberto: Festival de Talentos do Legislativo teve início na quinta-feira (11), com uma noite marcada por emoção, diversidade artística e valorização dos talentos dos servidores públicos. O primeiro dia do evento aconteceu no Centro Cultural TCU, no Instituto Serzedello Corrêa (ISC) e marcou oficialmente a abertura da exposição de Artes Visuais do Palco Aberto, que segue aberta à visitação até o dia 9 de dezembro.
A mostra reúne uma ampla variedade de manifestações artísticas, com fotografias, pinturas, desenhos, gravuras, quadros e outras expressões visuais, revelando diferentes olhares, técnicas e sensibilidades. A abertura foi conduzida pela diretora de Educação e Cultura, Érica Ceolin, que destacou a importância de iniciativas que ampliam os espaços de expressão artística dentro das instituições. “O Palco Aberto é mais do que um evento cultural. Ele é um convite para que os servidores mostrem ao mundo suas múltiplas dimensões, seus talentos e suas histórias. A arte humaniza, conecta e fortalece nossos vínculos”, afirmou.
Neste ano, o Palco Aberto seguiu formato diferente do ano anterior: foi dividido em dois dias para dar maior prestígio à área de literatura e artes visuais, sem deixar um dia único para os artistas da dança e música brilharem. Além das artes visuais, a noite também contou com declamações de poesias e apresentações literárias, compondo um sarau que emocionou o público. Um dos grandes destaques foi o servidor aposentado do TCU João Erismá, atual presidente da Asap-TCU, que apresentou cinco livros de sua autoria. Entre eles, uma obra especialmente comovente escrita em homenagem à filha, falecida aos 18 anos, onde narrou que escreveu um capítulo extra recentemente dedicado a contar as memórias do tempo que se passou desde a morte da filha.
O sarau literário teve ainda participações de Marluci Ribeiro, Romilson Juluso, Fátima Ribeiro e Ivan Dutra Faria, reforçando a pluralidade de vozes e estilos presentes no evento. Outro ponto alto da noite foi a apresentação musical do servidor do Senado Federal Vitor Eduardo de Albuquerque, que encantou o público com uma belíssima performance ao violino, acrescentando sensibilidade e sofisticação à programação.
Entre as obras expostas, chamaram atenção as fotografias que buscam capturar a essência de Brasília, como as do servidor da Câmara dos Deputados Raimundo Alves, que retratam a capital federal sob um olhar artístico e sensível. Também se destacou a obra “203.062.512 tons de cinza compõem o retrato”, de Théo Crisóstomo, produzida com a técnica de encavo e decapagem em embalagens cartonadas (tetrapak). O quadro despertou o interesse do fotógrafo e galerista Celso Jr., proprietário da Galeria Celso Júnior, que compareceu ao evento para apreciar a exposição de artes visuais a convite do Sindilegis. Em entrevista, ele elogiou a iniciativa e o trabalho apresentado.
“Acho fundamental que sindicatos e instituições promovam espaços como esse, onde os servidores possam mostrar seus dons artísticos. O trabalho do Théo me chamou muito a atenção, tanto pela técnica inovadora de prensar as embalagens cartonadas quanto pelo conceito: ele registrou exatamente o número da população brasileira no momento em que finalizou a obra, o que dá ainda mais força e significado ao quadro”, destacou Celso.
O evento também contou com a presença expressiva da diretoria do Sindilegis, que compareceu em peso, representada pelo presidente Alison Souza, pelos vice-presidentes Pedro Mascarenhas e Reginaldo Coutinho, além das diretoras Elisa Bruno e Mônica Ramos, reforçando o apoio institucional à cultura e à valorização dos servidores-artistas.
Confira as fotos aqui.





