Abertura do Sarau Sindilegis Salvador 2025 destaca cultura, esporte e compromisso antirracista

Salvador abriu oficialmente, na manhã desta quinta-feira (20), a quarta edição do Sarau Sindilegis, que integra a programação da Copa Sindilegis Salvador 2025. Com 29 participantes e sediado no estado com a maior população negra fora da África, o evento reforçou a importância do combate ao racismo, unindo esporte, cultura e reflexão social.

A diretora de Comunicação, Elisa Bruno, destacou o compromisso do Sindilegis com uma atuação institucional que vai além das pautas corporativas, reforçando o papel do colegiado na promoção da equidade racial e na defesa da dignidade humana. Ela lembrou iniciativas como os Papos que Transformam, o lançamento do livro “Como não ser racista (mesmo que você jure que não é)”, escrito em parceria com Cristiane Sobral, e a atuação dos comitês de equidade do Senado Federal e do TCU. Também mencionou a adesão ao selo “Racismo Aqui, Não!”, criado pelo artista João Silva.

A abertura contou com a presença do presidente do Sindilegis, Alison Souza; dos vice-presidentes Pedro Mascarenhas, André Galvão e Reginaldo Coutinho; e dos diretores Érica Ceolin, Mônica Ramos e Evaldo Araújo. Evaldo declamou um poema em homenagem ao Dia da Consciência Negra, celebrado hoje em todo o país.

Cultura, história e compromisso com o futuro

Alison Souza ressaltou a integração entre esporte e arte no evento, lembrando que a valorização cultural está presente desde a fundação do Sindicato. Ele citou o legado de Lúcio Xavier, servidor da Câmara dos Deputados e ex-Diretor-Geral, referência histórica que defendia o Sindilegis como uma instituição voltada para “os servidores do futuro”.

O vice-presidente pelo TCU, Reginaldo Coutinho, o vice-presidente pela Câmara, André Galvão, a diretora Érica Ceolin e a diretora Mônica Ramos acompanharam a abertura, reforçando o compromisso do colegiado com pautas de inclusão e combate às desigualdades estruturais.

Um dos momentos mais emocionantes foi a performance do cordelista Evaldo Araújo, que declamou o poema “A João Alberto Silveira Freitas – Vidas Negras Importam”, lembrando figuras como Zumbi e Dandara e reafirmando a mensagem de que vidas negras importam.

O encerramento da cerimônia contou com homenagem de Pedro Mascarenhas, vice-presidente pelo Senado, ao servidor Goya, da Câmara dos Deputados, que colaborou ativamente para o fortalecimento do Sarau e faleceu neste ano. Ele foi lembrado pelo entusiasmo e pelas apresentações marcantes, como na edição realizada em João Pessoa (PB).

Compartilhe:

Veja também: