Agência Senado

Após assembleia, Sindilegis requer adiamento de retorno presencial na Câmara

Sindicato alegou que apesar do avanço da vacinação, a taxa de transmissão da doença continua crescendo no DF e indica contágio descontrolado

O Sindilegis enviou ofício ao presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), nesta sexta-feira (15), em que solicita o adiamento do retorno às atividades presenciais na Casa, previsto para a próxima segunda-feira (18). A retomada do trabalho presencial ocorre no momento em que o Distrito Federal, na contramão do verificado no restante do país, enfrenta novamente o crescimento da taxa de transmissão da Covid-19.

No documento, o presidente do Sindicato, Alison Souza, ressalta que, apesar do avanço da vacinação, a taxa utilizada mundialmente para medir o perfil de uma doença quanto à sua disseminação na população chegou a 1,08 na última terça-feira (12), de acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde. Isso significa que 100 pessoas infectadas transmitiriam a Covid-19 para outras 108. Especialistas atribuem o avanço da doença no DF a uma série de fatores. Entre eles, o aumento das atividades presenciais de trabalho e a intensa circulação de pessoas de todos os estados devido à centralização político-administrativa na capital.

A situação é ainda mais grave na Câmara dos Deputados, que conta atualmente com 18.500 colaboradores, entre parlamentares, servidores efetivos, comissionados, estagiários e terceirizados. Além disso, a maior parte dos ambientes da Casa não conta com ventilação adequada, tampouco com espaço suficiente para a manutenção do distanciamento necessário entre as pessoas, ressalta Souza. “O retorno integral às atividades presenciais, nessas condições, é extremamente temerário por colocar em risco a saúde desses milhares de trabalhadores, especialmente no momento em que a Casa recebe o intenso fluxo de prefeitos e assessores que têm visitado os gabinetes em busca de emendas no Orçamento de 2022”, destaca o presidente do Sindilegis.

Além do adiamento, Souza solicitou uma reunião entre o Sindilegis, a Presidência da Câmara, a Primeira-Secretaria e a Diretoria-Geral, para tratar do retorno ao trabalho presencial; a regulamentação do teletrabalho; e a gestão por resultado.

Confira a íntegra do ofício aqui.