Segundo os debatedores, o Brasil ocupou no ano passado a 95ª posição entre 149 países no Fórum Econômico Mundial, que analisou desigualdade entre homens e mulheres
O impacto da desigualdade entre homens e mulheres na Previdência Social brasileira ditou o tom da última reunião da Comissão Especial da reforma da Previdência, que teve como tema principal a aposentadoria das mulheres. A audiência pública, que aconteceu nesta terça-feira (28), contou com a participação do Sindilegis e de pesquisadoras, professoras e representantes de entidades sindicais.
Durante a reunião, a pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Joana Mostafá, destacou que o Brasil ocupou, no ano passado, a 95ª posição entre 149 países em pesquisa do Fórum Econômico Mundial de 2018, que analisou a desigualdade entre homens e mulheres. Segundo Joana, no ritmo dos últimos 12 anos, o Brasil só chegará à paridade de gênero em 116 anos.
A pesquisadora avaliou que a aprovação da reforma da Previdência pode acarretar prejuízos, entre outros pontos, às condições de vida da trabalhadora rural: “Esse trabalho não traz rendimentos monetários e é de alto risco, portanto dificulta pagamento de contribuição”, disse.
A professora do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Gentil, mostrou dados que comprovam que dos 13,1 milhões de desempregados no país, 6,9 milhões são mulheres. Para ela, a reforma da Previdência também vai piorar este quadro.
Para Denise Gentil, há um mito em torno do déficit estimado em R$ 227 bilhões na Previdência acumulado nos últimos três anos. Segundo a professora, o sistema previdenciário foi superavitário entre 2005 e 2015 e outras rendas, como o crédito de R$ 427 bilhões em dívida ativa de empresas poderiam compensar o rombo no orçamento da Previdência: “Esses números são obscurecidos do saber popular e precisam ser desnudados, o sistema é um manancial de receitas”, disse.



Brasilia 30/05/19
Foi maravilhosa a explicação do nosso colega do sindilegis, a respeito da reforma da previdência dos Servidores na Comissão Especial parabéns. E como eu sou Servidora aposentada da Câmara, porém desfiliada no momento. Eu gostaria de esclarecer uma duvida. As questões são: eu trabalhei por 32 anos servindo o nosso pais, o poder legislativo na Câmara. Levei mais 5 anos e somados deram 57 anos trabalhos e contribuídos para o INSS e previdência Social. Eu adquiri direitos para sair aos 55 anos, mais só me aposentei aos 58 anos. E assim eu voltei a pagar previdência e o Imposto de salário. Ou seja, eu nunca parei de pagar tributos. E depois de me aposentar jamais tive um bom desconto desses dois impostos. Por tanto, eu continuo pagando esses tributos como se na ativa eu estivesse. Porém o que eu escuto todos os dias, são acusações de que quem está trabalhando, paga a nossa aposentadoria! Então eu acho tal acusação muito caluniosa e cheia de assédio moral no que diz respeito aos pagamentos das aposentadorias daqueles que já adquiriram os seus direitos.
Ate onde eu entendo, paguei e continuo pagando, ainda que obrigada já que isto já vem descontado, como eu estivesse trabalhando. Assim, eu não acredito que outros pagam pra mim. Por achar que o dinheiro que pagamos para a previdência, venha ser comparado aos consórcios; onde só se recebe uma casa por exemplo. Esse não funciona assim, onde você guarda esperando um dia ser sorteada.
Não. a nossa previdência deveria está lá guardada, como uma poupança, e não alguém achar que pode mexer no que não é dele. E depois nos mandam a conta para pagarmos, porque alguém achou que não faria falta, e levaram. Quanto sermos acusados de sermos os privilegiados do Brasil, é uma infâmia.
Não dá para acreditar que essa gente sempre tentam nos desqualificar, com o argumento de que nos é que afundamos, engolimos todo o dinheiro do país. E tudo isto sem mencionarem os cartões corporativos, as altas despesas da presidência, e porque não mencionar as altas despesas dos deputados, que nem pensam em reduzir os seus altos gastos mensais.
E uma vergonha querer associar a nossa aposentadora, com a de alguém que não trabalhou por concurso, não estudou por não ter emprego, e que por isto, eles só ganham o salário mínimo.
Em fim, eu acho que eu paguei por muito tempo a minha aposentadoria, e ainda continuo pagando. E por isto eu também acho que ninguém paga nada pra que eu possa viver até o dia da minha morte. Assim, eu gostaria de saber, para onde foi a minha poupança previdencial que eu paguei por anos e ainda continuo pagando? E porque o ministro tenta passar por cima dos servidores, seria Inveja, seria intolerância, seria ódio, ou medo por que o Estado possui pessoas bem qualificadas, e muitos pelos seus próprio esforços; já que nem sempre, dependeram de um MEC corrompido?
Maria Inacia Cardoso Cel 61-99624.7390