Café Arruda

Arruda promete cortar cargos comissionados e valorizar servidores de carreira em sabatina no ‘Café com Política’

O candidato ao Governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSD), participou do ‘Café com Política: Serviço Público em Pauta’ nesta sexta-feira (11) e prometeu reduzir o número de cargos comissionados no GDF para direcionar recursos à valorização dos servidores de carreira. Durante a sabatina, ele também defendeu a retomada de uma secretaria própria para gestão de pessoas, o diálogo permanente com as entidades representativas e a implantação do teletrabalho.

A entrevista foi mediada por Valdir Borges e contou com a participação de Ibrahim Yusef, presidente do Sindireta-DF; João Domingos, presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB); e Márcio Paiva, diretor de Assuntos Parlamentares do Sindireta-DF.

O programa é uma iniciativa apartidária, promovida pelo Sindilegis, em parceria com o Instituto Servir Brasil, o Sindireta-DF, a CSPB e a Frente Servir Brasil.

Ex-governador do DF e engenheiro da Novacap, Arruda afirmou que sua experiência como servidor público e à frente do governo orienta suas propostas para a administração pública.

Valorização dos servidores

Arruda afirmou que pretende reduzir o número de cargos em comissão no GDF e utilizar os recursos para valorizar os servidores de carreira. Segundo ele, durante seu governo, eram 12 mil cargos comissionados, enquanto, atualmente, seriam 27 mil.

“Eu vou cortar esses cargos em comissão, tirar a politicagem barata de dentro do governo e, com esses recursos, vou valorizar os servidores de carreira”, afirmou.

O candidato também prometeu convocar servidores aprovados em concursos públicos, especialmente nas áreas de educação e saúde, e destacou a carreira de Políticas Públicas e Gestão Governamental (PPGG).

“Valorizar o servidor é fundamental para tirar o governo desse buraco. Eu fui servidor, me aposentei como engenheiro da Novacap. […] Sem servidor, não tem governo eficiente. Brasília entrou numa maré de nomear cabo eleitoral e deixar o servidor escanteado”, declarou.

Arruda prometeu recriar a Secretaria de Gestão e atrelar a remuneração à produtividade, citando como exemplo o pagamento de um 14º salário aos servidores de escolas que aumentarem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).

Teletrabalho

A implantação do teletrabalho também foi apresentada como uma das medidas para modernizar a administração pública do DF. Segundo Arruda, o modelo poderá ser aplicado às carreiras de gestão e administração, de acordo com as características de cada atividade.

“O mundo é digital e nós estamos no analógico. Tem servidor que perde quatro horas no trânsito e renderia muito mais em casa”, afirmou.

O candidato também defendeu a transferência da estrutura do governo para o Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad), em Taguatinga, como forma de reduzir gastos com imóveis e modernizar a administração pública.

Atrasados e consignados

Ao ser questionado sobre o pagamento da terceira parcela dos reajustes salariais, Arruda afirmou que pretende quitar o valor, mas ressaltou que será necessário primeiro colocar as contas do Distrito Federal em ordem.

“Desde 2015 que eles não estão comemorando 2016… É impressionante, né? Vamos sim. Primeiro nós vamos ter que colocar as contas em ordem”, afirmou.

Arruda também prometeu renegociar as dívidas dos servidores com empréstimos consignados, com medidas como o alongamento dos prazos, a redução dos juros e a limitação do valor que pode ser descontado dos salários.

“Um grande número de servidores públicos está ficando sem salário por causa dos empréstimos consignados. É uma vergonha. Eu vou renegociar tudo isso, alongar o prazo, diminuir os juros e limitar o valor que pode sair do salário para empréstimo consignado. Eu vou resolver isso”, afirmou.

Carta-compromisso

Ao final da sabatina, Arruda assinou a carta-compromisso do movimento ‘Vote Consciente’, promovida pelo Instituto Servir Brasil em parceria com Sindilegis, Sindireta-DF e CSPB. O documento estabelece compromissos como o diálogo permanente com representantes dos trabalhadores, o aprimoramento da capacidade estatal e o apoio a propostas de valorização do serviço público.

“Tudo o que está aqui eu já fiz. Eu só vou voltar a fazer”, afirmou.

Assista à entrevista na íntegra a seguir.

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