Ì¢‰âÂèÏSepultaremos os mandatos daqueles que sepultarem nossos direitosÌ¢‰â‰ã¢, afirma Petrus Elesbão

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“Não é uma reforma. É o fim da Previdência”. Foi com essas palavras que o presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, abriu seu discurso no seminário “Desmistificando a reforma da Previdência”, realizado nesta segunda-feira (20) pelo Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-SN), na sede da Fiocruz, Rio de Janeiro/RJ.

O evento contou com a presença de dirigentes de entidades representativas dos servidores públicos para palestrar sobre o tema da Previdência Social. Além do presidente do Sindilegis, palestraram o presidente da Pública – Central do Servidor, Nilton Paixão; o presidente da Unacon/Fonacate, Rudinei Marques; e a presidente da Comissão de Direito Previdenciário da OAB/RJ, Suzani Andrade Ferraro.

Participação do Sindilegis

Na ocasião, Petrus Elesbão parabenizou a Asfoc-SN pela iniciativa e conclamou a todas as entidades, os servidores públicos e os trabalhadores do sistema privado, a serem protagonistas na luta contra a reforma da Previdência proposta pelo Governo Federal que, segundo ele, parece ignorar questões extremamente controversas.

“O Governo estudou as consequências da reforma a longo prazo? Precisamos deixar claro que os parlamentares que votarem a favor dessa tentativa de assalto ao trabalhador não voltarão em 2018. E não voltarão porque nunca mais terão o nosso voto. Sepultaremos os mandatos daqueles que sepultarem nossos direitos”, defendeu.

Elesbão apresentou dados fornecidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que revelam que o aumento do desemprego na faixa de idosos foi de 132% entre 2014 e 2016. “Na prática, quem for demitido na terceira idade nunca conseguirá se aposentar”, criticou Petrus.

O presidente do Sindilegis também repudiou o ponto que pretende igualar o tempo de contribuição entre homens e mulheres e conclamou os servidores da Fiocruz a endossarem o movimento “A Previdência é Nossa! Pelo Direito de Se Aposentar”. “Se esse projeto passar, o caos e a incerteza serão instalados. As pessoas contribuirão por mais tempo e talvez nem usufruam dos direitos conquistados a duras penas. Além disso, a proposta incentivará a informalidade, que, por sua vez, diminuirá a arrecadação da Previdência, levando a uma nova crise. Não é uma reforma; é o fim”, enfatizou.

Combate à tramitação da PEC

Em seguida, os palestrantes abriram para discussão entre os participantes, buscando sanar dúvidas e ampliar argumentos a favor da paralização do projeto. O texto da reforma da Previdência foi enviado pelo governo ao Congresso no fim do ano passado e fixa idade mínima de 65 anos para aposentadoria, tanto para homens quanto para mulheres, incluindo servidores públicos, entre outras mudanças. A Câmara instalou uma Comissão Especial para analisar a proposta na semana passada.

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