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Trabalho de auditores do TCU gera economia estimada em R$ 14 bi no Seguro DPVAT

Filiado ao Sindilegis fez parte do grupo que realizou a descoberta

O ano começa e, com ele, chegam as contas clássicas: material escolar, IPVA, seguro obrigatório DPVAT… Agora, uma pergunta mais importante: você sabe para que serve o DPVAT e que, desde 2017, ele tem ficado mais barato graças a uma auditoria do TCU?

O DPVAT – Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre – serve para indenizar vítimas de acidentes de trânsito. E é o Tribunal de Contas da União o responsável por fiscalizar o montante referente a esse valor, buscando apurar eventuais falhas que levem a ocorrência de fraudes.

Foi justamente em uma dessas auditorias que um grupo de servidores – o filiado ao Sindilegis e auditor Bruno Hartz entre eles –, ao acompanhar as fiscalizações realizadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), em sua função reguladora e fiscalizadora do DPVAT, descobriu um erro na cobrança do Seguro. Graças a esse trabalho, uma economia estimada em R$ 14 bilhões em arrecadações tem sido gerada desde 2017, com frutos até o fim de 2019.

Bruno Hartz é lotado na Secretaria de Controle Externo da Administração Indireta no Rio de Janeiro (SecexEstatais/RJ). Ele explica que a auditoria surgiu da necessidade de avaliação de riscos na gestão do Seguro DPVAT, com a finalidade de detectar eventuais pontos que deveriam ser objeto de futuras fiscalizações do TCU. “Tendo sido apontadas, na ocasião, diversas fragilidades, as quais redundaram na atuação do TCU por meio da auditoria em apreço”, conta.

Dentre os problemas detectados, destaca-se o atual modelo de gestão do Seguro DPVAT, que estabelece o lucro da Seguradora Líder em 2% do valor total dos prêmios arrecadados para a operação do Seguro. Dessa maneira, quanto maiores forem as despesas da seguradora, maior será o prêmio do seguro do exercício seguinte, aumentando o lucro da seguradora. Segundo Hartz, “para avaliar qual deveria ser o valor máximo desse fundo, era necessária a realização de projeções de pagamento de indenizações, o que só pode ser realizado por metodologias estatísticas específicas, que tiveram de ser aprendidas ao longo da auditoria”.

Atualmente, o trabalho continua por meio de dois processos. O TC 034.130/2017-9, que trata do monitoramento das determinações resultantes da auditoria realizada e o TC 010.729/2018-6, que avalia denúncias sobre irregularidades na gestão do Seguro DPVAT.

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Governo anuncia nova Previdência em Mensagem ao Congresso

Texto foi entregue pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, aos parlamentares na abertura do ano legislativo de 2019

O plenário Ulysses Guimarães, da Câmara dos Deputados, foi palco nesta segunda-feira (4) para a leitura da Mensagem Presidencial do Poder Executivo aos 513 parlamentares e 81 senadores, marcando a abertura dos trabalhos legislativos de 2019.

O texto foi entregue pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, uma vez que o presidente, Jair Bolsonaro, segue internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, após passar por cirurgia na semana passada. O Sindilegis esteve presente na cerimônia, buscando acompanhar cada passo referente à reforma da Previdência.

Na ocasião, a primeira-secretária da Mesa, deputada Soraya Santos (PR-RJ), procedeu à leitura da mensagem. Nela, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a proposta da nova Previdência que, segundo o discurso, irá propor a Poupança Individual da Aposentadoria, um dos itens que estão sendo formulados.

“É uma iniciativa que procura elevar a taxa da poupança nacional, criando condições de aumentar os investimentos e o ritmo de crescimento. É um caminho consistente para liberar o país do capital internacional. Ao transformar a Previdência, começamos uma grande mudança no Brasil. A confiança sobe, os negócios fluem, o emprego aumenta. E eis que se inicia um círculo virtuoso na economia. Não tenham dúvida disso! Essa é uma tarefa do governo, do Parlamento e de todos os brasileiros”, afirmou.

O que consta na nova Previdência

De acordo com informações do jornal Estado de São Paulo, a minuta do texto da reforma propõe idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e mulheres, sem distinção por gênero. Além disso, prevê para todos os trabalhadores tempo de contribuição de 40 anos para receber o benefício integral.

O presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, explica que a reforma da Previdência tem sido acompanhada de perto e garante que buscará o diálogo para que os servidores não sejam penalizados. “Nunca dissemos ser contrários a uma reforma; mas queremos uma que preserve direitos adquiridos, tenha segurança jurídica, que seja dialogada com a categoria e que não vilanize o servidor público”, afirmou.

A reforma é uma das principais bandeiras da equipe econômica de Bolsonaro. Em entrevista à rádio Jovem Pan nesta segunda-feira (4), o ministro Lorenzoni disse que a proposta está “consolidada” e deve ser apresentada à Câmara dos Deputados até o fim de fevereiro.

Sobre a Mensagem ao Congresso

A mensagem de Bolsonaro traz uma série de medidas e propostas que o Governo deve defender ao longo dos próximos quatro anos em diversas áreas. No caso da Previdência, o Governo afirma que o aumento de gastos da Seguridade Social com o pagamento de aposentadorias colocaria muita pressão sobre as contas públicas. Sem a reforma no setor, esse aumento de gastos provocará desequilíbrio fiscal estrutural. Isso exigirá que outros gastos públicos diminuam, que a carga tributária aumente, ou que haja uma combinação de ambos, diz a mensagem.

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Sindilegis se reúne com advogado-geral do Senado para discutir parcela compensatória

Sindicato busca garantir um desfecho favorável aos servidores

Na tarde desta terça-feira (5), o presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, foi recebido pelo advogado-geral do Senado Federal, Fernando Cunha, para tratar da parcela compensatória dos servidores da Casa. O encontro ocorreu no próprio gabinete do advogado-geral.

Petrus Elesbão avaliou a reunião de maneira positiva e afirmou que o Sindilegis está envidando todos os esforços para garantir o direito dos servidores. “A conversa foi importante para consolidar os nossos próximos passos em relação à defesa dos servidores que, no meu entender, sofreram descontos indevidos.”, afirmou.

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Café com Política – Previdência: o que especialistas dizem sobre o futuro da aposentadoria dos brasileiros

Sindilegis promoveu debate com economistas e advogados contrários e favoráveis à reforma

Enquanto o Governo não se pronuncia oficialmente sobre o que será feito com a aposentadoria dos brasileiros, o Sindilegis tomou a iniciativa de reunir técnicos gabaritados em contas públicas, economistas, advogados, representantes de classe e parlamentares para debater a Previdência, nesta quinta-feira (24), Dia Nacional do Aposentado, na sede do Sindicato. A segunda edição do Café com Política abriu espaço para opiniões favoráveis e contrárias à reforma e auxiliou as autoridades presentes na formação de juízo técnico sobre o tema.

Petrus Elesbão, presidente do Sindilegis, afirma que “nosso objetivo é criar um espaço para pensar o País com responsabilidade, ouvindo argumentos sólidos, compartilhados por autoridades de peso naquilo que fazem. No caso da Previdência, por exemplo, é imprescindível que tenhamos clareza do cenário que nos aguarda e tenhamos na ponta da língua números concretos que nos subsidiem no diálogo com o Governo e os parlamentares”.

Felipe Salto, economista e diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente do Senado Federal (IFI), foi o primeiro palestrante. Ele apresentou alguns dados sobre as contas da Previdência e defendeu a necessidade de uma reforma, uma vez que, segundo o Tesouro Nacional, o déficit da Previdência com servidores ativos e inativos atinge 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Salto ainda esclareceu que apenas mudanças de gestão não irão solucionar a crise pela qual passa o País.

“Se não endereçarmos as mudanças no gasto obrigatório às reformas, inclusive a da Previdência, corremos o risco de ir para uma trajetória que é de uma dívida crescendo de maneira rápida e caminhando para 100% do PIB até 2030”, alertou Felipe Salto.

O economista ainda assegurou que não há uma solução salvadora para o País, mas que é preciso que cada setor dê a sua contribuição, discutida de forma conjunta, para que se possa chegar a uma solução mais ampla.

Os debates tiveram continuidade com a exposição de Roberto Piscitelli, professor da UnB e mestre em Administração Pública, que embora não seja contrário à reforma da Previdência, discorda da forma como o Governo vem conduzindo o assunto. Para o especialista, antes de se pensar em uma mudança na aposentadoria é preciso fazer uma reforma tributária.

“Estamos submetidos a um bombardeio midiático sobre a reforma, com o discurso de que deve ser aprovada agora”, criticou Piscitelli. “O que acho prioritário é uma reforma tributária, mas vai mexer com interesses dos grandes”, lamentou.

O economista também alertou que as crises são o pior momento para esse tipo de reforma, mas a tendência do governo tem sido invariavelmente buscar resolver os problemas por meio de soluções emergenciais, improvisadas e transitórias.

“No atual quadro de desemprego, sub-ocupação, desalento e informalidade, não há sistema de Previdência que se sustente – e nem haverá. A reforma trabalhista agravou a precarização das já frágeis relações de trabalho, reduzindo o número de contribuintes e o valor da contribuição”, pontuou.

O coordenador do programa econômico de Ciro Gomes, economista e professor da FGV Nelson Marconi contra-argumentou o discurso de Piscitelli ao afirmar que uma reforma é inevitável para o País. Segundo ele, o atual modelo, que é centrado no regime de repartição, vive uma situação de total desequilíbrio e, no futuro, haverá duas pessoas trabalhando para cada aposentado.

Marconi ainda falou sobre o Regime Próprio de Previdência dos Servidores (RPPS). Segundo ele, há um déficit de 1,3% do RPPS em relação ao PIB, número que se aproxima do déficit do regime privado, mas que atende um quantitativo reduzido de pessoas. Para solucionar o problema, Marconi sugeriu um aumento na contribuição dos servidores e mudança de regras.

“Do meu ponto de vista, você teria que aumentar a contribuição tanto do servidor quanto dos inativos, pois há um déficit que é muito parecido com o do sistema de Previdência rural e urbano, mas que atende um quantitativo menor de pessoas e com um desequilíbrio muito grande”, ressaltou.

O advogado e diretor do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Diego Cherulli, trouxe uma visão jurídica sobre o tema e alertou que o Brasil ocupa a 1ª posição em termos de desigualdade de renda entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e, para ele, a reforma da Previdência irá piorar esse quadro.

O debate foi moderado pela repórter do Correio Braziliense Alessandra Azevedo.

 

Dia do Aposentado

O Café com Política também comemorou o Dia do Aposentado, celebrado em 24 de janeiro. Petrus Elesbão entregou um brinde do Sindilegis às entidades de classe que representam os servidores aposentados da Câmara, do Senado e do TCU e parabenizou àqueles que dedicaram a vida ao desenvolvimento do País.

Clique aqui e confira o evento na íntegra acessando o nosso canal no Youtube.

Acesse para conferir todas as fotos do evento.

Acesse aqui as apresentações dos palestrantes:

Diego Cherulli
Felipe Salto
Nelson Marconi

Clique aqui e veja também as medidas necessárias que, na opinião do Sindilegis, o Governo deve fazer antes de mexer na aposentadoria:

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Iniciativa de servidores torna Câmara dos Deputados mais acessível às Pessoas com Deficiência

Dentro do site “Escola Virtual de Cidadania” da Câmara, um novo produto virtual, o Flux, oferece temas sobre democracia, cidadania e Legislativo de forma dinâmica e inclusiva

A equipe de Educação a Distância do Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento da Câmara dos Deputados (Cefor), dirigido pela filiada ao Sindilegis Juliana Werneck, criou o Flux – espaço disponível no site da Escola Virtual de Cidadania (EVC) da Câmara, que busca oferecer uma experiência de aprendizagem fluida, interessante e inclusiva a todos que buscam por conhecimento sobre o papel do Legislativo e outros temas de educação para a democracia.

O Flux foi lançado oficialmente em agosto de 2018 e atualmente é responsável por 25% dos acessos dos conteúdos de Educação a Distância do portal. “A proposta é uma experiência atrativa e divertida. O nosso primeiro produto nesse espaço foi sobre o tema ‘inclusão, educação e trabalho’, que abordou a inserção de pessoas com deficiência nos contextos sociais do trabalho e, em particular, nas escolas de governo. O segundo foi sobre o papel das leis e outros temas estão vindo por aí”, explica Werneck.

“Quando assumi a Diretoria do Cefor, focamos no desenvolvimento e ampliação da educação a distância e da EVC, oferecendo produtos mais inovadores e acessíveis. O meu papel foi o de alavancar e patrocinar esse objetivo, mas credito à equipe técnica de EAD o sucesso da criação do Flux e dos outros ótimos produtos que estão disponíveis na EVC”, complementou.

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O Flux foi desenvolvido de forma amplamente acessível para as pessoas com deficiência, sobretudo as com deficiência visual e auditiva. O sistema conta com janela de libras para surdos falantes de libra, textos para os surdos oralizados e, além disso, o sistema é compatível com leitores de tela para cegos, com audiodescrição para imagens. Werneck explica que todo o conteúdo é testado antes de ser publicado, “temos um colega cego na equipe e ele tem contribuído muito neste processo”.

“Se temos um jogo, queremos que o cego consiga jogar da maneira mais próxima a que o vidente o faz. Então, temos tido esse cuidado por considerar que inclusão é dar acesso e dar acesso da melhor forma possível. Trata-se de um valor democrático relevante, que deve ser praticado e respeitado em nossas propostas educacionais”, finaliza.

O Sindilegis parabeniza a equipe do Cefor por essa iniciativa: “As pessoas estão vendo e gostando. São conteúdos de alta qualidade e imprescindíveis para a democracia”, disse o presidente Petrus Elesbão.

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Nota de pesar pelo falecimento do Dr. Alberto Vasconcelos

É com pesar que a Diretoria do Sindilegis informa o falecimento do servidor aposentado, ex conselheiro do Sistema Integrado de Saúde do Senado Federal (SIS), advogado e consultor legislativo Dr. Alberto Vasconcelos, na manhã desta segunda-feira (21).

O Sindilegis se solidariza com o luto dos familiares e amigos e informa, aos que desejem prestar suas condolências, que o velório ocorrerá entre as 15h e 17h de hoje, na capela especial 07, no cemitério Campo da Esperança.

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Parcela compensatória não será paga este ano, mas a batalha do Sindilegis continua

Foi uma luta diária e incessante: visitas e mais visitas aos gabinetes dos ministros do TCU com argumentos técnicos para que o pagamento da parcela compensatória aos servidores fosse realizado ainda este ano. O processo TC 006.911/2005-1, referente a essa pauta, chegou a ser apreciado na última sessão do plenário do Tribunal, em 12 de dezembro, após quase 17 anos de tramitação.

O processo, de relatoria do ministro Aroldo Cedraz, sofreu várias reviravoltas durante a votação em plenário. Mesmo após ter sido aprovado, o Ministro Walton Alencar retomou a discussão, acarretando um pedido de vista por parte do Ministro Bruno Dantas. Após intensa articulação do Sindilegis, o pedido de vista foi retirado quase no final da sessão e ele pode retornar à votação em plenário.

Ao final da sessão, o relator, ministro Cedraz, acatou a sugestão apresentada pelo ministro Walton, no sentido de determinar à Secretaria-Geral de Administração do TCU a promoção de estudos para que se avaliasse o devido enquadramento dos servidores do TCU à Lei 10.356/2001 e à Constituição Federal. O acórdão também revogou o § 3º do art. 5º da Resolução TCU 147/2001, que dispunha sobre a transformação do valor da parcela compensatória em parcela individual no salário dos servidores.

De acordo com o novo estudo da Segedam, os critérios de enquadramento dos servidores do TCU à Lei 10.356/2001 e à Constituição Federal já foram feitos corretamente e não se vislumbraram outros “reparos” nos procedimentos, além de tornar nula a norma da resolução que determinava a absorção da parcela compensatória pelas revisões de caráter geral incidentes sobre a remuneração de todos os servidores. Esses critérios de enquadramento já foram apreciados pelo Acórdão 1.523/2003-Plenário (Relator: Ministro Zymler), aprovados por unanimidade, e obtiveram a concordância do Ministério Público em seu parecer.

Contudo, mesmo após a realização do estudo pela Segedam, o Ministro Walton manteve a posição e se recusou a assinar a declaração de voto feita em plenário, razão pela qual não foi possível efetuar o pagamento da parcela compensatória.

Embora a decisão pelo não pagamento tenha sido uma surpresa desagradável, os diretores do Sindilegis Simone Barbosa, Paulo Martins e Alison Souza agradeceram aos ministros que se dispuseram a pagar esse direito: o relator Aroldo Cedraz, o presidente Raimundo Carreiro e o futuro presidente José Múcio, bem como os colegas das Secretarias envolvidas.

“Foi uma batalha dura, desgastante e difícil. Percorremos todos os gabinetes, estivemos no Tribunal diuturnamente para que esse direito reconhecido fosse sacramentado. Mesmo não saindo em 2018, vamos continuar a luta para a obtenção de recursos financeiros na próxima gestão do TCU”, disse Simone Barbosa.

 

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Sindilegis se reúne com o futuro Secretário da Previdência

Primeiro contato possibilitou discutir a reforma da Previdência e as oportunidades de melhoria para ampliar a segurança jurídica da Funpresp

O vice-presidente do Sindilegis Paulo Martins se reuniu, na manhã desta sexta-feira (14), com o futuro Secretário da Previdência do Governo Bolsonaro, Leonardo Rolim, para discutir pontos de interesse dos servidores referentes à reforma da Previdência e à segurança jurídica da Funpresp. Os presidentes do Fonacate e da Anfip, Rudinei Marques e Floriano Peixoto, respectivamente, também participaram do encontro.

Na ocasião, o Sindicato, alinhado com as demandas das entidades presentes, apresentou uma proposta de incluir na MP 853/2018, que está em tramitação e reabre o prazo para migração ao Fundo, um dispositivo para garantir a representação dos participantes na Diretoria da Funpresp. De acordo com Martins, essa é uma forma de se garantir a gestão paritária, o que ainda não ocorre, bem como a de estender o prazo de migração para o Regime Complementar até o final de 2019.

O futuro Secretário manifestou apoio à proposta e também se mostrou simpático a outros dois pontos defendidos pelo Sindilegis que devem ser tratados posteriormente. O primeiro, é o de alterar a regra do benefício especial, de forma a permitir que os servidores possam, caso queiram, optar por levar o benefício para a Funpresp e não ficarem dependentes do Tesouro. “Com relação aos servidores que já migraram e aderiram nos moldes vigentes, abriria-se um prazo para essa opção, caso queiram efetuá-la”, explicou Martins. O segundo ponto é o de acabar com o voto de minerva nos colegiados da Fundação.

Por outro lado, Rolim demonstrou-se favorável à abertura da Funpresp para os Estados e os municípios, tema tratado no âmbito do PL 6088/2016, já aprovado pelas Comissões da Câmara dos Deputados. De acordo com o futuro Secretário, os fundos multipatrocinados já são uma realidade e “que não vê problemas, mas benefícios na mudança”. “Comuniquei a ele que estamos articulando para barrar a tramitação acelerada e abreviada do Projeto, por meio de um recurso ao Plenário da Câmara, até para ganharmos tempo e ampliarmos o diálogo”, complementou Paulo Martins.

O Sindilegis e o Fonacate agradeceram o encontro e se colocaram à disposição para o diálogo. Rolim afirmou que está disposto a enfrentar os problemas de gestão da área e conta com a colaboração e a experiência das entidades para a construção dos projetos.

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Raimundo Carreiro é agraciado pelo Sindilegis com placa de homenagem

A comenda foi em agradecimento pelos dois anos à frente da presidência da Casa e pelas lutas em prol do servidor público

O Sindilegis, na figura de seu presidente e diretores, foi recebido, nesta segunda-feira (10), pelo presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Raimundo Carreiro, para homenageá-lo pelo trabalho executado no biênio 17/18 em prol do servidor da Casa.

A diretora do Sindilegis Simone Barbosa abordou alguns assuntos de interesse dos servidores, como a reestruturação das Regionais a partir de 2019 e a necessidade de reposição do quadro funcional devido às aposentadorias. Além disso, agradeceu, em nome do Sindicato, a parceria firmada com Carreiro pelos últimos dois anos. “Foram dois anos tranquilos, que percebemos uma aproximação dos servidores tanto de Brasília quanto das Regionais com a sede”, revelou.

Ao final da audiência, o presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, entregou uma placa de homenagem ao presidente Carreiro e agradeceu-lhe pela parceria. “Essa é uma pequena lembrança por esses anos em que pudemos batalhar juntos em prol do servidor e de um serviço público melhor”, comentou Elesbão.

Carreiro agradeceu a homenagem e enalteceu a atitude do Sindilegis por reconhecê-lo. Ele afirmou ser uma honra coroar tantos anos dedicados a um país melhor e mais eficiente, numa das instituições de maior respeito e confiabilidade: “Na verdade eu não tenho nem palavras; o TCU é uma Casa extraordinária. Agradeço ao Sindilegis pela homenagem”.

Também participaram da entrega o vice-presidente do Sindilegis Paulo Martins; o diretor Alison Souza; o secretário-geral de Administração da Segedam, Carlos Roberto Caixeta; e membros do gabinete do presidente Carreiro.

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TCU empossa José Mucio como presidente; Ana Arraes é vice

Solenidade contou com a presença do presidente da República, Michel Temer, diretores do Sindilegis e autoridades dos três Poderes

O ministro José Mucio tomou posse, nesta terça-feira (11), na presidência do Tribunal de Contas da União (TCU) para o ano de 2019. Ele vai substituir o ministro Raimundo Carreiro, que ocupa o cargo desde 2017. A vice-presidência ficará a cargo da ministra Ana Arraes, que acumulará a função de corregedora do Tribunal. De acordo com o regimento interno, o mandato do presidente é de um ano, com possibilidade de reeleição por igual período.

Em seu discurso de posse, Mucio defendeu a harmonia entre os poderes e disse ainda que não quer que o TCU seja lembrado apenas como órgão que pune. Ele ressaltou que pretende adotar a prática de divulgar exemplos de bons gestores: “Não somos e nem queremos ser vistos apenas como o órgão julgador que aponta o erro do gestor e sanciona a conduta irregular ou ilegal”.
Em meio à cerimônia de posse, o ministro Benjamin Zymler foi destacado para discursar em nome dos demais magistrados do TCU. Zymler relembrou a trajetória de Múcio na política pernambucana e disse que o Brasil vive um período de “grande inquietude”, no qual as instituições públicas estão mais do que nunca em permanente observação pela sociedade.

A diretora do Sindilegis Simone Barbosa esteve presente na cerimônia e desejou boas-vindas ao novo presidente, com a certeza de que 2019 será mais um ano de luta em prol dos servidores: “Desejamos uma excelente gestão ao ministro Múcio e que continuemos juntos na manutenção e na garantia dos direitos dos servidores”, apontou.

A solenidade ocorreu no plenário do edifício-sede do TCU e contou com a presença do presidente da República, Michel Temer, ao lado do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE); do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli; do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg; do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); do ex-presidente do TCU, Raimundo Carreiro; do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); e da procuradora-geral da República Raquel Dodge.

Perfil do novo presidente

Mucio foi parlamentar e ministro das Relações Institucionais no segundo mandato do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o nomeou para o TCU. Em 1986, disputou o governo de Pernambuco pela Frente Democrática, com o apoio da maioria dos prefeitos do estado e de políticos pernambucanos de expressão. Quatro anos depois, Mucio conquistou seu primeiro mandato de deputado federal, pelo PDS, partido que deu origem ao PP. No total, exerceu cinco mandatos de deputado federal.

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Sindilegis, Alesfe e Senado premiam vencedores do aplicativo VisitApp

O concurso foi criado para tornar a visitação ao Congresso Nacional mais interativa e acessível à sociedade. Três propostas foram selecionadas

QR code que dá acesso a várias informações dentro do Congresso, visita virtual com imagens em 360 graus e audioguia para os deficientes visuais. Esses são apenas alguns dos recursos do aplicativo que venceu o Desafio VisitApp, idealizado pelo Senado Federal e lançado em junho durante a Campus Party (evento anual de inovação tecnológica no Brasil).

A premiação dos três vencedores ocorreu nesta quarta-feira (5), na Diretoria-Geral da Casa, e contou com a presença da Diretora-Geral, Ilana Trombka, que presidiu a cerimônia, do presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, e de membros do Prodasen, da Secretaria de Comunicação do Senado e da Secretaria de Relações Públicas.

Os prêmios do Desafio foram doados pelo Sindicato e pela Alesfe. Segundo Petrus, o apoio se justifica porque já faz parte da agenda de ações do Sindilegis apoiar iniciativas que sejam boas para o servidor, o Senado e a sociedade. “É preciso acompanhar a modernização e a inovação que o mundo exige. E estender a visitação de um dos órgãos mais importantes do Brasil é de fundamental importância”, apontou.

Segundo Ilana, o desafio faz parte dos marcos de gestão e inovação que o Senado tem buscado ao longo dos anos, visando uma melhoria contínua dos serviços da Casa. Por isso, disse, a relevância de criar ambientes criativos: “Precisamos nos comunicar, nos relacionar na linguagem que hoje as pessoas usam, e por isso fomos buscá-los para nos ajudar a traduzir tudo o que o Senado é e representa para o Brasil”.

Vencedores
O programador Bruno Guerreiro de Carvalho, de São Paulo, foi o vencedor do Desafio Visitapp e recebeu R$ 15 mil pelo primeiro lugar. Para desenvolver o aplicativo “Visite o Congresso Nacional”, disponível na Apple Store e na Google Play, Bruno e seu colega Felipe Gallo Barreira aproveitaram vários conteúdos disponíveis nos sites do Senado e da Câmara. “A ideia do aplicativo é facilitar a visitação”, disse Bruno. O aplicativo oferece um passeio virtual, com imagens em 360 graus, por vários ambientes do Congresso, sempre com audioguia.

O segundo lugar ficou com Daniel Ferreira de Souza, de Brasília, que recebeu um notebook Alienware Dell 17 5R, patrocinado pela Alesfe. O aplicativo “Visite o Congresso”, que ficou em segundo lugar, permite uma visita virtual ao Congresso, além de fornecer conteúdo multimídia por meio de QR Codes: “Nosso objetivo era trazer a mesma experiência não só para aquela pessoa que visita o Congresso pessoalmente, mas também virtualmente”, explica Daniel.

O aplicativo “VisitApp 3e60”, de Anesio Neto, do Rio de Janeiro, foi classificado em terceiro lugar, com um prêmio no valor de R$ 5 mil, dado pelo Sindilegis; Anesio foi representado na cerimônia por Leonardo Araújo. Segundo ele, o objetivo foi permitir que pessoas fora de Brasília pudessem conhecer o Congresso Nacional por meio de óculos de realidade virtual e um celular: “Nosso foco inicial foi trabalhar mais a parte de realidade virtual com passeio virtual, até criando uma variação do Túnel do Tempo”.

Com informações da Agência Senado

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Sindilegis acompanha audiência sobre Reforma Tributária Solidária

Nesta quarta-feira (05), a diretora do Sindilegis Magda Helena acompanhou audiência pública na Câmara dos Deputados sobre o manifesto “Reforma Tributária Solidária”, apresentado pela Anfip e Fenafisco em outubro deste ano. A reunião esclareceu os principais pontos do texto, que propõe, dentre outros, uma arrecadação maior por meio da diminuição dos tributos indiretos (consumo e serviços) e aumento nos tributos diretos (renda e patrimônio).

Para Magda, a simplificação do sistema tributário é fundamental, mas ela por si só não é suficiente: “Precisamos também enfrentar a injustiça fiscal, que inviabiliza o bem-estar social. A reforma tributária, sozinha, não vai combater a desigualdade”, ponderou.

Durante a reunião, Eduardo Fagnani, professor do Instituto de Economia da Unicamp e pesquisador, destacou que o pré-requisito para a eficiência econômica é o combate à desigualdade: “A reforma deve fortalecer o estado de bem-estar social. É preciso ampliar a progressividade da tributação. É necessário que a reforma tributária seja ampla, contemplando a totalidade das suas anomalias”, elucidou.

Em consonância com a proposta de reforma tributária que está na Câmara, a proposta de reforma tributária solidária também tem como objetivo diminuir o número de tributos e criar um imposto único sobre bens e serviços, chamado de Imposto sobre Valor Agregado.

PEC 293/04

Além de participar da audiência pública, a diretora do Sindilegis Magda Helena também acompanhou a discussão e votação da PEC 293/04, que dispõe sobre a reforma tributária brasileira. Durante a reunião deliberativa, parlamentares apreciaram o texto do relator, deputado Luiz Carlos Hauly (PSB/PR), e também negociaram alguns pontos do texto, mas a reunião foi suspensa devido ao início da Ordem do Dia no Plenário da Câmara. Por esse motivo, a sessão foi posteriormente encerrada.