Entre uma competição, uma apresentação e um reencontro com os amigos, Belém convida os participantes da Copa e do Sarau Sindilegis a conhecer a cidade para além da programação oficial. E, para escolher por onde começar, nada melhor do que ouvir quem é de casa. O secretário de representação do Tribunal de Contas da União no Estado do Pará, Márcio Gomes Sobreira, preparou uma seleção de passeios, sabores e experiências que ajudam a descobrir a capital paraense pelo olhar de um anfitrião.
O roteiro reúne caminhadas à beira do rio, mercados, igrejas, museus e pausas para experimentar a culinária regional. A localização dos hotéis Vila Galé e Tivoli facilita o acesso a diferentes atrações. Para organizar os passeios, vale uma observação do anfitrião: embora esta época seja menos chuvosa, pode chover à tarde.
À beira do rio: do Porto Futuro à Estação das Docas
Para quem está no Vila Galé, a primeira dica é explorar a região à beira do rio. O percurso sugerido por Márcio acompanha espaços do antigo porto de Belém que ganharam novos usos e se tornaram pontos de encontro entre cultura, gastronomia e lazer.
Uma das paradas é o Porto Futuro II, com lanchonetes, sorveteria, o Centro Cultural da Caixa e o Museu das Amazônias — este último entre as indicações que o paraense considera imperdíveis.
Na mesma direção, a Estação das Docas reúne restaurantes, sorvetes, artesanato e uma vista que convida a diminuir o ritmo. É também uma oportunidade de conferir os passeios de barco da Valeverde, observando os horários disponíveis.
Ver-o-Peso: sabores, artesanato e tradição
Seguindo o roteiro, depois de sair da Estação das Docas, chega-se ao famoso Ver-o-Peso. Ali, a experiência passa pelas frutas, pela castanha-do-pará, pelas cerâmicas e pelas tradicionais ervas e preparados populares. Entre as lembranças, há até as bem-humoradas simpatias para chamar dinheiro ou afastar problemas amorosos.
O Mercado de Ferro, com a venda de pescados, e as docas do Ver-o-Peso também fazem parte do passeio. A orientação é adotar os cuidados habituais com celular, bolsas e pertences em áreas movimentadas.
Fé e história pelos caminhos de Belém
A religiosidade é outro caminho para conhecer Belém. Márcio destaca a Catedral da Sé e a Basílica de Nazaré, referências do Círio, celebrado no segundo domingo de outubro. A Catedral marca o início da procissão principal; a região da Basílica, sua chegada. Ao lado da Basílica, a loja Lírio Mimoso é uma das sugestões para encontrar lembranças religiosas.
Na área da Catedral, o roteiro pode incluir o Museu de Arte Sacra e o Forte do Presépio, ligado à fundação de Belém, em 1616. Para completar o passeio com uma refeição, a indicação é a Casa de Saulo.
Teatro, biojoias e um mercado para conhecer sem pressa
Entre os programas culturais, o Teatro da Paz recebe uma recomendação enfática do anfitrião: reservar um tempo para a visita guiada. Já quem gosta de peças que traduzem a identidade amazônica pode incluir o Polo Joalheiro São José, indicado pelas biojoias. Algumas dessas criações também podem ser encontradas na Estação das Docas.
Outro endereço destacado é o Mercado de São Brás. Com bares, restaurantes e lojas de lembranças e biojoias, o espaço combina diferentes interesses em uma mesma visita — e está entre os lugares que Márcio recomenda conhecer durante a passagem pela cidade.
Um encontro com a natureza amazônica
A natureza também entra no roteiro. A Ilha do Combu, acessível de barco, é uma opção para quem deseja incluir uma experiência além da área urbana. Em Belém, as sugestões são o Parque do Utinga e o Mangal das Garças, que tem um borboletário entre seus atrativos.
O Museu Paraense Emílio Goeldi e o Bosque Rodrigues Alves completam as indicações para quem quer encontrar um pouco da floresta dentro da cidade. O Goeldi também permite uma aproximação com a pesquisa amazônica e as culturas indígenas.
À mesa: onde experimentar os sabores de Belém
À mesa, a lista merece atenção especial. Em frente ao Vila Galé, o Amazônia na Cuia, no Porto Futuro, está entre os favoritos indicados por Márcio. Para experimentar o açaí regional, a sugestão é o Point do Açaí, em frente à Estação das Docas. No Mangal das Garças, a pedida é o restaurante Manjar das Garças.
Também aparecem nas recomendações o Roxy, na Avenida Senador Lemos, e o Manga Jambu. A Estação das Docas oferece diferentes opções gastronômicas, incluindo a cervejaria Amazon Beer, enquanto o Porto Futuro II amplia as possibilidades de escolha. Para quem prefere reunir alternativas em um shopping, o Boulevard é outra opção.
Uma pausa obrigatória para o sorvete
Há uma parada que o anfitrião trata como indispensável: o sorvete. A Cairu está na lista, assim como a Ice Bode, com uma indicação especial para o pavê de cupuaçu. A dica é aproveitar a viagem para experimentar sabores regionais e descobrir um favorito.
Para quem quer aproveitar a noite
Quem ainda tiver disposição à noite pode conferir o Na Bera, ao lado do Afluar, onde ocorreu a abertura do evento, e a programação do Manga Jambu.
Há também opções de música ao vivo em diferentes espaços, incluindo a Estação das Docas. Vale consultar a agenda de cada estabelecimento antes de sair.
Um pedacinho do Pará na bagagem
Na hora de escolher o que levar para casa, entram na lista bombons de cupuaçu ou bacuri, farinha, castanha-do-pará, cerâmica marajoara, biojoias e lembranças de Nossa Senhora de Nazaré.
Para os mais dispostos a organizar o transporte, Márcio acrescenta peixes, camarões, açaí e sorvetes — produtos que exigem atenção à embalagem e à conservação.
Dicas práticas para organizar os passeios
Nos deslocamentos, a dica é agrupar as atrações por região. Embora vários pontos possam ser combinados no mesmo passeio, o Parque da Cidade, o Parque do Utinga e os locais de algumas competições exigem mais planejamento. Para o Combu, é necessário considerar também a travessia de barco.
No dia a dia, há farmácias de diferentes redes pela cidade, inclusive na região da Avenida Doca de Souza Franco, próxima ao Vila Galé.
Uma despedida em mais um cenário especial
O Parque da Cidade terá ainda um significado especial para os participantes: um de seus ambientes receberá o encerramento do evento. O espaço, que integrou a área da COP30, é mais uma oportunidade de conhecer Belém durante a programação.
Com tantas possibilidades, o convite do roteiro é reservar um tempo para viver a cidade: caminhar pelos mercados, conhecer sua história, experimentar os sabores amazônicos e levar para casa lembranças que vão além da mala.


