O Senado Federal voltou a alertar a população sobre a importância de verificar informações antes de compartilhá-las, após a circulação de uma mensagem falsa envolvendo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O conteúdo enganoso afirma que eleitoras e eleitores em situação irregular teriam o acesso a serviços bancários e governamentais suspenso, além de orientar o clique em links suspeitos para regularização do título.
A informação foi desmentida em checagem recente, que confirmou: o TSE não utiliza o WhatsApp para cobrar regularização do título de eleitor, nem envia links para download de aplicativos de terceiros. Segundo o tribunal, a mensagem falsa usa indevidamente a identidade visual do órgão e menciona um suposto “Departamento de Atendimento ao Cliente”, estrutura que não existe na Justiça Eleitoral.
De acordo com o TSE, a consulta e a regularização da situação eleitoral devem ser feitas exclusivamente pelos canais oficiais, como o site institucional, na área de Autoatendimento Eleitoral. Eventuais multas ou pendências também devem ser quitadas apenas por meios gerados na própria plataforma, como Pix, boleto ou cartão de crédito.
O episódio reforça a atuação do programa Senado Verifica, iniciativa oficial do Senado voltada ao combate à desinformação. O serviço realiza checagem de fatos e ações de educação midiática, com o objetivo de orientar a população e fortalecer o debate público.
A checagem é feita por uma equipe de jornalistas que analisa conteúdos enviados por cidadãos — como textos, áudios, vídeos e links — ou identifica informações suspeitas a partir do monitoramento de notícias e redes sociais. As verificações podem ser publicadas na página oficial do serviço.
Além disso, qualquer pessoa pode acionar o Senado Verifica por diferentes canais, como WhatsApp, telefone, e-mail ou formulário online, enviando conteúdos para análise. A iniciativa integra o esforço institucional de enfrentamento à desinformação, em parceria com o TSE, por meio de acordo firmado em 2022.
Serviço também existe na Câmara dos Deputados
Na Câmara dos Deputados, o combate às fake news também é realizado pelo serviço Comprove. A ferramenta permite que cidadãos encaminhem, via WhatsApp, conteúdos recebidos nas redes sociais para verificação de veracidade, desde que relacionados à atividade legislativa, estrutura ou atuação de parlamentares no exercício do mandato.
O Comprove analisa as demandas e responde com classificações como “fato”, “impreciso” ou “falso”, acompanhadas de explicações. O serviço também orienta sobre boas práticas no uso da internet, contribuindo para que usuários identifiquem conteúdos enganosos.
As iniciativas do Senado e da Câmara evidenciam o papel do Poder Legislativo no enfrentamento à desinformação, especialmente em temas sensíveis como o processo eleitoral. A recomendação dos órgãos é clara: diante de conteúdos suspeitos, o cidadão deve buscar fontes oficiais antes de compartilhar informações.


