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Funpresp realiza atendimento presencial a servidores do Senado nesta semana, de 6 a 10 de julho

Os servidores do Senado Federal terão a oportunidade de esclarecer dúvidas sobre previdência complementar e planejamento para a aposentadoria durante o atendimento presencial promovido pela Funpresp.

A ação será realizada entre os dias 6 e 10 de julho, sempre a partir das 9h. Nos dias 6, 7 e 8, o atendimento ocorrerá nas proximidades do Túnel do Tempo (Praça das Abelhas). Já nos dias 9 e 10, a equipe da Fundação estará nas proximidades do Espaço do Servidor.

Durante o plantão, especialistas da Funpresp prestarão assessoria previdenciária gratuita e personalizada, orientando os servidores sobre as regras da previdência complementar, os Planos de Benefícios da Fundação e o planejamento financeiro para a aposentadoria.

Além de esclarecer dúvidas, os participantes poderão conhecer os serviços e produtos oferecidos pela Fundação, como a Parcela Adicional de Risco (PAR), as modalidades de empréstimo e os diferentes perfis de investimento disponíveis.

A iniciativa, que já ocorreu nas dependências do Sindilegis e da Câmara dos Deputados, busca ampliar o acesso às informações sobre previdência complementar e auxiliar os servidores na tomada de decisões relacionadas ao planejamento previdenciário de longo prazo.

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Circuito Saúde 2026 mobiliza servidores do Senado em nova edição dedicada à prevenção e ao autocuidado

A quinta edição do Circuito Saúde, promovida pelo Senado Federal, começou na manhã desta quarta-feira (1º) reunindo centenas de servidores, aposentados, terceirizados, estagiários e menores aprendizes em uma programação voltada à prevenção, ao bem-estar e à promoção da qualidade de vida. Realizado na Rua dos Food Trucks e no Mezanino do Espaço do Servidor, o evento oferece, até esta quinta-feira (2), consultas, exames, vacinação, práticas integrativas e orientações em saúde.

Na cerimônia de abertura, a diretora e coordenadora-geral da Secretaria Integrada de Saúde (SIS), Daniele Carvalho Calvano Mendes, destacou que o maior avanço da medicina está na prevenção e na identificação precoce das doenças. “Cada escolha saudável que fazemos hoje é um investimento no nosso futuro. A prevenção não é um gasto de tempo, é um investimento que nos permite viver mais e com mais qualidade.”

Segundo Daniele, o Circuito Saúde foi concebido para aproximar os servidores de informações confiáveis: “O circuito foi pensado exatamente com esse propósito: oferecer orientações confiáveis e estimular cada participante a assumir um papel ativo no cuidado com a própria saúde.”

A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, ressaltou a importância da vacinação e do autocuidado: “Mantenham a saúde por vocês, pelas suas famílias e pelo Senado Federal. Vocês são preciosos e necessários para o Senado.”

Ilana também comemorou a adesão masculina às atividades voltadas ao bem-estar e incentivou os participantes a convidarem colegas para ampliar o alcance da iniciativa: “Nosso objetivo este ano é bater o recorde de atendimentos. Ao voltar para o seu setor, convide mais duas pessoas para participar.”

Parceiro da iniciativa, o Sindilegis reforçou seu compromisso com a promoção da saúde dos servidores. Para o vice-presidente da entidade pelo Senado, Pedro Mascarenhas, investir em qualidade de vida é investir nas pessoas. “A tecnologia evolui cada vez mais, mas nada é mais humano do que cuidar de quem está ao nosso lado. Olhar para a saúde de quem trabalha conosco de forma preventiva é essencial. Essa é uma missão que o Sindilegis compartilha com o Senado.”

Entre os participantes da primeira manhã do evento estava a servidora e filiada ao Sindilegis Letícia Custódio, que aproveitou a oportunidade para experimentar serviços que nunca havia realizado. “É uma experiência muito importante que o Senado oferece para todos os colaboradores da Casa, independentemente do vínculo. Isso demonstra uma preocupação com a promoção da saúde de forma ampla.”

Após participar do teste olfativo, Letícia aguardava atendimento para a bioimpedância e a auriculoterapia. “Nunca tinha feito esses procedimentos. É muito bom ter essa oportunidade que o Senado está oferecendo.”

Ao longo dos dois dias, os participantes podem realizar aferição de pressão arterial, bioimpedância, consultas médicas, exames oftalmológicos, vacinação, avaliação física, orientação nutricional, massagens, auriculoterapia, quiropraxia, drenagem linfática, tricoscopia, oficinas de saúde, além de outras práticas voltadas ao bem-estar.

Nesta quarta-feira (1º), o Circuito Saúde segue com atendimento até as 17h. Já na quinta-feira (2), a programação será retomada às 9h e prossegue até as 17h. A expectativa da organização é superar a marca de três mil atendimentos nesta edição, consolidando o evento como uma das principais ações de promoção da saúde e da qualidade de vida no Senado Federal.

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Congresso Nacional define calendário de votações até o fim do ano

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, confirmou o calendário de votações das próximas semanas. As sessões vão tratar de vetos presidenciais e das principais peças orçamentárias para 2026. A primeira sessão está marcada para o dia 27 de novembro, com a análise de vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na semana seguinte, o foco será a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A votação está prevista para o dia 2 de dezembro na Comissão Mista de Orçamento e, no dia 3, em sessão conjunta do Congresso.

Encerrando o calendário, a Lei Orçamentária Anual (LOA), que define o Orçamento-Geral da União para 2026, será votada no dia 17 de dezembro, em sessão presencial.

O cronograma foi acertado entre o presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador Efraim Filho (União-PB), e o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), e recebeu o aval de Davi Alcolumbre, que considerou o planejamento “adequado e objetivo”.

O Sindilegis segue atuando para que o Veto 31/2024, que trata da convalidação das VPNIs de Funções Inerentes, seja incluído na pauta da sessão na próxima reunião do Congresso Nacional que trate de vetos presidenciais, no dia 27.

Com informações da Agência Senado.

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Filiados ao Sindilegis se destacam entre finalistas do Desafio de Inovação do Senado

Três filiados ao Sindilegis estão entre os finalistas do 2º Desafio de Inovação do Senado Federal. Os servidores João Henrique Gouveia, Luis Henrique Zucatti e Leonardo Menezes Chaib Ferreira tiveram suas propostas selecionadas para a fase de prototipagem, um passo crucial para a possível implementação de suas ideias na Casa.

Os finalistas se dividem nas duas categorias do Desafio: “IA Resolve” e “Senado em Jogo Digital”. Segundo a equipe organizadora, o sucesso da iniciativa reflete o empenho da instituição em ouvir seus colaboradores e estimular a criatividade. Os servidores comemoram a oportunidade de transformar suas ideias em soluções concretas.

Inteligência artificial para otimizar processos

Na categoria “IA Resolve”, que busca o uso de inteligência artificial para otimizar o trabalho no Senado, dois filiados ao Sindilegis foram classificados.

João Henrique Gouveia, autor do projeto “Produção Legislativa Inteligente com LexML e SAPL”, criou uma solução para tornar a produção legislativa mais ágil e segura. “A inovação está na integração de tecnologias como LexML e SAPL para criar um sistema que facilite a criação, revisão e publicação de documentos legislativos”, explica. Ele afirma que a ideia é reduzir falhas comuns e permitir que os servidores se concentrem em tarefas mais estratégicas. O projeto de João, que apoia as Casas Legislativas que usam o Programa Interlegis, pode trazer benefícios diretos ao Senado ao prevenir falhas como inconstitucionalidade e incompetência.

Já o projeto “Revis.IA: Assistente de revisão textual da Secom”, de Luis Henrique Zucatti, propõe um assistente de IA para apoiar a revisão de textos. A ideia nasceu da observação da rotina na Secretaria de Comunicação (Secom), onde o volume de textos é grande. “É um assistente textual que promoverá mais clareza, coerência e linguagem unificada, respeitando os guias da Casa”, diz Luís. Segundo ele, o projeto busca auxiliar não apenas a Secom, mas todas as áreas do Senado na produção de documentos, melhorando a imagem da instituição e otimizando recursos.

O Senado na palma da mão dos estudantes

Na categoria “Senado em Jogo Digital”, que busca a criação de um jogo educativo sobre o Senado, o finalista filiado ao Sindilegis é Leonardo Menezes Chaib Ferreira. Seu projeto, “Ecos da Democracia”, propõe um jogo em que o jogador interage com três personagens em épocas diferentes da história do Brasil – 1946, 1988 e 2040. “A grande contribuição que eu queria trazer com esse jogo era humanizar mais o Senado”, explica Leonardo.

O jogo, que tem como público-alvo o Ensino Médio, busca mostrar como o trabalho de servidores por trás dos bastidores de diferentes épocas impacta a vida do cidadão e garante a continuidade da democracia. Leonardo, que atua como chefe do serviço de videografismo da TV Senado, já participou da criação do jogo vencedor da edição anterior do Desafio. Ele afirma que o projeto busca aproximar a nova geração do Senado, tornando a instituição “mais atual, mais viva, menos burocrática e mais acessível”.

Próximos passos

Todos os finalistas celebram a oportunidade de ver suas ideias se concretizando e destacam o apoio do Sindilegis. João Gouvêia afirma que o Sindicato tem sido um parceiro “fundamental, oferecendo suporte e incentivo”. Por sua vez, Luís Zucatti reconhece que o Sindilegis pode ser um parceiro importante “no desenvolvimento, na articulação ou na difusão do projeto”.

Agora, as propostas entram na fase de prototipagem, que ocorrerá de 15 de agosto a 12 de setembro. Em seguida, os protótipos serão apresentados em uma mostra, programada para acontecer entre 1° e 16 de outubro. A avaliação final e o evento de premiação terão suas datas divulgadas em breve.

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Sindilegis ajuíza ação para garantir integridade do cálculo de benefício especial

O Sindilegis ajuizou, nesta sexta-feira (29), uma ação na Justiça Federal para assegurar que o cálculo do Benefício Especial dos servidores da Câmara dos Deputados que migraram para o Regime de Previdência Complementar (RPC) seja mantido conforme os critérios e valores informados no momento da opção. A medida busca proteger os filiados de prejuízos causados por uma nova interpretação administrativa que altera as regras retroativamente.

A ação, representada pelo escritório Peres & Novacki Advocacia, foi protocolada hoje, dia 29 de agosto de 2025, e tramita sob o nº 1101772-32.2025.4.01.3400 na 7ª Vara Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal, vinculada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Segundo o Sindilegis, a medida foi necessária porque a Administração alterou, de forma unilateral e retroativa, a metodologia de cálculo do Benefício Especial. Essa mudança resultou na redução dos valores que haviam sido apresentados aos servidores quando eles optaram pela migração para o RPC. A nova interpretação passou a aplicar o teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) vigente apenas na data da aposentadoria, e não na data em que a opção pela migração foi feita.

O principal objetivo da ação é preservar a segurança jurídica e garantir que os valores e critérios prometidos no ato da opção sejam respeitados. No momento, a ação está na fase de conhecimento, etapa em que a Justiça analisa o mérito da causa. A União será citada para apresentar sua defesa.

O Sindicato ressalta que, por atuar como substituto processual, filiados não precisam enviar nenhuma documentação pessoal por enquanto. O Sindicato está representando toda a categoria com direito à ação.

Para qualquer esclarecimento adicional, o núcleo jurídico do Sindilegis permanece à disposição dos interessados pelo telefone (61) 3214-7300, opção 1 da URA ou pelo e-mail [email protected].

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Vantagem Opção Clássica: Sindilegis protocola recursos para defender direitos de servidores do Senado

O Sindilegis informa que, nesta terça-feira (29), protocolou o Recurso Especial (REsp) e o Recurso Extraordinário (RE) referentes à ação da Vantagem Opção Clássica para servidores do Senado Federal. A medida visa contestar a exclusão da rubrica “FC/Opção” dos contracheques, implementada pela Administração da Casa.

A exclusão ocorreu após decisão desfavorável ao Sindicato (processo judicial nº 1048357-13.2020.4.01.3400) em segunda instância, que reverteu uma liminar anterior que garantia o pagamento. O Sindilegis ressalta que o processo judicial ainda não transitou em julgado e, com o protocolo dos recursos no STJ e no STF, a discussão continua. O Sindicato seguirá acompanhando o caso para reverter o quadro atual.

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PLF conquista 17 medalhas em Jogos Mundiais Policiais

A delegação da Polícia Legislativa Federal (PLF) do Congresso Nacional obteve resultados expressivos no “The Game of Heroes”, os Jogos Mundiais Policiais de 2025, realizados em Birmingham, Alabama (EUA), entre os dias 27 de junho e 6 de julho. Esta foi a primeira vez que a PLF enviou uma delegação própria para participar do evento, composta por 24 atletas representando as polícias da Câmara e do Senado. No total, a PLF conquistou 17 medalhas.

Balanço da participação e futuro

Antônio Fortunato Júnior, Policial Legislativo Federal da Câmara dos Deputados, diretor de esportes da Associação das Polícias do Congresso Nacional (APCN) e atleta de jiu-jitsu – medalha de ouro nos Jogos Mundiais de Policiais e Bombeiros em 2024 -, fez um balanço da primeira participação da delegação da PLF nos jogos.

“O mais importante que eu vejo é que toda a delegação conquistou medalhas”, afirmou Fortunato. Ele acredita que o desempenho deste ano “vai ajudar a viabilizar a participação da delegação na edição de 2027. “Tanto a Direção da Câmara quanto a do Senado apoiaram nossa ida para os jogos logo entendo que isso fortalece nossa ida aos próximos jogos”, completou.

Isaque Dourado, da Câmara, também reforçou a importância da participação no evento para a instituição: “Para a PLF, eu acho que também traz um ganho para a imagem da instituição, demonstrando que a Casa valoriza o trabalho do agente de polícia, incentiva o treinamento, a amizade e a parceria dos policiais.”

Carolina Castro, do Senado, também compartilhou sua visão sobre a relação entre esporte e serviço policial: “Acho que me deu a visão do quão intrínseco essas duas coisas [esportes e serviço policial] são. É necessário que estejamos bem para qualquer intercorrência que exija de nós um bom condicionamento, e realizar e incentivar o esporte nos ajuda muito nessa preparação!”

Dourado planeja participar no próximo ano. Embora o boxe não esteja previsto na próxima edição, que acontecerá na Austrália, e ele não possa competir pela idade, o Policial Legislativo afirma: “Nós vamos com o futsal, que é um time que inclusive foi campeão em cima da Polícia Militar do DF. Nós vamos levar esse time novamente e as outras categorias para 2027.”

Para finalizar, Carol deixou uma mensagem aos colegas policiais legislativos: “Acreditem que é possível viver essa experiência! Com uma rotina de treino, dedicação e vontade de competir e representar a instituição, ir para os próximos mundiais é possível. Acreditem que teremos o apoio necessário para que continuemos a participar cada vez mais das próximas competições, e levar cada vez mais participantes e voltar com mais medalhas e experiências!”

Destaques por modalidade da PLF

Futsal: a equipe da PLF consagrou-se campeã, garantindo uma medalha de ouro ao vencer a PMDF por 3 a 2 na final, em um jogo de virada emocionante.

Natação: Carlos Eugênio conquistou uma medalha de prata. Ele também representou a PLF no lançamento de dardos.

Tiro: a dupla Estevam e Susie obteve uma medalha de ouro na prova de Biathlon, além de uma prata e um bronze em provas individuais de tiro.

Boxe: Diego de Lima Santana Guedes conquistou a medalha de bronze na modalidade acima de 92 quilos. Isaque Dourado garantiu a medalha de prata, perdendo a final para um adversário canadense.

Jiu-Jitsu: o trio Caio, Viana e Fortunato contribuíram para a conquista de uma medalha de prata e quatro bronzes na modalidade.

Xadrez: Camiloti e Guevara garantiram uma medalha de prata e duas de bronze.

Vôlei de Quadra: Carolina Castro, conquistou uma medalha de prata no vôlei de quadra misto. A equipe de Carol era majoritariamente formada por bombeiros, com a participação de policiais civis e penais. “Foi muito bom justamente por expandir os contatos e a integração com as outras forças”, afirmou.

O policial legislativo federal Morales também conquistou uma medalha de prata no vôlei de quadra masculino.

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2º Desafio de Inovação do Senado encerra inscrições com recorde de interessados; 15 filiados ao Sindilegis participam da iniciativa

O 2º Desafio de Inovação do Senado Federal encerrou suas inscrições no último domingo (6), registrando um aumento significativo na participação interna. Foram cadastradas 147 ideias, superando as 83 propostas da edição anterior em 77%. Entre os inscritos como autores, 15 são filiados ao Sindilegis. O Sindicato está checando quantos dos coautores são filiados.

A iniciativa, coordenada pelo Núcleo de Apoio à Inovação (Nainova), introduziu nesta edição as categorias “IA Resolve” e “Senado em Jogo Digital”, além de estrear uma plataforma própria de inscrição desenvolvida com a ferramenta APEX. A categoria “IA Resolve” concentrou a maioria das propostas, com 103 ideias, enquanto “Senado em Jogo Digital” recebeu 44. No total, 125 autores diferentes submeteram ideias, e 485 pessoas interagiram com a plataforma durante o período de quatro semanas. “Essa é uma oportunidade única de ver o seu nome melhorando o país. A gente conta com você e o Sindilegis apoia essa iniciativa”, celebrou Érica Ceolin, diretora de Educação e Cultura do Sindilegis.

Com o fim das inscrições, o Desafio de Inovação avança para a próxima fase. O Nainova será responsável por essa avaliação, que selecionará as propostas finalistas para a fase de prototipagem, onde receberão apoio técnico especializado.

Sindicalizados autores inscritos:

Guilherme Borba Dantas
João Henrique Gouveia
Leonardo Menezes Chaib Ferreira
Lucas Gonçalves da Silva
Luis Henrique Zucatti
Marcel Lucca Cordeiro Magalhães
Marcelo Sebastião Starling Ferreira
Mariana Capelo Barroso Silva
Mateus Rafael Martins Leal
Paula Yumi Nobumoto
Rafael Bernardo de Castro
Roberto Fonseca Iannini
Robson Aurélio Neri
Vinicius Ferreira de Alencar
Walter Augusto Osorio Junior

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Memórias da Constituinte: Francisco Fiuza relembra dias de trabalho durante Assembleia Constituinte

O Sindilegis, em parceria com a Associação dos Servidores do Prodasen (ASCIP), trabalha para resgatar e valorizar a história da tecnologia e do serviço público no Brasil. E nessa linha, lança a série de reportagens “Memórias da Constituinte: a Contribuição Essencial de Servidores do Prodasen”. O projeto tem como objetivo principal dar voz aos servidores que, nos bastidores, desempenharam um papel fundamental na construção da Constituição Federal de 1988, garantindo que o processo democrático fluísse com eficiência e transparência.

O primeiro convidado dessa série especial foi Francisco Fiuza, servidor aposentado do Senado Federal que atuou diretamente no Prodasen durante o período da Assembleia Constituinte. A entrevista, realizada na terça-feira, 1º de julho, trouxe à tona detalhes e memórias de um tempo em que a tecnologia era eficiente, mas não tão versátil quanto atualmente. Nesse contexto, a dedicação dos profissionais era gigantesca e foi essencial na condução do processo. Fiuza compartilhou como o órgão se mobilizou para processar as milhares de cartas e formulários enviados pela população, um verdadeiro marco na participação cidadã daquele período.

Francisco Fiuza, técnico responsável pelo processamento das cartas no mainframe da Constituinte

O Sindilegis teve o privilégio de conversar com Francisco Fiuza, servidor aposentado do Senado Federal, que desempenhou um papel essencial no Prodasen durante a Assembleia Nacional Constituinte (1987-1988). Em um bate-papo descontraído, Fiuza compartilhou suas memórias sobre os bastidores da construção da Constituição Federal de 1988, a “Constituição Cidadã”.

Sindilegis: Sr. Francisco, que ano o senhor entrou no Senado e quando se aposentou?

Francisco Fiuza: Entrei em 85 e saí em 2011, quando me aposentei.

Sindilegis: Todo o Prodasen foi mobilizado para participar desse processo da Constituinte, não é?

Francisco Fiuza: Sim, antes de começar o trabalho da Constituinte, a gente teve um outro tema para ver, que era um comparativo das constituições. A gente colocou constituições não apenas brasileiras, mas outras constituições vigentes de outros países.

Sindilegis: O senhor tinha dimensão do tamanho e da importância desse projeto que estava envolvido?

Francisco Fiuza: Não acho que do tamanho. Já estávamos no momento de reabertura política, o povo já clamava pelas Diretas Já, então era um sentimento geral que estava no ar. Quando eu entrei no Senado, fui colocado para trabalhar com comissões de inquérito. Eu também atuei em outras CPIs, que eu não me recordo agora. Mas meus primeiros dois anos no Senado foram trabalhando com CPIs.

Sindilegis: E como era o desenvolvimento desses sistemas na época? Sabemos que o Prodasen é uma vanguarda em tecnologia da informação.

Francisco Fiuza: O sistema principal era o mainframe. Naquela época da Constituinte, ele era o nosso “cérebro” principal lá no Prodasen. Imagine um computadorzão gigante da IBM, que ficava numa sala especial, bem geladinha. A gente não tinha esses computadores de mesa de hoje; a gente trabalhava com os terminais burros, que eram basicamente uma tela e um teclado ligados por um fio a essa máquina central. Todo o processamento, tudo o que a gente fazia, desde digitar um texto até buscar uma informação ou mandar imprimir as milhares de cartas da Constituinte, tudo isso acontecia lá no mainframe. Ele era o coração de tudo, o cara que realmente fazia o trabalho pesado acontecer, mandando e recebendo as informações de todos nós nos terminais. O ATMS era um editor de textos como o Word, e usávamos comandos especiais para saltar de página, por exemplo.

Sindilegis: E essas demandas específicas, como a das cartas e formulários da Constituinte, eram desenvolvidas onde?

Francisco Fiuza: Ah, tudo isso foi feito dentro do Prodasen. Quando aquelas milhares de cartas e formulários começaram a chegar, o Prodasen montou uma verdadeira força-tarefa! O trabalho coordenado pelo William Dupin se realizou nas dependências da CCJ do Senado, e o processamento era feito no Prodasen. Sob a coordenação do pessoal que hoje chamaríamos de Análise de Dados — como a antiga Coordenação de Desenvolvimento A (CDA), a Coordenação de Desenvolvimento B (CDB) e a Coordenação de Projetos Especiais (CPE), onde eu atuei — um grupo de servidores e estudantes da UnB foi mobilizado. A gente recebia tudo, classificava em 24 áreas temáticas diferentes, e aí entrava o trabalho de digitar cada uma dessas mensagens nos terminais burros, alimentando o Sistema de Apoio Informático à Constituinte (SAIC). Era um trabalho minucioso e braçal, mas essencial para que todas aquelas vozes chegassem aos constituintes e pudessem ser consultadas. Durante os trabalhos do SAIC não tivemos muito contato com os senadores, isso se deu durante os trabalhos da Constituinte. A COM, Coordenação de Organização e Métodos, era a primeira equipe a interagir com o usuário antes dos analistas de sistemas entrarem em ação.

Sindilegis: Qual é a sua memória preferida desse processo da Constituinte? O que o senhor sentiu nesse momento de pós-reabertura política, ao entregar uma Constituição cidadã, com participação popular?

Francisco Fiuza: A gente tinha que chegar para trabalhar, e às vezes chegávamos a fazer 80 horas extras! E a gente tinha contato direto com os senadores, né? Isso é muito gratificante. Eu lembro que mesmo com roupa de churrasco, me pediam para entrar em um determinado relatório. Foi uma experiência incrível e que contou com uma grande adesão da sociedade.

Sindilegis: O senhor sente que esse período da Constituinte forjou um espírito de equipe muito forte no Prodasen?

Francisco Fiuza: Sim, sim. É uma cultura que se estabeleceu. Os servidores públicos gostam de servir ao público. Há um prazer especial em atuar em projetos que promovam a participação popular, a chamada democracia direta. Então é motivo de orgulho pertencer a um time que colabora como sustentáculo da modernização da nossa democracia. Muitas vezes nosso trabalho é silencioso, de manter tudo funcionando, mas quando participamos de projetos de inovação na democracia, nos enchemos de entusiasmo e satisfação.

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Participe do 2º Desafio de Inovação do Senado: inscrições vão até domingo (6)

O Senado Federal está com inscrições abertas para o 2º Desafio de Inovação, uma oportunidade para servidores, aposentados, terceirizados, estagiários e menores aprendizes apresentarem ideias e soluções que visam aprimorar o trabalho da instituição e os serviços prestados à população. O cadastro na competição pode ser feito até domingo, dia 6 de julho.

Os interessados em participar devem enviar suas propostas pela plataforma do Desafio de Inovação. É importante ressaltar que o acesso à plataforma deve ser feito pelo computador, utilizando o mesmo login e senha da rede do Senado. Para evitar imprevistos de última hora, o Núcleo de Apoio à Inovação (Nainova) está disponível para auxiliar em caso de dificuldades, pelos canais [email protected], ramal 4080 ou Teams (Falar com Porath).

Após o encerramento das inscrições, o Desafio de Inovação segue um cronograma rigoroso para a seleção e o desenvolvimento das ideias. Confira:

Classificação das ideias: de 7 a 8 de julho. Nesta etapa, as propostas serão verificadas quanto ao preenchimento completo, clareza, coerência e aderência à categoria escolhida.

Seleção das ideias finalistas: de 9 de julho a 6 de agosto. O Nainova, com o apoio de especialistas, escolherá até cinco ideias por categoria para a fase de prototipagem.

Divulgação das ideias selecionadas: em 6 de agosto. Os autores das ideias finalistas serão informados sobre a aprovação de suas propostas.

Prototipagem: de 15 de agosto a 12 de setembro. As equipes responsáveis pelas ideias selecionadas terão esse período para transformar suas propostas em modelos iniciais que demonstrem sua funcionalidade na prática, com o apoio e orientação do Nainova.

Mostra de protótipos: de 1 a 16 de outubro. Os protótipos serão apresentados à comunidade do Senado em um evento cujas datas, horários e locais serão divulgados futuramente.

Avaliação final e evento de premiação: as datas para essa etapa final ainda serão anunciadas. Uma Comissão Julgadora, com representantes de diversas áreas do Senado e dos patrocinadores, avaliará os protótipos para definir os vencedores.

As categorias do desafio são “IA Resolve”, focada no uso de inteligência artificial para melhoria de processos, e “Senado em Jogo Digital”, que busca a criação de um jogo educativo sobre o Senado, principalmente para estudantes do Ensino Médio. Os vencedores de cada categoria receberão R$ 10.000,00, e a categoria “IA Resolve” poderá conceder menções honrosas de R$ 1.000,00.

Saiba mais sobre o Desafio pelo link: https://sindilegis.org/2DesafioInovacao

Compartilhe sua proposta com o Sindilegis e amplifique a sua voz

Se você é servidor e filiado ao Sindilegis, queremos conhecer a sua ideia! Envie sua proposta em um vídeo de até 1 minuto e 30 segundos ou em um texto de até uma página para o e-mail [email protected].

Crédito: Evandro Seixas/SES

Senado Federal promove 4ª edição do Circuito Saúde com programação recheada de serviços

O Senado Federal promove a 4ª edição do Circuito Saúde nos dias 2 e 3 de julho, oferecendo uma série de serviços gratuitos voltados para o bem-estar de seus colaboradores. O evento, que acontece das 9h às 17h na rua dos food trucks e no mezanino do Espaço do Servidor, busca facilitar o acesso a cuidados essenciais e incentivar o autocuidado entre servidores efetivos, comissionados e aposentados, além de terceirizados, estagiários e menores aprendizes.

A programação inclui consultas, exames, vacinação, massagens, fisioterapia e orientação nutricional. Entre os serviços disponíveis, os participantes poderão realizar aferição de pressão arterial e glicemia capilar, exames oftalmológicos, bioimpedância e drenagem linfática.

Vacinação abrangente

Um dos pontos altos do Circuito Saúde é a oferta de vacinas, considerada a principal estratégia no combate a doenças transmissíveis. Serão disponibilizadas doses contra hepatite B, febre amarela, covid-19 e influenza, além da vacina tríplice viral e antitetânica, seguindo o calendário da rede pública.

O evento também receberá a Carreta da Mulher, que oferecerá exames citopatológicos (25 vagas) e mamografias (16 vagas). O Ônibus da Saúde disponibilizará consultas com médico da família (20 vagas) e consultas de enfermagem (20 vagas). Para a saúde ocular, a Van Oftalmologia realizará consultas (15 vagas), e na área de Odontologia, haverá educação em saúde.

Prevenção e autocuidado

Doenças como diabetes, hipertensão, câncer e complicações cardiovasculares são muitas vezes silenciosas e, por isso, o diagnóstico precoce pode evitar danos maiores ao paciente, além de salvar vidas. A médica do Serviço de Saúde Ocupacional e Qualidade de Vida No Trabalho (SESOQVT), Karen Werberich, explica que as doenças não transmissíveis, como as citadas acima, são responsáveis por cerca de 75% das mortes no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Circuito Saúde é fruto de um compromisso da Diretoria-Geral do Senado Federal, em parceria com a Coordenação de Atenção à Saúde do Servidor (Coasas), o Sesc-DF, o Sindilegis e a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, além de outros colaboradores e voluntários. Todos os colaboradores do Senado Federal podem participar de todas as ações do Circuito Saúde. Não há restrições. Ressaltamos que o evento é gratuito e exclusivo para o público interno do Senado.

Serviço:

Data: dias 2 e 3 de julho
Horário: das 9h às 17h
Local: rua dos food trucks e mezanino do Espaço do Servidor

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As “Cartas da Constituinte”: uma janela para os sonhos de brasileiros

Processo de construção da Constituição de 1988 contou com ampla participação popular. Cartas e formulários enviados à Assembleia Contituinte foram processados e categorizados por servidores do Prodasen

No começo de junho, na quinta-feira (5), o podcast Rádio Novelo Apresenta revisitou um capítulo fundamental da redemocratização brasileira: as “Cartas da Constituinte”. O episódio “Carta Magna”, em seu primeiro ato, mergulhou nas “histórias enterradas numa avalanche de sugestões”, narradas por Branca Vianna a partir da pesquisa de Flora Thomson-DeVeaux. A reportagem destacou o papel da participação popular na construção da Constituição Federal de 1988, especialmente por meio de formulários e cartas enviadas diretamente à Assembleia Constituinte, com destaque para o trabalho dos servidores do Prodasen à época.

Ouça o episódio abaixo:

Após mais de duas décadas de ditadura militar, a efervescência democrática dos anos 1980 impulsionou a busca por maior envolvimento da sociedade nas decisões políticas. A campanha “Diretas Já”, que mobilizou milhões de pessoas entre 1983 e 1984, abriu caminho para a convocação da Assembleia Nacional Constituinte em 1985. Com o slogan “Constituinte sem povo não cria nada de novo”, a sociedade civil se articulou para garantir sua voz no processo.

A “Constituição dos Sonhos” e a mobilização popular
A ideia de convidar a população a contribuir com sugestões para a nova Constituição, inicialmente chamada de “Diga Gente” e posteriormente “Projeto Constituição”, foi desenvolvida pelo servidor William Dupin, então chefe da Coordenação de Projetos Especiais do Prodasen, órgão de tecnologia da informação do Senado. A iniciativa contou com o apoio do então presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador José Ignácio Ferreira.

Apesar dos custos elevados, Dupin buscou apoio no setor privado, e as Organizações Globo financiaram parte das despesas e veicularam anúncios, garantindo a divulgação da campanha. Essa parceria, embora crucial para a realização do projeto, gerou críticas devido ao risco de comprometer a impessoalidade da administração pública. Lançado em junho de 1986, o projeto distribuiu cinco milhões de formulários pelos municípios, proporcionalmente à população de cada um, disponíveis em agências dos Correios, prefeituras, assembleias legislativas e entregues diretamente por partidos políticos aos seus filiados.

Prodasen: processando o processo
Ao longo de quase um ano, mais de 72 mil formulários preenchidos chegaram ao Senado. Nesse momento, o trabalho dos servidores do Prodasen tornou-se fundamental. Um grupo coordenado pelo órgão, composto por servidores da Casa e estudantes da Universidade de Brasília (UnB), dedicou-se a classificar essas mensagens. Foram categorizadas em 24 áreas temáticas e digitalizadas para serem inseridas no Sistema de Apoio Informático à Constituinte (Saic), um banco de dados recém-criado.

“O trabalho do Prodasen na Constituinte foi fundamental para a transparência e a agilidade do processo. Mesmo sem a tecnologia que temos hoje, eles conseguiram organizar uma avalanche de informações e garantir que o trabalho dos constituintes fluísse. É um legado de dedicação e pioneirismo que merece ser sempre lembrado”, afirma Pedro Mascarenhas, vice-presidente do Sindilegis.

O servidor Cristóvão Araújo, que coordenava o setor à época, recorda-se do envolvimento desde o início, incluindo a elaboração do Regimento Interno da Assembleia Constituinte, sob a relatoria do então senador Fernando Henrique Cardoso. O Prodasen foi essencial na catalogação de toda a tramitação das propostas, trabalho que atualmente integra a Base Histórica da Assembleia Nacional Constituinte.

Com bom humor, o servidor aposentado lembra dos corredores lotados de assessores e parlamentares em busca da digitalização e impressão de documentos. Naquela época, o programa Word ainda não existia; os textos eram preparados em “terminais burros”, conectados a um computador central, que exigia comandos específicos até para inserir uma vírgula. A dedicação do Prodasen, em parceria com a Gráfica do Senado, garantiu que o resultado dos debates diários fosse impresso a tempo para as próximas rodadas, demonstrando a importância da tecnologia e do trabalho humano na concretização da Constituição.

O legado das Cartas
“O Prodasen, ao viabilizar as ‘Cartas da Constituinte’, foi um pioneiro na democratização do acesso à informação e à participação cidadã. Esse legado de inovação e transparência nos inspira até hoje. Continuamos a impulsionar a participação popular através de plataformas como o e-Cidadania e o DataSenado, além de garantir a transparência ativa com iniciativas como o portal de dados abertos. É um privilégio para os servidores do Prodasen atuar como sustento da nossa democracia, um trabalho que, embora muitas vezes silencioso, nos enche de orgulho e entusiasmo por promover a democracia direta e aprimorar constantemente o serviço público”, afirma Lucas Benevides, presidente da ASCIP.

Veja a página especial preparada pelo Senado Federal sobre as Cartas:

Com informações da Agência Senado e do Rádio Novelo Apresenta.