ReformaDaPrevidencia-CamaraDosDeputados-Protesto-Deputados-09Jul2019

Sindilegis luta para garantir destaques supressivos à reforma da Previdência

Câmara aprovou texto em primeiro turno; agora, a PEC 06/19 será apreciada em segundo turno

A luta não acabou: o Sindilegis, em parceria com o Fonacate (Fórum Nacional das Carreiras Típicas de Estado), a Frentas (Frente Associativa dos Magistrados e do Ministério Público) e demais entidades parceiras continuam buscando uma proposta de Previdência Social justa para os servidores e os trabalhadores brasileiros.

Aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados, a PEC 06/19 caminha, agora, para apreciação e votação em segundo turno na Casa. Neste momento, a estratégia do Sindilegis e entidades é apresentar destaques supressivos – diferentemente de emendas, que propõem nova redação à proposta, o destaque só pode retirar o que já foi aprovado. Os destaques têm que ser apresentados por líderes partidários com pelo menos cinco deputados.

Ao total, são sete destaques trabalhados pelo Sindilegis e Fonacate, que visam a suprimir os seguintes pontos:

  • Alíquotas progressivas: destaque para admitir a progressividade da contribuição previdenciária ordinária até o limite de 14% e eliminar a incidência de alíquota sobre proventos de aposentadoria e pensões;
  • Alíquota extraordinária: destaque para eliminar o caráter confiscatório das alíquotas extraordinárias da contribuição previdenciária;
  • Transição: destaque para suprimir o pedágio de 100% sobre o tempo de contribuição restante na regra de transição aplicável ao RGPS e RPPS;
  • Base de cálculo: destaque para manter a base de cálculo em cima das 80% maiores remunerações;
  • Pensão por morte: destaque para suprimir as alterações sobre a forma de cálculo da pensão por morte; e
  • Extinção do RPPS: destaque para extinguir o RPPS mediante lei complementar, com consequente migração para o RGPS.

Para conferir o texto na íntegra de cada destaque, CLIQUE AQUI.

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Curso esclarece atual texto da reforma da Previdência para jornalistas sob aspectos econômicos, jurídicos e políticos

Três especialistas apresentaram a profissionais de comunicação de vários veículos e entidades o novo texto da PEC 06/19, que aguarda votação em segundo turno na Câmara

Com a PEC 06/19 – mais conhecida como a reforma da Previdência – próxima de ser votada em segundo turno na Câmara dos Deputados, o Sindilegis, o Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado) e a Frentas (Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público) se uniram para realizar um novo “tira-dúvidas” sobre a proposta. O curso teve como objetivo alinhar o discurso das entidades na luta contra as maldades da reforma.

Na terça-feira (30), mais de 50 jornalistas – entre assessores de imprensa e profissionais de veículos de comunicação – estiveram na sede do Sindilegis para participar do “2º Curso para Jornalistas: Desmistificando a Reforma da Previdência – Aspectos Jurídicos, Econômicos e Legislativos da PEC 6/2019”. A ideia foi repetir o sucesso do primeiro evento, realizado em 21 de março, que sanou dúvidas e apresentou a proposta quando ela ainda estava em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara.

 

A diretora do Sindilegis Magda Helena, explicou que o trabalho das entidades será intensificado no Plenário da Câmara na votação do segundo turno da proposta e que a articulação no Senado já começou. “Já estamos agendando audiências com os senadores para mostrar o arrocho dessa reforma. As pessoas vão ter que trabalhar muito mais, para ganhar bem menos”, explicou.

O presidente do Fonacate, Rudinei Marques, agradeceu a hospitalidade do Sindilegis em oferecer o espaço para o evento e afirmou que a intenção é municiar os jornalistas e as assessorias para uma cobertura mais aprofundada sobre a PEC 06/19. “Podemos afirmar sim que tivemos algumas vitórias nesse texto; muitos pontos absurdos foram retirados. Agora, a luta é para suprimir pontos que ainda são prejudiciais, como a regra de transição, o cálculo da pensão por morte e as alíquotas progressivas”, avisou.

Palestras enriquecedoras

A primeira palestra, proferida pelo economista do DIEESE e criador do PreviCast, podcast com o tema reforma da Previdência, Clóvis Scherer, teve como foco o aspecto econômico do tema. Em sua exposição, o palestrante transcorreu ponto a ponto do que mudou da proposta original da PEC para a que tramita atualmente. Scherer ainda alertou para uma possível possibilidade de privatização da Previdência. Segundo ele, o novo texto abre brecha para privatização de mais de 50% dos benefícios via lei complementar, o que não dá nenhuma segurança futura ao brasileiro e desfaz da ideia da Seguridade Social.

A advogada e sócia do Torreão Braz Advogados, Larissa Benevides, deu um enfoque mais voltado para a área jurídica da proposta. Brincando com o termo “trending topics” – assuntos mais populares de determinado momento -, ela explicou conceitos como de desconstitucionalização, direitos adquiridos, confisco, capitalização etc. Também aproveitou o espaço para explicar minuciosamente como ficam os casos de servidores que ingressaram no serviço público até 2003; os que entraram entre 2004 e 2013; e os que vieram a partir de 2014.

Para finalizar, o cientista político e sócio-diretor da Metapolítica, Jorge Mizael, explicou como é a tramitação da proposta no Senado e qual a previsão de conclusão dos debates: entre 22 e 29 de outubro. Segundo ele, poucos partidos poderão apresentar emendas e/ou destaques na CCJ do Senado e, por isso, o trabalho das entidades precisa ter um foco certeiro. Ele também esclareceu uma dúvida recorrente: “Importante também ressaltar que Proposta de Emenda à Constituição não é sancionada, e sim promulgada. Apreciada e votadas pelas Casas, o presidente do Congresso Nacional promulga a Emenda e ela já entra em vigor”, explicou.

Ao final dos debates, os jornalistas tiveram a oportunidade de fazer questionamento aos palestrantes. Uma das perguntas que mais chamou a atenção foi no caso em que servidores foram nomeados no Diário Oficial em 2003, mas tomaram posse apenas em 2004 – esse simples intervalo causará uma grande mudança tanto na regra de transição quanto no cálculo de benefício dos servidores. “Nesse caso é buscar o caso judicialmente; temos vários nesta situação”, explicou Benevides.

Confira aqui as apresentações disponibilizadas pelos palestrantes.

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Reforma da Previdência passa na Câmara; Sindilegis e entidades fazem força-tarefa para tentar mudar texto no Senado

Idade mínima, regras de transição, pensão por morte, cálculo do benefício e alíquotas progressivas de contribuição foram rejeitados no primeiro turno da Câmara

Como um rolo compressor, o Governo conseguiu aprovar a reforma da Previdência (PEC 06/19) no Plenário da Câmara. Houve algumas mudanças no texto-base enviado pela Comissão Especial, que favoreceram as mulheres, viúvas, policiais e professores.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, anunciou o início da votação do segundo turno da reforma da Previdência para o dia 6 de agosto, assim que recomeçar o semestre legislativo. A previsão, segundo o presidente, é concluir esta etapa no dia 8.

O Sindilegis e demais entidades buscam convencer os parlamentares para reduzir a idade mínima e mudar os seguintes aspectos: as regras de transição com 100% de pedágio, a média do cálculo do benefício, o acúmulo da pensão por morte e as alíquotas progressivas de contribuição, principalmente para os já aposentados.

“Ainda temos esperança. Vamos agendar visitas com os 81 senadores e mostrar qual é a reforma mais justa possível para todos os brasileiros”, enfatizou o presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão.

Destaques acatados: o que mudou até agora?

Tempo de contribuição para homens: caiu de 20 para 15 anos. Porém, para garantir 100% do valor do benefício, terão de contribuir por 40 anos.

100% de aposentadoria para mulheres: caiu de 40 para 35 anos o tempo de contribuição. Para se aposentar, elas precisarão ter, pelo menos, 62 anos de idade e 15 anos de contribuição ao INSS.

Policiais federais: caiu de 55 anos (homens e mulheres) para 53 (homens) e 52 (mulheres) a idade mínima de aposentadoria; também foi definido um pedágio de 100% em relação ao tempo de contribuição que falta para se aposentarem.

Professores (as): a idade mínima foi alterada: com a mudança, as mulheres precisarão ter ao menos 52 anos, e os homens, 55 anos para se enquadrar na transição que prevê um pedágio de 100%.

Confira AQUI como está o texto que será votado em segundo turno.

Reuniao-Rogerio-Marinho

Sindilegis e entidades se reúnem com secretário especial de Previdência e Trabalho

Entidades apresentaram nota técnica com ponderações acerca da minuta de reforma da Previdência que circulou nesta semana e entregaram estudos aos secretários Rogério Marinho e Leonardo Rolim

Após a reunião com o novo Líder do Governo na Câmara para tratar da nova proposta de reforma da Previdência, o presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, e representantes do Fórum das Carreiras de Estado (Fonacate) e da Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas) foram recebidos, na tarde desta quinta-feira (7/02), pelo secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, e o secretário de Previdência, Leonardo Rolim.

Na ocasião, foi entregue aos secretários a nota pública divulgada no dia 5 de fevereiro, subscrita pelas entidades, com críticas à minuta de reforma da Previdência que circulou nesta semana. Foram relatadas as maiores preocupações do funcionalismo, como regras de transição para quem ingressou antes de 2004, cálculo do benefício para quem entrou de 2004 a 2013, garantias para aqueles que optaram pelo Regime de Previdência Complementar, regras de pensões, dentre outras.

“Estamos aqui, mais uma vez, em busca do diálogo, que tentamos construir com o governo anterior, sem sucesso, durante a tramitação da PEC 287/2016. Entendemos que o sistema precisa de ajustes, mas que as mudanças sejam razoáveis, observando a proporcionalidade no período de transição”, ressaltou Rudinei Marques, presidente do Fonacate.

O secretário Marinho, por sua vez, enfatizou que “qualquer reforma significa trabalhar um pouco mais e contribuir um pouco mais”. Já Guilherme Feliciano, da Frentas, disse que o “remédio não precisa ser tão amargo” e reforçou a necessidade de diálogo efetivo do governo com os servidores e a sociedade.

Marcelino Rodrigues, presidente da Anafe, comentou a propaganda de desvalorização dos servidores feita pelo governo anterior. “Em meio a uma discussão sobre mudanças no sistema de previdência, o governo fez uma campanha publicitária para desmoralizar os servidores. Não é assim que se dialoga”. Rodrigues destacou a preocupação com as regras de transição e com o modelo de gestão da Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos (Funpresp), reiterando que ela deve ser pública. Floriano Martins, presidente da ANFIP, apresentou estudos técnicos sobre o Sistema de Seguridade, indicando a necessidade de reforçar as receitas previdenciárias e reduzir as desonerações fiscais.

O presidente do Sindilegis endossou as ponderações feitas pelos demais dirigentes e reforçou a necessidade de diálogo franco e respeitoso entre todos os agentes envolvidos: “Os trabalhadores do serviço público estão prontos para contribuir com esse debate e são essenciais para tirar o País da crise em que se encontra”. Petrus afirmou ainda que todos perdem com a depreciação do serviço e do servidor público, especialmente a sociedade.

O secretário se comprometeu a estudar todo o material entregue pelas entidades e convocá-las para outra rodada de discussões. Disse acreditar que, mesmo depois do envio da proposta ao Congresso, será possível melhorá-la durante a tramitação legislativa, porém enfatizou que “algum sacrifício terá que ser feito por todos os trabalhadores”.

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Em dia de votação da reforma da Previdência, bancos anunciam planos de previdência privada a clientes

No mesmo dia em que o plenário da Câmara dos Deputados aprecia, em primeiro turno, a proposta que altera as regras de aposentadoria dos brasileiros (PEC 06/19), os bancos privados aproveitaram para já apresentarem o que virá por aí, caso a reforma seja aprovada.

Às 17h desta quarta-feira (10), o Banco do Brasil, em meio à votação em plenário, encaminhou via e-mail a vários clientes sugestões de planos de previdência privada complementar. O e-mail, intitulado “Começar a planejar hoje o amanhã é o primeiro passo para realizar seus projetos”, apresenta os planos de previdência Brasilprev, com a opção de fechar pacotes para si próprio ou para “presentear” parentes ou conhecidos próximos.

Desde o início da tramitação da proposta de reforma da Previdência, em dezembro de 2017, os grandes bancos privados já demonstraram total apoio à ideia. Bancos como Itaú, Bradesco e Santander, em notas públicas ou por meio de declarações dos seus executivos, posicionaram-se favoravelmente à antiga reforma da Previdência (PEC 287/2016) pretendida pelo ex-presidente Michel Temer, e agora à PEC 06/19, proposta pelo Governo Bolsonaro. “O que os banqueiros não assumem é um interesse bem particular das instituições que comandam: o crescimento da contratação de planos de previdência privada”, explica o presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão.

O dirigente questiona, ainda, a quem, de fato, essa reforma da Previdência interessa e irá beneficiar: “São com atitudes como essas que temos certeza que a PEC 06/19 será um verdadeiro presente aos bancos e fundos privados, ofertando uma nova fonte de ganhos para quem já lucra de maneira astronômica. E aqueles que não puderam pagar um plano de previdência privada? E aqueles que precisarem trabalhar 20 anos só para conseguir um valor baixo de aposentadoria?”.

Saiba qual é o texto da reforma da Previdência em análise no Plenário

Confira como podem ficar as novas regras para as aposentadorias e pensões

Aprovada no dia 5 de julho na Comissão Especial da Câmara, a Proposta de Emenda Constitucional 6/2019, que trata da reforma da Previdência, já está no plenário da Casa, onde terá de passar por dois turnos de votação e ainda poderá sofrer modificações. Se aprovada, será apreciada pelo Senado.

O Sindilegis, junto a outras entidades, está intensificando a mobilização contra o texto nesta semana, a fim de que sejam sanadas as graves falhas contidas na matéria. No dia 9/07, nossos diretores percorreram gabinetes, interpelaram deputados nos corredores e realizaram um ato em defesa dos direitos de todos os servidores.

Confira abaixo os principais pontos do novo texto:

Tempo mínimo de contribuição

O tempo mínimo de contribuição dos servidores será de 35 anos para os homens e de 30 anos para as mulheres. A idade mínima começa em 61 anos para os homens. Já para as mulheres, começa em 56 anos.

Regras de transição

Para poder se aposentar por idade na transição, os servidores do setor público precisarão se enquadrar na seguinte regra: idade mínima de 57 anos para mulheres e de 60 anos para homens, além de pagar um “pedágio” equivalente ao mesmo número de anos que faltará para cumprir o tempo mínimo de contribuição (30 ou 35 anos) na data em que a PEC entrar em vigor.

Por exemplo, um trabalhador que já tiver a idade mínima, mas tiver 32 anos de contribuição quando a PEC entrar em vigor, terá que trabalhar os 3 anos que faltam para completar os 35 anos, mais 3 de pedágio. Ou seja: os 3 anos restantes e os 3 anos de pedágio (100%), totalizando: seis anos.

Para os servidores públicos, está prevista também uma transição por meio de uma pontuação que soma o tempo de contribuição mais uma idade mínima, começando em 86 pontos para as mulheres e 96 pontos para os homens.

Regra de pontos

A regra prevê um aumento de 1 ponto a cada ano, tendo duração de 14 anos para as mulheres e de 9 anos para os homens. O período de transição termina quando a pontuação alcançar 100 pontos para as mulheres, em 2033, e a 105 pontos para os homens, em 2028, permanecendo neste patamar.

Funpresp

Além disso, continuam no texto aprovado dispositivos que criam riscos iminentes aos servidores públicos em geral, como no caso do Funpresp, ao abrir espaço para sua eventual privatização, reduzindo a lucratividade diretamente distribuída aos participantes, bem como retirando deles o poder de partilhar da gestão do fundo criado como forma de viabilizar suas aposentadorias.

Alíquotas progressivas

Tem ainda o aumento da alíquota de contribuição, que começa a partir de 14%, e pode chegar até a 22% do salário, configurando um verdadeiro confisco, o que demonstra a total inconstitucionalidade da medida e a necessária correção pelo plenário da Câmara dos Deputados.

Cálculo do benefício

Sobre o cálculo do benefício: O valor da aposentadoria será calculado com base na média de todo o histórico de contribuições do trabalhador (não descartando as 20% mais baixas como feito atualmente). Para servidores que ingressaram até 31 de dezembro de 2003, a integralidade da aposentadoria será mantida para quem se aposentar aos 65 anos (homens) ou 62 (mulheres). Entre 2004 e 2013, o cálculo proposto para a aposentadoria é sobre 100% da média dos salários, e não sobre 80% dos maiores contracheques. Para quem ingressou após 2013, após a criação da Funpresp, o critério para o cálculo do benefício é igual ao do INSS.

Outra preocupação é que a PEC veda a incorporação de vantagens de caráter temporário ou vinculadas ao exercício de função de confiança ou de cargo em comissão a título de cálculo do benefício.

Pensão por morte

Pela proposta, o valor da pensão por morte ficará menor. Tanto para trabalhadores do setor privado quanto para o serviço público, o benefício familiar será de 50% do valor mais 10% por dependente, até o limite de 100% para cinco ou mais dependentes.

Hoje, não há limite para acumulação de diferentes benefícios. A proposta prevê que o beneficiário passará a receber 100% do benefício de maior valor, somado a um percentual da soma dos demais. Esse percentual será de 80% para benefícios até 1 salário mínimo; 60% para entre 1 e 2 salários; 40% entre 2 e 3; 20% entre 3 e 4; e de 10% para benefícios acima de 4 salários mínimos.

Confira os próximos passos da reforma da Previdência

Diretores do Sindilegis estão realizando uma força-tarefa para conversar com os 513 deputados, a fim de elucidar e mudar alguns pontos da reforma da Previdência. Aprovado na Comissão Especial, o texto substitutivo da PEC 6/2019 chegou no plenário da Câmara dos Deputados para votação.

Nesta etapa, a PEC necessita de pelo menos 308 votos dos parlamentares, em dois turnos, para então seguir para o Senado. “As regras continuam injustas para os servidores. Estamos sendo penalizados por uma conta que não cabe a nós pagarmos. Por isso, o Sindilegis irá intensificar os trabalhos para garantir um texto mais justo em plenário”, explicou Petrus Elesbão, presidente do Sindilegis.

Até o momento, um destaque e uma emenda aglutinativa apresentados pela bancada do PDT se referem às mudanças nas regras de transição dos servidores.

Confira abaixo a semana no plenário da Câmara.

Segunda-feira (8)

Houve uma sessão, que já contou como parte do prazo entre a votação na Comissão Especial e no plenário. São necessárias duas sessões após a Comissão Especial para incluir a proposta de emenda à Constituição (PEC) na pauta do plenário.

Terça-feira (9)

Na terça-feira, quando começaram as discussões no plenário, os parlamentares rejeitaram requerimento da oposição por 331 a 117 no início da noite e já na madrugada aprovaram o encerramento da discussão por 353 a 118, com a sessão de votação sendo remarcada para esta quarta.

Quarta-feira (10)

Primeira sessão para votação do texto-base. Tem início, também, a apreciação dos destaques individuais; até o momento já foram apresentados mais de 100 destaques para serem votados pelo plenário.

Quinta-feira (11)

Estão convocadas mais três sessões. Líderes querem votar a PEC em segundo turno ainda nesta semana. Para que isso ocorra na quinta-feira, será preciso já ter encerrado a votação dos destaques e aprovar uma quebra de interstício, já que, pelo regime da Câmara, é exigido um prazo regimental de cinco sessões entre o primeiro e o segundo turno de uma PEC em plenário.

Sexta-feira (12)

Pode haver sessão extra para finalizar as votações da proposta.

E como fica a tramitação da PEC 06/19?

Plenário

A votação no plenário é nominal, com o registro do voto no sistema eletrônico. Entre os dois turnos, é preciso esperar um intervalo de cinco sessões. Se a PEC não alcançar o número mínimo necessário de votos, será arquivada. Se for aprovada, segue para análise do Senado.

Senado Federal

Uma vez aprovada na Câmara, a PEC segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Em seguida, vai ao plenário, onde precisará de ao menos 49 votos entre os 81 senadores, também em dois turnos de votação. Se os senadores fizerem alguma alteração no texto inicialmente aprovado pelos deputados, a matéria volta para reanálise da Câmara. Se for aprovada com o mesmo conteúdo, segue para promulgação.

Promulgação

Diferentemente de um projeto de lei, as PECs não são enviadas para sanção do presidente. Ou seja, se o texto for aprovado, será promulgado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que também é o presidente do Congresso Nacional. Após a promulgação, as regras passam a valer.

Com informações do portal G1.

 

Auditoria Cidadã entrega interpelação extrajudicial que responsabiliza parlamentares pelos danos da PEC 06

Nesta segunda-feira (1/07), integrantes da Auditoria Cidadã da Dívida finalizaram a entrega de cópias das Interpelações Extrajudiciais sobre a PEC 6/2019 em todos os 513 gabinetes da Câmara dos Deputados. O Cartório já havia entregue, em junho, o documento para 34 líderes de partidos, bancadas, relator e presidente da Comissão Especial e presidente da Câmara dos Deputados.

O texto está disponível em link e constitui importante passo para a cobrança de responsabilidade de parlamentares que estão sendo alertados sobre os danos dessa PEC 6/2019 para as pessoas, para a economia do país e para as finanças públicas.

A Auditoria Cidadã da Dívida agora se mobiliza para, simultaneamente às atividades contra a Reforma da Previdência, retomar o combate e conscientização contra o PLP 459/2017, que trata da legalização de esquema fraudulento de geração de dívida pública.

Nesta terça-feira (2), um grupo de apoiadores da entidade irá se reunir na Câmara dos Deputados para distribuição de folhetos sobre o projeto de securitização de créditos. A atividade será a partir das 14h no anexo II.

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Sindilegis e entidades se unem em lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Reforma Tributária Solidária

Iniciativa reúne mesmo grupo que apoia movimento em defesa da Previdência Social

Na manhã desta quarta-feira (3), no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, o Sindilegis prestigiou o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Reforma Tributária Solidária. A iniciativa reúne o mesmo grupo que apoia a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social.

Estiveram presentes parlamentares, como os senadores Paulo Paim (PT-RS) e Zenaide Maia (Pros/RN), a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), além de dirigentes de entidades sindicais – o Sindilegis representado pela diretora Magda Helena –, servidores e membros da sociedade civil.

A deputada Alice Portugal, que irá comandar os trabalhos da Frente da Reforma Tributária, afirma que a iniciativa pretende fomentar o debate em torno de uma proposta de reforma tributária comprometida com a construção de um modelo efetivamente progressivo que proporcione desenvolvimento econômico e redução das desigualdades visando aprimorar o Sistema Tributário Brasileiro.

A diretora Magda Helena explicou que, nesse momento, a reforma tributária é a questão mais urgente e importante a ser tratada no Brasil. “Não é uma pauta fácil, mas a mais importante que temos a enfrentar”, apontou.

Já para Paulo Paim, que coordena os trabalhos da Frente Parlamentar da Previdência, “sem uma reforma tributária justa e equilibrada, não veremos o Brasil voltar a crescer nos próximos anos”. As duas Frentes prometeram trabalhar em conjunto e seguindo estratégias semelhantes para resguardar os direitos dos cidadãos brasileiros.

Palestra com economista

A doutora em economia e professora Denise Gentil ministrou, em um segundo momento, palestra sobre os resultados de um estudo sobre o modelo atuarial do Regime Geral da Previdência. Ela ainda discutiu os impactos da exclusão social da PEC 6/2019. De acordo com a especialista, a reforma previdenciária não combate privilégios e só visa a desconstitucionalizar toda a proteção social.

“Se o Governo quisesse mesmo combater ‘privilégios’ não usaria a Previdência como estratégia e sim a reforma tributária. O que o projeto quer é desconstitucionalizar toda a proteção social. Sem segurança jurídica, as pessoas irão trabalhar sem perspectiva de se aposentar”, afirmou.

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Em Comissão do Senado, debatedores afirmam que relatório da CPI da Previdência foi ignorado pela PEC 06/19

Uma nova rodada para discutir a reforma da Previdência na Comissão de Direitos Humanos do Senado, nesta terça-feira (2), reacendeu o trabalho da CPI da Previdência, desenvolvido e concluído em 2017.

Debatedores que participaram do encontro advertiram que a atual proposta (PEC 06/2019) não leva em consideração os resultados apresentados na CPI: o cálculo incorreto do déficit do setor, a falta de fiscalização de crimes fiscais e a falta de cobrança dos grandes devedores são alguns dos problemas.

O presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Diego Cherulli, explica que é preciso rever o sistema de Seguridade Social, mas questiona se a atual proposta da PEC 06/2019 é o melhor mecanismo para isso. “Que reforma seria essa? É a PEC 6? Não. É uma proposta de emenda com oito regras de transição só para o Regime Geral? Não. É uma proposta que vem tentar burlar os achados da CPI da Previdência? Não. E quando eu falo burlar, é porque lá eles estão desvinculando novamente as receitas da seguridade social e vinculando a despesas específicas. É um retrocesso”, opinou.

Na ocasião da discussão da CPI da Previdência, o Sindilegis esteve presente em todas as reuniões para aprofundar a questão do suposto déficit na Previdência. Segundo a diretora Magda Helena, o Governo deveria ter consultado com cautela o documento apresentado pela CPI. “Dados importantes foram negligenciados, falta cálculo atuarial, faltam explicações mais consistentes da parte do Governo. É a tecla que estamos batendo desde o início da discussão desse tema”, afirmou.

Os debatedores afirmaram ainda que, sem melhorar a situação econômica do país, não se poderia reformar a Previdência Social. Segundo o presidente da Associação dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), Floriano Neto, em 2060 o país terá ainda 60% da população apta ao trabalho. “Não deveríamos estar discutindo reforma de Previdência, mas sim, um projeto para dar conta de arrumar emprego, de oferecer proteção social, felicidade para a população, que está ávida para trabalhar, para virar consumidora”.

O presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), encerrou a reunião dizendo-se esperançoso de que o Senado considere o relatório da CPI da Previdência quando analisar a PEC 6/2019 (que ainda está em tramitação na Câmara dos Deputados).

Com informações da Agência Senado

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DESTRUIÇÃO DA APOSENTADORIA: terça-feira (3) começa com ato na Esplanada contra a reforma da Previdência

Uma estrutura de mock-up com a palavra APOSENTADORIA será quebrada e os cacos entregues aos parlamentares como forma de protesto e mobilização contra a PEC 06/19

Nesta terça-feira (3), dia que antecede a votação do parecer e das emendas da PEC 06/19 (reforma da Previdência) na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal (CCJ), o Sindilegis, a Unacon Sindical e o Fonacate (fórum composto por 32 entidades que representam as carreiras Típicas de Estado) farão um ato simbólico, na Esplanada dos Ministérios, contra o atual texto em discussão.

Os servidores, vestidos de preto, em luto simbólico, irão se reunir em volta da palavra APOSENTADORIA, que estará disposta em letras caixas com cerca de 1,70 metros de altura no gramado da Esplanada dos Ministérios, em frente ao Palácio da Justiça e, munidos de marretas, irão destruí-la – um ato para simbolizar o que os parlamentares e o Governo Federal estão fazendo com a Previdência Social dos brasileiros. Os cacos que sobrarem das letras serão entregue aos senadores, como forma de sensibilizá-los a aprovar emendas apresentadas à PEC 06.

O presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, afirma que a manifestação é em prol de todos os trabalhadores brasileiros. “Queremos alertar e conscientizar as pessoas sobre o impacto que essa proposta trará. A PEC, da maneira como está, aprofundará ainda mais a miséria no Brasil e a crise econômica que estamos enfrentando. Será uma sentença trágica para todos os brasileiros no momento mais vulnerável de suas vidas. Aposentadoria é um direito, não privilégio!”, afirmou.

Após participar do ato, os servidores, bem como o público participante, continuarão a luta em defesa da Previdência, no auditório Petrônio Portela, do Senado Federal, onde haverá um ato organizado pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social. A audiência acontecerá das 9h às 14h durante uma audiência pública realizada para discutir a reforma da Previdência, que, segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), deverá ser votada na Casa nas primeiras semanas de outubro.

Ainda dentro da agenda, também haverá o Lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, às 15 horas, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados.

SERVIÇO

O quê? Ato simbólico contra a reforma da Previdência

Quando? Dia 3 de setembro – terça-feira

Onde? No gramado da Esplanada dos Ministérios, em frente ao Palácio da Justiça

Horário: 9h

Jornal Metrópoles, Sindilegis, Fonacate e entidades realizam debate sobre a reforma da Previdência

De que maneira a reforma da Previdência afeta você? Foi pensando em buscar respostas a essa pergunta que o Sindilegis, Fonacate e o Jornal Metrópoles se uniram e organizaram o debate “Reforma da Previdência: um debate para ajudar a construir o futuro do Brasil”. O evento, que ocorreu no Teatro dos Bancários na última quinta-feira (27), teve início com um vídeo gravado com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), especialmente para o evento.

Em um debate acalorado, com defensores e opositores à reforma da Previdência, o Mtalk reuniu o deputado e presidente da Comissão Especial Marcelo Ramos (PL/AM); o subsecretário do Regime Geral de Previdência Social do Ministério da Economia, Rogério Nagamine Costanzi; os doutores em economia Eduardo Fagnani, professor do Instituto de Economia da Unicamp; e Denise Gentil, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e o deputado Professor Israel (PV-DF), integrante da Comissão Especial; e o senador Izalci (PSDB-DF). O mediador foi o editor de Brasil do Portal Metrópoles, Guilherme Waltenberg.

O presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, explica que o debate surgiu da necessidade de se esclarecer à sociedade de que maneira a PEC 06/19, caso promulgada, irá afetar cada brasileiro e brasileira. “Percebemos que muitas pessoas ainda não fazem ideia de como a PEC 06/19 irá impactar suas vidas, quando for promulgada. Muitos defendem uma proposta que só lhes trará malefícios. É preciso estudar, se informar e conhecer propostas dessa magnitude a fundo”, avisou.

Debate acalorado

“Os servidores públicos contribuem com muito mais do que o Estado gasta com eles. Contribuem na fase ativa, na fase inativa e depois que eles morrem. Então onde está o privilégio?”, questionou a economista e professora da UFRJ, Denise Gentil, durante o debate. A especialista contra-argumentou o discurso do governo de que os servidores públicos são privilegiados e apresentou dados que comprovam que os servidores contribuem muito mais para a Previdência do que trabalhadores de qualquer outro regime.

O deputado Marcelo Ramos defendeu a necessidade de uma reforma da Previdência sob a argumentação de que a Constituição Federal criou um Estado que não cabe no orçamento do país. “A reforma da Previdência é um importante mecanismo de ajuste fiscal. O gasto público, por mais nobre que seja, precisa ser evitado se não cabe em nosso orçamento”, pontuou o parlamentar.

Ramos assegurou, entretanto, que a reforma da Previdência não irá solucionar todos os problemas do país. “Não caio na panaceia vendida pelo ministro da Economia de que um dia após a reforma da Previdência o Brasil vai melhorar. A caminhada é dura”, admitiu.

Capitalismo sem consumo

O professor Eduardo Fagnani lançou luz sobre uma possível desaceleração da economia com a aprovação da reforma da Previdência. O especialista esclareceu que a reforma irá reduzir o consumo e isso trará danos para todo capital brasileiro. “No Brasil nós estamos caminhando para um capitalismo sem consumidor”, lamentou.

Fagnani ainda chamou atenção para os prejuízos das sonegações e a postura do governo diante disso.  “A sonegação no Brasil estima-se que é R$ 500 bilhões por ano. O que acontece com a sonegação no Brasil? É premiada com o refinanciamento, que agora é de 60 meses”, frisou.

Para Costanzi, é preciso construir um novo modelo previdenciário, que sejam, ao mesmo tempo, justo e sustentável. Costanzi, todavia, não conseguiu apresentar dados para justificar as propostas que vêm sendo apresentadas pela equipe de economia do governo.

O Mtalk ainda contou com a presença do deputado professor Israel (PV-DF), que defendeu o estabelecimento de novos parâmetros atuariais, além de um novo modelo de Previdência específico para os professores.  E do senador Izalci (PSDB-DF), que abriu os trabalhos afirmando que a PEC 6/2019 já começou a ser discutida no Senado. Além do Sindilegis, também apoiaram o Mtalk o Fonacate, Anfip, Assercor, Fenafim, Unacon Sindical, Unafisco, Anape, Sinal, Adep-DF, Mosap e Sindicatos dos Bancários do DF.