Planos de equidade, acessibilidade e sustentabilidade foram apresentados durante audiência pública interativa nesta segunda-feira (16)
O Senado Federal realizou, na manhã desta segunda-feira (16), audiência pública para o lançamento do Plano de Equidade de Gênero e Raça, além dos Planos de Acessibilidade e de Sustentabilidade Ambiental da instituição. As iniciativas reúnem ações voltadas à promoção da igualdade, à inclusão e à responsabilidade socioambiental no ambiente institucional. A audiência foi conduzida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH).
Indo ao encontro do tema da comissão, o Sindilegis esteve presente com a campanha “Semente de Mudança”, iniciativa de conscientização pelo fim do feminicídio. Durante a reunião, foram distribuídos lápis-sementes ao público como símbolo de reflexão e transformação social, e que servirão como plantio de um jardim no Senado Federal em memória às vítimas de feminicídio. Mais informações sobre a campanha estão disponíveis em sementedamudanca.com.br. A iniciativa foi, inclusive, elogiada pela senadora: “O Sindilegis é uma instituição muito parceira, que está junto ao Senado em diversos momentos. E que campanha! Isso é muito lindo, não é? E muito criativo! Parabéns, Sindilegis!”
Durante a abertura da reunião, a senadora destacou que os planos têm alcance amplo dentro da Casa. “Quero destacar para o Brasil que não é apenas para os servidores concursados e de gabinetes que esse plano existe. Eles alcançam todos que ingressam nesta Casa”, afirmou. Segundo ela, as iniciativas buscam garantir acolhimento e oportunidades a todos os trabalhadores que atuam no Senado, incluindo terceirizados, estagiários e jovens aprendizes.
A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, ressaltou que os três planos tratam de desafios compartilhados por diversos países e reforçou a importância de manter políticas institucionais permanentes nessas áreas. “Os três desafios sobre os quais conversamos hoje — a equidade de gênero e raça, a responsabilidade ambiental e a inclusão e acessibilidade — são desafios que o Brasil enfrenta e que a maioria dos países também enfrenta”, afirmou. Para Ilana, a continuidade dessas iniciativas é fundamental para promover mudanças culturais dentro das instituições e na sociedade.

A coordenadora do Comitê Permanente pela Promoção da Igualdade de Gênero e Raça do Senado, Stella Vaz, explicou que o plano representa o compromisso institucional com diversidade, equidade e inclusão. “O plano traz justamente este compromisso: é uma declaração da Casa de comprometimento com a promoção da diversidade, equidade e inclusão”, afirmou. Segundo ela, as ações são definidas a partir do conhecimento sobre o perfil da força de trabalho da Casa, incluindo servidores, estagiários e trabalhadores terceirizados, o que permite desenvolver políticas específicas e transversais para enfrentar desigualdades.
Entre as iniciativas já implementadas ou em desenvolvimento estão campanhas permanentes de enfrentamento ao assédio moral e sexual, protocolos de atendimento a casos de discriminação, ações de capacitação para gestores e estruturas de apoio como sala de amamentação, fraldários e programas voltados à parentalidade.
A audiência também apresentou as diretrizes dos Planos de Acessibilidade e de Sustentabilidade Ambiental, coordenados pelo Núcleo de Responsabilidade Socioambiental do Senado, que buscam ampliar a inclusão de pessoas com deficiência e fortalecer práticas institucionais de proteção ao meio ambiente.
Dados e políticas públicas
A audiência também destacou iniciativas voltadas à produção de dados sobre violência de gênero. A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo Observatório da Mulher Contra a Violência e pelo DataSenado, é atualmente a maior do país sobre o tema, com mais de 56 mil entrevistadas.
A coordenadora do Observatório, Maria Teresa Firmino Prado Mauro, informou que a edição mais recente foi lançada em novembro de 2025 e terá, ao longo de 2026, relatórios estaduais e recortes específicos, incluindo mulheres negras, com deficiência e mulheres trans. Ela também citou o Mapa Nacional da Violência de Gênero, plataforma que reúne dados da saúde e da segurança pública.
A coordenadora da Procuradoria da Mulher do Senado, Raquel Andrade dos Santos, anunciou ainda o lançamento do Guia da Candidata, material voltado a orientar mulheres que pretendem disputar cargos públicos e enfrentar possíveis casos de violência política de gênero, especialmente no ambiente digital.






