Em entrevista, Keka Bagno diz que PEC 32/20 ataca a possibilidade de se ter políticas públicas no DF e no país

Assistente social foi a última entrevistada na série especial Café com Política: Eleições, que começou no dia 16 de agosto

A assistente social e conselheira tutelar Keka Bagno, candidata ao GDF pela federação PSOL e Rede, foi ouvida, nesta segunda-feira (19), na série Café com Política: Eleições. O evento, que é mais uma parceria entre Sindilegis, Sindjus e Anafe, chega ao fim da sua edição especial, que teve início no dia 16 de agosto e buscou ouvir candidatos ao Governo do Distrito Federal, expondo suas propostas ao público.

Entrevistada pela diretora de comunicação e jornalista do Senado Federal, Érica Ceolin, Keka apresentou seu plano de governo e afirmou que trabalhará, principalmente, na efetivação de políticas públicas para crianças e adolescentes em vulnerabilidade social; e mulheres, especialmente a população negra.

Reforma administrativa em pauta
De acordo com Keka, a reforma administrativa é uma das reivindicações dos servidores, mas não nos termos como vem sendo apresentada na PEC 32/20. Segundo ela, a proposta retira a possibilidade de se ter políticas públicas no DF e no país, pois todas as esferas serão atacadas: “Quando trazemos alguma proposta de reforma, seja em qual âmbito for, é muito importante que a população, que fará parte do processo de reforma, construa, exponha opiniões e propostas, e seja informada sobre quais serão os impactos não só para a sua setorialidade, mas de forma global também”.

Para a candidata, a reforma administrativa, da forma como está posta, desde 2016, e com o teto de gastos, impacta em todo o âmbito do serviço público – não só para quem utiliza as políticas públicas, mas para quem está na ponta, as formulando. “E a PEC 32 tira a autonomia dos trabalhadores, traz uma lógica de privatização dentro do funcionalismo público e impacta significativamente na vida daqueles que estão aposentados. Não temos possibilidade de avançar enquanto Estado Democrático de Direito se essa reforma for aprovada”, completa.

Propostas para o DF
Qual a dimensão das consequências da crise sanitária de Covid-19 na saúde mental de trabalhadores e trabalhadoras a longo prazo? Segundo Keka, há um adoecimento de saúde mental coletivo na capital federal. “Vivemos uma situação de abandono no DF. E nós estamos adoecidos porque estamos com insegurança de viver hoje. É por isso que, para nós, a primeira proposta que investiremos, caso eleita, é a de renda básica permanente, de R$ 600, para pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social”.

A saúde pública também é foco da candidata Keka Bagno, que afirmou que pretende extinguir o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges): “A privatização da saúde pública do Distrito Federal não está respondendo à demanda da população. É preciso construir novos hospitais, principalmente nos locais onde há falta de serviços de saúde, diminuir filas e melhorar o atendimento na saúde básica das famílias”, afirmou. Ela completa que pretende adotar o “investimento em recursos humanos e nos centros de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs)”.

Para rever a entrevista na íntegra com a candidata Keka Bagno clique aqui.

Café com Política – O Café com Política é um fórum de debate permanente para discutir assuntos vitais para o conjunto da sociedade brasileira, sejam de cunho político, econômico ou social. Criado pelo Sindilegis em 2019, o Café com Política já trouxe luz a temas como Reforma Administrativa, Reforma Tributária, Direitos da Mulher e Perspectivas Sanitárias para o Futuro do Brasil. O projeto traz agora para discussão o tema das eleições com foco em conhecer as propostas dos candidatos do Distrito Federal ao governo e aos cargos de deputado e senador. Esta edição é realizada em parceria com o Sindjus – que representa servidores do Judiciário e MPU no DF e a Anafe – a associação dos advogados públicos.

Compartilhe

Veja também: