O Sindilegis protocolou ofício ao Senado Federal com o objetivo de solicitar a realização de um estudo técnico sobre o teto de coparticipação no Sistema Integrado de Saúde da Casa (SIS). No documento, a diretoria do Sindicato também comunica a decisão de institucionalizar a promoção da saúde como prioridade, por meio da criação de uma área específica em sua estrutura organizacional, com foco principal na medicina preventiva.
O Sindilegis também citou a assembleia setorial realizada com os servidores do Senado no dia 17 de fevereiro do corrente ano. Na ocasião, foram amplamente debatidas questões relacionadas ao funcionamento do SIS. Os filiados presentes manifestaram diversas preocupações sobre o sistema, incluindo a coparticipação nos procedimentos médicos, a falta de transparência nos processos de autorização de exames e tratamentos, a qualidade da rede credenciada e as dificuldades operacionais enfrentadas pelos usuários do plano.
A coparticipação, em particular, se mostrou um dos pontos mais sensíveis para os servidores. Embora o Sindilegis reconheça o papel da coparticipação como instrumento de gestão e sustentabilidade financeira do plano, a ausência de um limite máximo pode comprometer o acesso à saúde, especialmente para servidores com doenças crônicas ou com dependentes que utilizam o serviço com frequência, além de potencialmente prejudicar a sustentabilidade do próprio plano. A entidade também reforça que essa situação tem gerado impactos significativos nos orçamentos familiares e insegurança quanto à previsibilidade dos gastos com saúde.
Durante a assembleia, foram apresentadas sugestões pelos servidores com o intuito de modernizar e humanizar o SIS. Entre as propostas, destacam-se a ampliação e valorização da rede credenciada, a revisão da tabela de reembolsos, a melhoria da comunicação com os beneficiários, maior agilidade e clareza nos processos de autorização e reembolso, o aprimoramento do atendimento aos servidores fora do Distrito Federal e a criação de iniciativas de prevenção como forma de controle de custos a médio e longo prazos.
Diante desse cenário, o Sindilegis solicitou formalmente aos órgãos competentes do Senado Federal que priorizem a realização de estudos técnicos aprofundados sobre a coparticipação e os impactos reais da implementação de um teto de gastos. Para o Sindicato, essas decisões devem ser embasadas em evidências concretas para viabilizar ajustes mais justos e eficazes para o benefício de todos os usuários do SIS.
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