Representantes de entidades sindicais do Brasil e de países da América Latina e do Caribe estiveram reunidos no Sindilegis, na última semana, para dar continuidade aos debates promovidos durante o 2º Congresso Internacional de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação no Serviço Público, realizado pelo Sinditamaraty.
O encontro reuniu integrantes do Sindilegis, do Sinditamaraty e da Frente Sindical Latino-Americana e Caribenha, em uma agenda voltada à construção de estratégias conjuntas para prevenir e erradicar o racismo, a discriminação, a xenofobia e diferentes formas de assédio no serviço público.
À frente da iniciativa no Sindilegis, a diretora Social e Esportiva, Mônica Ramos, destacou a importância da atuação integrada entre as entidades sindicais na promoção de ambientes de trabalho mais seguros, inclusivos e respeitosos.
Durante a reunião, os participantes avançaram na elaboração de um plano de trabalho conjunto entre as entidades representativas. Entre os principais encaminhamentos, está a realização de uma campanha antirracista no mês de julho, em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, além da criação de um grupo de trabalho formado pela Frente Sindical Estadual, CSPB, Sindilegis e Sinditamaraty.
Também foi apresentada uma plataforma online voltada ao combate ao feminicídio, considerada uma ferramenta importante de conscientização, acolhimento e enfrentamento à violência de gênero.
Outro ponto debatido foi a necessidade de incorporar a perspectiva étnico-racial aos processos de negociação coletiva e aos acordos coletivos de trabalho. A proposta integra uma agenda sindical voltada à promoção da igualdade, do trabalho decente e da justiça social no serviço público.
A reunião reforçou o compromisso das entidades participantes com a construção de políticas permanentes de enfrentamento à discriminação e ao assédio, fortalecendo a cooperação sindical internacional em defesa dos direitos humanos e da valorização dos servidores públicos.


