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Entre gols e reencontros, TCU Regionais conquista o futebol da Copa e Sarau Sindilegis em Belém

Há amizades que encontram no futebol uma maneira de encurtar distâncias. Nesta sexta-feira (18), em Belém, servidores que vivem em diferentes partes do país voltaram a dividir a bola e as histórias durante a Copa e o Sarau Sindilegis 2026. O título ficou com o TCU Regionais, que venceu o TCU Sede por 10 a 2, em uma partida que celebrou o reencontro e deixou um chamado para o futuro: trazer mais gente para o jogo.

O time campeão reuniu jogadores de vários estados e teve Gustavo como artilheiro. Do outro lado, o TCU Sede também contou com servidores da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, aproximando, dentro de campo, colegas das três instituições representadas pelo Sindicato.

À frente do TCU Regionais estava Antônio Araújo, servidor do Ceará que assumiu a função de técnico. Acostumado a jogar duas vezes por semana em Fortaleza, ele recebeu a missão de organizar uma equipe formada ali mesmo, entre atletas que ainda precisavam descobrir como jogar juntos. A resposta veio com a bola rolando: “Nós formamos um time aqui na hora. O time encaixou perfeitamente”, contou.

Segundo Antônio, a equipe começou pressionando e abriu o placar com Gustavo. O treinador também destacou um golaço de Sílvio e um belo gol de falta no segundo tempo. O entrosamento construído durante a partida ajudou a transformar a reunião de jogadores de diferentes estados no time campeão desta edição.

Ao fazer o balanço, porém, Antônio reservou o maior destaque ao encontro entre os participantes. “O que sobrou, na realidade, foi a integração entre os servidores do TCU, da Câmara e do Senado.”

A amizade tem lugar marcado

Para Oswaldo Couto, servidor do TCU do Rio de Janeiro e veterano de muitas Copas, a preparação para o evento começa muito antes de entrar em campo. Aposentado há cerca de um ano, ele descreve uma expectativa renovada a cada edição: rever os amigos e retomar uma convivência que a distância interrompe, mas não desfaz.

“É uma oportunidade que a gente tem de reencontrar os amigos”, afirmou. “Ano após ano, a gente cria uma rotina de preparação para estar aqui.”

Oswaldo ressaltou que esse encontro tem um significado especial para quem está nas unidades regionais, onde os grupos são menores e as oportunidades de reunir tantos colegas são mais restritas. Nesta edição, ele pôde rever servidores de diferentes estados e companheiros com quem jogava quando morava em Brasília.

A familiaridade atravessa os anos: os antigos parceiros de bola voltam a se reconhecer nos passes, nas conversas e na vontade de permanecer juntos depois da partida. É essa convivência, traduzida também na tradicional resenha do futebol, que Oswaldo deseja apresentar aos novos servidores.

Em sua avaliação, a dificuldade de reunir grupos ajuda a explicar a procura por atividades individuais ou que exigem menos participantes. Ele também considera que o trabalho a distância pode reduzir as oportunidades de convivência, inclusive na hora de praticar esportes. A reflexão vem acompanhada de um reconhecimento: novas modalidades são bem-vindas e devem ter espaço na programação.

O desafio, para ele, é preservar também os encontros proporcionados pelo esporte coletivo: “A Copa oferece justamente a oportunidade de aproximar gerações e mostrar aos recém-chegados o valor de pertencer a esse grupo.”

O próximo jogo começa com um convite

Embora seja o esporte mais amado do Brasil, o futebol chegou a esta edição com apenas duas equipes na disputa. O Senado, bicampeão da modalidade, havia inscrito seu time, mas abriu mão de competir como equipe neste ano. Alguns de seus servidores participaram pelo TCU Sede.

A presença reduzida mobilizou quem conhece a trajetória da competição. Antônio recordou o crescimento dos encontros entre servidores dos estados, a adesão do Sindilegis à iniciativa e a chegada dos colegas da Câmara e do Senado. Em sua lembrança, o futebol ocupa um lugar fundador nessa história de integração.

“O futebol foi quem começou isso aqui e não pode acabar”, afirmou. “A gente espera que, nos próximos eventos, o pessoal venha para embelezar cada vez mais o evento.”

A preocupação também foi manifestada por Afonso Velez, servidor do TCU em Brasília, integrante da Comissão de Ética e Disciplina do Sindilegis e coordenador do futebol. Segundo ele, a próxima edição terá mudanças na distribuição dos atletas entre as equipes, com o objetivo de ampliar o entrosamento entre servidores da Câmara, do Senado e do TCU.

Afonso fez um apelo por maior participação e pela preservação da modalidade. Defendeu que a rivalidade permaneça no terreno esportivo, acompanhada de respeito, sem se transformar em inimizade ou alimentar desavenças.

O coordenador lembrou que, para muitos participantes, a Copa representa a chance de rever amigos apenas uma vez por ano. Cuidar desse espaço significa preservar também as relações construídas ao longo de sucessivas edições.

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