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Érika Kokay defende fortalecer políticas públicas e retomar negociação com servidores no ‘Café com Política’

Candidata ao Senado pelo DF, Érika Kokay (PT) defendeu o fortalecimento das políticas públicas, a retomada das negociações com servidores e a proteção dos direitos dos trabalhadores durante participação no ‘Café com Política: Serviço Público em Pauta’.

A entrevista foi conduzida por Valdir Borges, com participação de Luciana Hoff, diretora da ANPREV, e André Galvão, vice-presidente do Sindilegis para a Câmara dos Deputados. O programa é uma iniciativa apartidária, promovida pelo Sindilegis, em parceria com o Instituto Servir Brasil, o Sindireta-DF e a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB).

Psicóloga formada pela Universidade de Brasília (UnB), Érika é bancária da Caixa Econômica Federal, sindicalista e deputada federal. Foi presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília e da CUT-DF e está no quarto mandato na Câmara dos Deputados. Em 2026, disputa uma vaga no Senado Federal pelo PT.

Políticas públicas

Érika Kokay afirmou que pretende levar ao Senado uma atuação comprometida com o fortalecimento das políticas públicas e destacou o papel dos servidores na construção e execução desses serviços.

“Servidores e servidoras constroem políticas de afeto”, afirmou. Segundo a candidata, áreas como saúde, educação, previdência e assistência social dependem diretamente da atuação dos servidores e devem ser fortalecidas para enfrentar as desigualdades sociais.

Para Érika, o serviço público representa uma forma de garantir direitos e melhorar as condições de vida da população. Ela também criticou propostas que, segundo ela, buscam reduzir a presença do Estado e enfraquecer os serviços públicos.

Aposentados e reforma administrativa

Questionada sobre uma possível nova reforma administrativa, Érika criticou propostas que ampliem a precarização dos vínculos no setor público e defendeu a retomada do processo de negociação com os servidores.

Segundo ela, é necessário estabelecer na legislação a obrigatoriedade de processos permanentes de negociação entre governo e servidores. A candidata citou o Projeto de Lei nº 1.893/2026 como uma das iniciativas relacionadas ao tema.

“Você tem as negociações estabelecidas para as pessoas que estão regidas pela CLT. E servidor público, você não tem o processo negocial”, afirmou.

Érika também defendeu que as negociações não se limitem a salários e condições de trabalho, mas incluam temas como equidade de gênero e saúde dos servidores.

A candidata ainda se comprometeu a apoiar propostas que busquem acabar com a contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas do serviço público. Érika classificou a cobrança como um “confisco” e defendeu a tramitação da PEC 6/2024, que prevê redução gradual da contribuição, em conjunto com a PEC 555/2006.

Participação social

Érika também defendeu uma atuação parlamentar baseada no diálogo com entidades, sindicatos e movimentos sociais. Segundo ela, o mandato deve ser um espaço de escuta e representação da sociedade, e não um instrumento para atender interesses particulares.

“A gente precisa escutar as diversas vozes e um mandato não é um fim em si mesmo”, afirmou. “Um mandato tem que servir para que nós possamos transformar a sociedade para que a sociedade seja mais justa, mais igualitária”.

Durante a entrevista, Érika também criticou a composição de chapas de outras candidatas ao Senado pelo Distrito Federal. A parlamentar citou os casos de candidaturas em que os suplentes são, respectivamente, um irmão e um filho das candidatas. Kokay classificou a prática como parte de um “processo imperial” e “colonial” e defendeu o fim das “dinastias” na política.

“Nunca achei que os espaços públicos têm que servir para resolver problemas do orçamento doméstico. Porque isso são recursos públicos”, afirmou.

A candidata também defendeu que os mandatos sejam instrumentos de representação da sociedade. “O parlamentar, ele não substitui a população. Ele representa a população”, declarou.

Carta-compromisso

Ao final da entrevista, Érika Kokay assinou a carta-compromisso do movimento ‘Vote Consciente’, promovida pelo Instituto Servir Brasil em parceria com Sindireta-DF, CSPB e Sindilegis. O documento estabelece compromissos como o diálogo permanente com representantes dos trabalhadores, o aprimoramento da capacidade estatal e o apoio a propostas de valorização do serviço público.

“Eu assino com muita alegria e com muita convicção de que isso aqui não é apenas uma assinatura, mas é um compromisso. Tem sido um compromisso de todos os nossos mandatos, e cntinuará sendo”, afirmou.

A entrevista com Érika Kokay está disponível no canal do Sindilegis no YouTube.

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