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Max Maciel defende recomposição dos quadros do serviço público no ‘Café com Política’

O deputado distrital Max Maciel (PSOL), candidato à reeleição, defendeu a recomposição dos quadros do serviço público e investimentos de longo prazo em mobilidade, saúde e educação durante participação no ‘Café com Política: Serviço Público em Pauta’. Para o parlamentar, o Distrito Federal enfrenta déficit de profissionais em áreas essenciais e precisa tratar as políticas públicas como ações de estado, com planejamento que ultrapasse os mandatos.

A entrevista foi mediada por Valdir Borges e contou com a participação de Alison Souza, presidente do Sindilegis e do Instituto Servir Brasil. O “Café com Política: Serviço Público em Pauta” é um projeto apartidário realizado pelo Sindilegis em conjunto com o Instituto Servir Brasil, o Sindireta-DF e a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB).

Morador de Ceilândia, pedagogo e especialista em Gestão de Políticas Públicas pela Universidade de Brasília (UnB), Max está em seu primeiro mandato na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), onde preside a Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU).

Investimentos no metrô

Um dos principais temas da conversa foi a situação do sistema metroviário do Distrito Federal. Max criticou a falta de investimentos e defendeu a expansão e modernização do metrô, além da recomposição do quadro de servidores por meio de concursos públicos.

“O metrô deixou de ser uma agenda de estado. Se ele fosse de fato priorizado, desde o dia em que ele inaugurou, e cada governo tivesse feito 1,8 km de trilho, hoje o metrô estaria no final da Asa Norte e a gente teria concluído Samambaia e Ceilândia”, afirmou.

O deputado também citou a existência de cerca de 600 vagas não preenchidas e ressaltou a importância de preservar o conhecimento técnico dos profissionais que atuam no sistema.

“Hoje o metrô só roda porque os metroviários estão se desdobrando. […] O tema central é a nomeação, o concurso, exatamente para ter a recomposição de quadro”, declarou.

Para Max, o metrô deve ser a “espinha dorsal” da mobilidade do DF, integrada a corredores de ônibus, BRT e outros modais. Ele também defendeu a redução da dependência do transporte individual e a ampliação da circulação entre as regiões administrativas.

Estado mais presente

Ao falar sobre a valorização dos servidores, o parlamentar rejeitou a ideia de que o serviço público esteja necessariamente “inchado”. Na avaliação dele, a realidade observada nas regiões administrativas é de falta de profissionais para atender à população.

“Há um espectro político que acredita que o Estado está inchado, mas quem anda nas cidades como a gente anda percebe que, na verdade, está faltando muito Estado. Faltam profissionais do CRAS, faltam profissionais do CAPS, faltam profissionais de saúde”, afirmou.

Max também defendeu políticas de equidade nos concursos públicos, com ampliação da participação de mulheres e pessoas negras na administração. Segundo ele, uma composição mais representativa do serviço público ajuda a formular políticas públicas mais adequadas às diferentes realidades do Distrito Federal.

“Ter a equidade dentro do serviço público permite a eficácia da política pública. […] A grande dificuldade de quem não vivenciou é não entender como funciona a aplicação da política pública num Sol Nascente, Trecho 3, que não tem asfalto, em detrimento de uma Asa Sul que é arborizada”, disse.

Carta-compromisso

Ao final da entrevista, Max Maciel assinou a carta-compromisso do movimento ‘Vote Consciente’, promovida pelo Instituto Servir Brasil em parceria com Sindireta-DF, CSPB e Sindilegis. O documento estabelece compromissos como o diálogo permanente com representantes dos trabalhadores, o aprimoramento da capacidade estatal e o apoio a propostas de valorização do serviço público.

Ao confirmar sua adesão, o deputado afirmou que pretende manter o diálogo com as categorias.

“No nosso mandato, nós estivemos ao lado de muitas categorias que chegaram, porque a valorização desses profissionais é fundamental. Não só a valorização como a busca de melhores condições de trabalho”, declarou.

A entrevista com Max Maciel está disponível no canal do Sindilegis no YouTube. Confira o episódio na íntegra a seguir.

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