Movimento A PREVIDÌāÊNCIA é NOSSA promove abraçaço ao prédio da Previdência

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Uma grande ação reuniu diversas entidades na manhã desta terça-feira (24), em frente ao prédio da Previdência Social em Brasília. O abraçaço, primeiro ato público do movimento “A Previdência é nossa! Pelo direito de se aposentar”, demonstrou a preocupação de milhares de brasileiros com a aposentadoria, já que a Reforma da Previdência proposta pelo Governo prevê, entre outros pontos, aumentar o tempo de contribuição e a idade mínima para se aposentar.

Para o presidente do Sindilegis e da Pública – Central do Servidor, Nilton Paixão, o Governo está anunciando números soltos e descontextualizados, o que dificulta o entendimento da população sobre as reais intenções dessa Reforma. Além disso, Paixão acredita que o ato desta terça-feira é muito simbólico: “Não é só um abraço ao prédio, é mais do que isso. É o abraço a uma causa que envolve a necessidade de um amplo e aprofundado debate”, lembrou o presidente.

O vice-presidente do Sindilegis para o Senado, Petrus Elesbão, endossa a opinião do presidente e destaca a importância da batalha conjunta: “Não estamos aqui apenas como Sindicato, mas como um movimento que uniu as entidades, nas suas diversas particularidades, em prol de um só objetivo, que é lutar em defesa da Previdência Social e dos trabalhadores e servidores públicos do Brasil”.

O Sindilegis está empenhado, desde o fim de 2016, na luta contra a PEC 287/2016. O sindicato também não mede esforços para mostrar à população as inverdades ditas pelo Governo sobre um possível rombo na previdência. Na ocasião, o primeiro ato público do Movimento reuniu representantes de 80 confederações, federações, associações, sindicatos e centrais sindicais, que não acham justo a população sofrer as consequências da corrupção, da sonegação fiscal e da má gestão do Governo Federal.

“Chega de enriquecer bancos em detrimento dos direitos dos trabalhadores duramente conquistados”, afirmou o presidente da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais, Roberto Kupski, no espaço aberto para que todas as entidades emitissem suas opiniões.

 

Dia de luta

Embora o Dia Nacional dos Aposentados e o Dia da Previdência Social sejam celebrados no dia 24 de janeiro, neste ano não há muito que comemorar. No lugar da festa, centenas de trabalhadores ingressaram no enfrentamento às decisões do Governo e na busca por outras medidas de ajuste fiscal, antes de alterar as regras da aposentadoria. Com isso, os trabalhadores mostraram força contra uma reforma que reduz os direitos e chegou sem diálogo e infringindo direitos e garantias constitucionais.

“Queremos demonstrar que somos a favor da Previdência, mas a favor de discutir, de construir e não de destruir”, afirmou Ogib Teixeira, diretor de Aposentados e Pensionistas do Sindilegis, que classifica as novas exigências do Governo como perversas.

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