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“Não podemos fazer do DF um cabide de emprego”, afirma Nelson Neto no ‘Café com Política’

Candidato a deputado distrital, Nelson Neto (PSD) defendeu maior fiscalização sobre os serviços públicos, criticou o número de cargos comissionados e afirmou que pretende manter um mandato de diálogo direto com a população durante participação no ‘Café com Política: Serviço Público em Pauta’.

A entrevista foi conduzida por Valdir Borges, com participação de Luciana Hoff, diretora da Anpprev. O programa é uma iniciativa apartidária, promovida pelo Sindilegis, em parceria com o Instituto Servir Brasil, o Sindireta-DF e a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB).

Relações-públicas e especialista em Marketing, Nelson Neto é servidor público federal e já atuou como diretor de Radiodifusão Privada do Ministério das Comunicações.

Saúde e fiscalização

Ao falar sobre os serviços públicos, Nelson Neto afirmou que a saúde do Distrito Federal precisa de maior fiscalização e acompanhamento dos resultados. Ele classificou a situação como uma “caixa preta” e defendeu maior controle sobre a gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGES-DF).

Para o candidato, o problema não está necessariamente na existência do modelo de gestão, mas na falta de planejamento, acompanhamento e cobrança por resultados.

“Não é simplesmente acabar com o IGES. É fiscalizar, é medir resultado, é planejar, é colocar pessoas qualificadas para fazer a gestão”, afirmou.

Nelson também criticou a situação enfrentada por profissionais da saúde e da educação, que, segundo ele, estão sobrecarregados. Para o candidato, o Legislativo precisa acompanhar de perto a prestação dos serviços públicos e a aplicação dos recursos.

Cargos comissionados

Nelson Neto também criticou o número de cargos comissionados ocupados no governo. Segundo ele, o DF teria quase 10 mil cargos dessa natureza preenchidos atualmente. O candidato afirmou que parte dessas funções poderia ser ocupada por servidores concursados.

“Não podemos fazer o Distrito Federal, os órgãos do Governo do Distrito Federal, as regiões administrativas de cabide de emprego”, declarou.

Apesar das críticas, Nelson afirmou que os cargos comissionados são necessários para determinadas funções de confiança. Segundo ele, é preciso avaliar a necessidade dessas posições e evitar que sejam utilizadas como forma de ocupação política dos órgãos públicos.

Gestão pública

Nelson Neto também afirmou que, caso eleito, pretende primeiro conhecer a situação financeira do Distrito Federal antes de definir medidas para a administração pública.

“Primeira coisa que eu vou fazer é saber qual é a real situação financeira do Distrito Federal”, disse.

Segundo o candidato, é necessário avaliar a estrutura do serviço público, a necessidade de recomposição dos quadros e a situação dos servidores. Para ele, eventuais mudanças na administração devem levar em conta as necessidades de cada área e a capacidade financeira do DF.

Carta-compromisso

Ao final da entrevista, Nelson Neto assinou a carta-compromisso do movimento ‘Vote Consciente’, promovida pelo Instituto Servir Brasil em parceria com Sindireta-DF, CSPB e Sindilegis. O documento estabelece compromissos como o diálogo permanente com representantes dos trabalhadores, o aprimoramento da capacidade estatal e o apoio a propostas de valorização do serviço público.

“Eu quero fazer um mandato de portas abertas, nunca antes visto”, afirmou.

A entrevista com Nelson Neto está disponível no canal do Sindilegis no YouTube. Confira o episódio na íntegra a seguir.

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