No último dia de Contlac, Congresso debate direitos femininos e inserção da juventude no movimento sindical

Discussões sobre a defesa dos direitos da mulher e reflexões sobre a importância da juventude no futuro do sindicalismo foram as pautas da manhã do terceiro e último dia do Congresso da Confederação dos Trabalhadores Legislativos das Américas e do Caribe (Contlac). O encontro aconteceu nesta sexta-feira (25), no Auditório do Interlegis.

A primeira mesa de debate focou atenções na Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que busca eliminar violência e assédio no mundo do trabalho. Natalia Gomez, da Argentina, afirmou que a violência de gênero está presente em todas as regiões da América Latina e, tendo em vista esse problema, a Rede de Mulheres da Contlac foi formada para que a unidade feminina resista ao enfraquecimento dos direitos conquistados por esse grupo.

Além disso, a participante Gladys Benitez, também da Argentina, disse que há um compromisso da Contlac em criar para 2026 uma Secretaria da Mulher e uma Secretaria da Juventude, que demonstram a preocupação da entidade sobre essas pautas.

Em relação à Juventude, Maria Fernanda Cifuentes, da Guatemala, disse que os jovens têm muito para agregar com os movimentos sindicais e por isso importa agregar essas pessoas no sindicalismo. Ela também sugeriu que cada país da Contlac indique um representante jovem para formar uma rede, assim como a das mulheres.

O diretor de Integração Regional do Sindilegis, Evaldo Araújo, fez uso da fala e afirmou que ser jovem guarda mais relação com se manter renovado do que com a idade em si. Segundo ele, para que o sindicalismo influencie a sociedade, é fundamental que as novas gerações estejam integradas ao movimento social.

Já o vice-presidente para o Senado Federal do Sindicato, Pedro Mascarenhas, afirmou que para agregar os jovens, os mais velhos devem auxiliar a juventude com a experiência, justamente pelas discrepâncias geracionais.

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