Paralisação leva milhares de pessoas a protestarem contra as reformas

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Um momento para entrar na histíria. Em ato público pela luta
dos direitos sociais, milhares de servidores e trabalhadores ocuparam as ruas
de todo o Brasil, nesta sexta-feira (28). Apesar do forte esquema de segurança
da polícia, todos protestavam de forma pacífica contra as recentes medidas
promovidas pelo atual Governo, como as reformas trabalhista e previdenciária.

Em Brasília, a mobilização foi uma resposta à convocação do
Sindilegis e de entidades representativas de diversas categorias. Logo pela
manhã, o Sindicato havia montado uma tenda na Esplanada dos Ministérios,
oferecendo todo o suporte aos participantes.

De iniciativa do Sindilegis, o mascote do movimento, um
cofrinho em forma de porquinho de 10 metros de altura foi o grande destaque na
capital federal. Manifestantes abraçavam o porquinho gritando palavras de
ordem, como “a previdência é nossa”, tiravam fotos e postavam nas
redes sociais.

A Diretoria do Sindilegis esteve presente em peso desde cedo
à paralisação, com o objetivo de apoiar e defender os servidores das três
Casas, além de divulgar os malefícios da PEC 287, também conhecida como a PEC
da Morte.

O presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, afirmou que,
embora o Governo tivesse criado dificuldades para enfraquecer a manifestação
com forte policiamento, a luta não foi em vão: Seremos persistentes, não é
esse obstáculo que vai nos fazer recuar. Nossa causa é justa. E a oportunidade
de nís mudarmos o Brasil é agora!.

Para o presidente da Pública – Central do Servidor, Nilton
Paixão, a proposta tem um único objetivo de manter a regalia dos banqueiros. Por
isso a nossa indignação. Essa já é a maior greve geral desde o descobrimento
do Brasil e mostra a força e união dos trabalhadores e servidores brasileiros,
assegurou.

No TCU

Conforme orientação do Sindilegis, os servidores do TCU se
concentraram na rampa do edifício-sede do Tribunal. Com discursos destacando a
importância de adesão de todos contra a reforma da previdência, os dirigentes
sindicais se revezavam no carro de som convocando todos para seguirem até a
Esplanada. Pelo caminho, o Sindilegis também convidou servidores de outras
instituições, como do Itamaraty e do STF.

Segundo o diretor do Sindilegis Eduardo Dodd, o porquinho
simboliza uma grande poupança pertencente a todos os contribuintes. “A
previdência não é assistencialismo, não é benefício social. Pagamos por isso, é
um direito nosso e não aceitaremos seu desmonte”, disse.

Depoimentos

Veja alguns depoimentos de quem participou da paralisação:

– Diretor do Sindilegis, Dario Corsatto, servidor do TCU: A
CPI da Previdência irá provar que o sistema não é deficitário. Não vamos
aceitar o autoritarismo de um governo que se recusa a dialogar, e a
manifestação pacífica é prova disso. Gostaria de agradecer a cada uma das
pessoas que estiveram aqui lutando, não apenas pelos seus direitos, mas também
pelos de quem não veio.

– Servidor do TCU Ricardo Nonato Moura Veras: Comecei a
trabalhar aos 19 anos e contribuí para a aposentadoria sempre dentro das regras
que foram impostas a mim. Não considero justas as mudanças ao longo do percurso
profissional. Além disso, a Previdência precisa passar por uma análise mais minuciosa.
E parabenizo o Sindilegis pela mobilização da categoria.

– Diretora do Sindilegis, Magda Helena Tavares: O dia de
hoje é para conscientizar o brasileiro de todo prejuízo que ele terá se a PEC
287 for aprovada. Temos também que convencer o governo do mal que está fazendo
para a sociedade. Queremos que os deputados, eleitos pela sociedade, mudem de
ideia e não aprovem essa PEC.

– Márcio Costa, servidor da Câmara: Sempre estive presente
na luta pelos direitos como estudante, como trabalhador, como servidor da
Câmara. Considero essa greve histírica, pois parou todo o País e os servidores
do Legislativo a aderiram de forma maravilhosa, irmanados com outras
categorias. O Sindilegis e a Pública também estão de parabéns pela luta.

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