Pela valorização da Polícia Legislativa Federal

img-27-10-2016-5812062cd4526
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn

O Diretor de Comunicação da Associação da Polícia do Congresso Nacional (APCN), Antônio Vandir de Freitas Lima, divulgou artigo nesta quinta-feira (27) no jornal Metro, em defesa dos Policiais Legislativos. Confira abaixo:

A GERAÇÃO DA ÉTICA, A FERRO E FOGO

“Quem te fez com ferro, fez com fogo!” reverberava Raul Seixas em sua canção “Meu Amigo Pedro”, na década de 1970. É isso: não se forja uma peça de ferro sem usar o fogo. Ou seja, a nossa constituição humana é forjada na dureza da vida, mas com o fogo das emoções. Todo esse processo de mudança de paradigmas, que estamos vivendo hoje em nossa sociedade brasileira, deve-se a uma nova geração de homens e mulheres que tiveram acesso ao ensino superior. Uma nova geração surgiu no Brasil após o Governo FHC. Uma geração de pessoas que podiam ter acesso às universidades. E, por isso mesmo, forçou a elevação do nível nos concursos públicos. Mas, essa nova geração de jovens maravilhosos impingiram um novo conceito ético para as tratativas com a rés pública. A ferro e fogo foram transformando as Instituições públicas em um cadinho onde a moral e a ética são forjados.

Destarte, foram surgindo Policiais Federais, delegados de Polícia, Promotores de Justiça, Juízes, entre tantos outros profissionais que estão revolucionando as relações de força dentro da sociedade. A Operação Lava Jato, um patrimônio ético, surge como o ápice da moralidade pública. Não se pode negar a importância da ação desses profissionais. Contudo, quem os fez com ferro, nos fez com fogo! Nós, Policiais Legislativos Federais, somos feitos dessa mesma matéria. Nós somos da mesma estirpe que fez surgir o homo probus, como vetor de grandes mudanças na forma de lidar com os bens do Estado.

Não se deve abalizar uma instituição pública em detrimento de outra instituição também secular. Não se trata de opor a Polícia Federal contra a Polícia Legislativa Federal, o que não faz sentido e não contribui para o processo de democratização do país. A Polícia Legislativa Federal é composta por profissionais atentos às Leis, à Constituição Federal e às normas internas do Congresso Nacional. Trabalha rigorosamente dentro dos ditames legais e de princípios éticos. Essa geração de novos servidores públicos, como esses Policiais Legislativos que foram suspensos por ordem judicial, é uma geração de jovens que não aceitam praticar ilegalidades. Nasceram e recrudesceram no senso ético. Nunca aceitariam executar uma ordem manifestamente ilegal. Aprenderam nos livros e vivenciam na prática profissional o exercício da legalidade. É a geração que não admite grampos ilegais, da mesma forma que não admite praticá-los. Foi instrumentalizada e treinada para fazer a proteção física e orgânica do Congresso Nacional. Essa é a sua missão, o seu leitmotiv – o de criar o ambiente onde o poder legisferante atue de forma livre e independente.

Por confiarmos no Poder Judiciário e acreditarmos no fortalecimento e aperfeiçoamento das instituições públicas é que temos a fé e a esperança de que todos os equívocos serão esclarecidos. A Polícia Legislativa Federal não é diferente de outros órgãos do Estado. É forjada com o mesmo ferro da virtude sob o fogo da verdade. Se o Congresso Nacional é importante para o Estado Democrático de Direito, e se ele consegue funcionar a contento, então, a Polícia Legislativa Federal cumpre sim uma função social relevante. Como ao amigo Pedro da canção de Raul Seixas, poderemos dizer que ‘onde você vai eu também vou’; pois para onde jogarem as instituições jogarão do mesmo modo a Democracia; pois quem nos fez com ferro, fez com fogo!

 

Antônio Vandir de Freitas Lima

Diretor de Comunicação da APCN

Associação da Polícia do Congresso Nacional

Shopping Basket