Prí-TCU apresenta dados parciais de auditoria nos planos de saúde

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Auditar os convênios do Pro-TCU é um pleito antigo do Sindilegis, que pela diretora Simone Barbosa se tornou uma solicitação constante e real em 2016. Na tarde desta segunda-feira (30), o Pró-TCU organizou uma reunião para que a BenCorp, empresa de consultoria contratada para auditar a Amil e Seguros Unimed, pudesse apresentar os resultados parciais do trabalho. O evento aconteceu no auditório do Anexo III do Tribunal de Contas da União e contou com a participação do secretário da Segedam, Carlos Roberto Caixeta, de associados, usuários das redes, o diretor do Sindilegis, Dario Corsatto, e servidor da Secex/RJ, Luiz Sérgio Madeiro da Costa, que já foi representante regional do Sindicato e hoje é um grande colaborador.

Durante o evento, o médico Lúcio Costa, da empresa Bencorp, apresentou o perfil dos usuários, traçado durante o trabalho que começou em novembro. Além disso, já foi possível perceber algumas diferenças de valores de internação entre as empresas, mas ele alerta que é importante também analisar as faixas etárias que mais pesam em cada plano. Foram analisados os 12 meses anteriores a novembro de 2016, quando teve início a auditoria.

Os presentes foram sanando as dúvidas durante a apresentação, questões como a completude dos dados, a forma de análise e especialmente o que esse resultado influencia no serviço e nos valores dos convênios. Segundo Jeane Rosa, gerente executiva do Pró-TCU, as negociações das renovações de contrato já começaram e os resultados parciais da auditoria já redirecionaram os aumentos. “Com certeza ter esses dados nos dá mais possibilidade de negociação e questionamento. É uma forma de sabermos o que realmente é um aumento justo e o que é exorbitante”, afirma.

O diretor do Sindilegis, Dario Corsatto, parabenizou a ação do Pró-TCU: “Esse é um pleito que temos há algum tempo e a Simone [Barbosa] insistiu nessa cobrança. Faço elogio a vocês, que receberam esse pedido e o tornaram real. Que continuemos a auditar os números em benefício dos servidores”.

Dados apresentados

As informações expostas pela empresa ainda estão incompletas. Isso porque as prestadoras de serviço não encaminharam todos os dados ou ainda não têm as análises dos meses finalizados. O que já se pode perceber é uma diferença entre os valores da internação dos planos, que no caso da Amil gira em torno de R$15 mil e no Seguros Unimed chega a R$19 mil, em média. Como dito, os perfis de usuários dos convênios é distinto, o que pode influenciar nesses valores, mas esse é um ponto que será aprofundado na auditoria. CLIQUE AQUI para ver os dados apresentados.

Também foi possível fazer um levantamento sobre as áreas mais preocupantes e que necessitam de uma força maior quando o assunto é prevenção, como: cardiovascular, metabólica, renal, oncológica e mental.

Uma preocupação, que também foi resultado da auditoria, é a baixa busca e utilização dos usuários por serviços que envolvem ginecologia, proctologia e urologia. “Diante do crescente número de câncer de próstata e de mama é sempre necessário fazer exames periódicos. Por isso nossa angústia”, alerta Lúcio Costa.

Confira os detalhes na TV Legis clicando aqui

 

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