Candidato a deputado distrital, Regis Machado (Novo) defendeu o fortalecimento da fiscalização do Executivo e a valorização dos servidores públicos durante participação no ‘Café com Política: Serviço Público em Pauta’.
A entrevista foi conduzida por Valdir Borges, com participação de André Galvão, vice-presidente do Sindilegis para a Câmara dos Deputados. O programa é uma iniciativa apartidária, promovida pelo Sindilegis, em parceria com o Instituto Servir Brasil, o Sindireta-DF e a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB).
Auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) há quase 20 anos, Regis também é servidor da Controladoria-Geral da União (CGU), suplente da diretoria do Sindilegis e presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Contas da União (ASTCU). Em 2026, disputa uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) pelo Novo.
Fiscalização do Executivo
Regis apontou a fiscalização como sua principal bandeira e criticou a atuação da atual composição da CLDF. Segundo ele, os deputados precisam exercer com mais independência a função de controle do Executivo.
“Essa é a maior bandeira que eu carrego, que é justamente fazer com que a Câmara Legislativa exerça esse papel fiscalizatório”, afirmou.
O candidato mencionou a Operação Falso Negativo, deflagrada durante a pandemia, como exemplo de situação em que, segundo ele, a CLDF não exerceu adequadamente seu papel de fiscalização.
Regis também criticou a quantidade de leis aprovadas pela Câmara Legislativa que posteriormente são consideradas inconstitucionais pela Justiça. Para ele, os parlamentares precisam compreender melhor as atribuições do cargo.
Privatização
Questionado sobre privatizações e o papel da iniciativa privada em áreas como saúde e mobilidade, Regis defendeu o uso de parcerias para ampliar a prestação de serviços à população.
Segundo ele, o poder público pode recorrer à rede privada quando não possui estrutura ou capacidade suficiente para atender determinada demanda. Como exemplo, citou a possibilidade de convênios para realização de exames e procedimentos que tenham longas filas na rede pública.
“O que interessa para o cidadão na ponta é receber um serviço de melhor qualidade”, afirmou.
O candidato também mencionou concessões e parcerias público-privadas como alternativas para viabilizar investimentos e melhorar a oferta de serviços públicos.
Previdência e aposentados
Ao ser questionado sobre a contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas, Regis classificou a cobrança como uma questão de justiça. Para ele, quem já contribuiu durante o período de atividade não deveria continuar pagando após a aposentadoria.
“Eu acho muito injusto o inativo continuar contribuindo, ele já contribuiu durante todo o seu período de atividade”, afirmou.
O candidato também chamou atenção para o crescimento do trabalho informal, especialmente entre motoristas e entregadores de aplicativos. Segundo ele, a falta de contribuição previdenciária desse grupo pode gerar dificuldades futuras para trabalhadores que chegarem à velhice sem condições de continuar trabalhando e sem uma aposentadoria.
Carta-compromisso
Ao final da entrevista, Regis Machado assinou a carta-compromisso do movimento ‘Vote Consciente’, promovida pelo Instituto Servir Brasil em parceria com Sindireta-DF, CSPB e Sindilegis. O documento estabelece compromissos como o diálogo permanente com representantes dos trabalhadores, o aprimoramento da capacidade estatal e o apoio a propostas de valorização do serviço público.
Ao assinar o documento, Regis afirmou que sua defesa é voltada ao cidadão que paga impostos e depende dos serviços públicos.
“O servidor público é instrumento, precisa ser constantemente valorizado, qualificado, incentivado, enfim, ter todo o equipamento necessário”, afirmou.
A entrevista com Regis Machado está disponível no canal do Sindilegis no YouTube. Confira o episódio na íntegra a seguir.


