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Ronaldo Fonseca critica reforma administrativa e defende participação de servidores nas decisões no ‘Café com Política

A defesa dos servidores públicos e a participação das entidades representativas nas discussões sobre a reforma administrativa foram alguns dos principais temas abordados por Ronaldo Fonseca (PSD) durante sua participação no ‘Café com Política: Serviço Público em Pauta’.

A entrevista foi conduzida por Valdir Borges, com participação de Ely Maranhão, suplente da diretoria do Sindilegis, e do diretor de Relações Institucionais do Sindilegis, Eduardo Lopes. O programa é uma iniciativa apartidária, promovida pelo Sindilegis, em parceria com o Instituto Servir Brasil, o Sindireta-DF e a CSPB.

Candidato ao Senado pelo Distrito Federal, Ronaldo Fonseca é advogado, pastor, ex-deputado federal e ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República durante o governo Michel Temer. Durante sua passagem pela Câmara dos Deputados, atuou como relator de projetos relacionados às carreiras da Câmara, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Reforma administrativa

Ronaldo criticou propostas de reforma administrativa que, segundo ele, podem prejudicar os servidores públicos. Para o candidato, eventuais mudanças devem ser discutidas com a participação das entidades representativas do funcionalismo.

“O servidor público no Brasil, lamentavelmente, é perseguido. […] A reforma administrativa que pretendiam fazer, que querem fazer, é uma reforma que corta exatamente na carne do servidor público”, afirmou.

Segundo Ronaldo, o debate sobre a reforma precisa envolver os representantes dos servidores. “Esta reforma administrativa tem que ser feita a quatro mãos. Jamais sem a participação dos representantes do servidor público”, disse.

Teletrabalho

O candidato também defendeu o fortalecimento do teletrabalho no serviço público. Para ele, o modelo pode aumentar a produtividade e reduzir os deslocamentos dos servidores.

“O servidor público poderia produzir muito mais se ele tivesse de forma clara e objetiva uma lei que pudesse protegê-lo melhor, por exemplo, no teletrabalho”, afirmou.

Ronaldo citou a experiência durante a pandemia e, como advogado, afirmou observar mais agilidade em algumas atividades do Judiciário com o trabalho remoto. Ele também criticou a possibilidade de o regime ficar condicionado exclusivamente à decisão das chefias.

“Eu sou um defensor ferrenho do teletrabalho. Acho que o GDF perde muito, o Executivo perde muito em querer trazer o servidor para dentro de uma sala”, afirmou.

Fundo Constitucional

Ronaldo também destacou a necessidade de defender o Fundo Constitucional do Distrito Federal e ampliar a articulação da bancada do DF no Congresso Nacional.

O candidato afirmou ter destinado mais de R$ 60 milhões em emendas ao Distrito Federal durante seu mandato como deputado federal, principalmente para a área da saúde, além de recursos para o Entorno.

Segundo Ronaldo, a defesa do Fundo Constitucional exige maior unidade entre deputados e senadores do DF. “De 513 deputados, nós só temos oito de Brasília. Então, todos querem tirar o Fundo”, afirmou.

Segundo ele, os recursos do Fundo são fundamentais para áreas como saúde, segurança pública e educação.

Carta-compromisso

Ao final da entrevista, Ronaldo Fonseca assinou a carta-compromisso do movimento ‘Vote Consciente’, promovida pelo Instituto Servir Brasil em parceria com Sindilegis, Sindireta-DF e CSPB. O documento estabelece compromissos como o diálogo permanente com representantes dos trabalhadores, o aprimoramento da capacidade estatal e o apoio a propostas de valorização do serviço público.

A entrevista com Ronaldo Fonseca está disponível no canal do Sindilegis no YouTube. Confira o episódio na íntegra a seguir.

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