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Sindilegis cobra investigação sobre distorções bilionárias em dados do governo sobre previdência

Auditoria preliminar do TCU aponta adulteração na projeção de valores a serem desembolsados no futuro para pagar a previdência

 

Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) identificaram “distorções” bilionárias nas projeções feitas pelo governo federal, em 2020, sobre os regimes de previdência de trabalhadores com carteira assinada, dos servidores da União e benefícios pagos a militares. Em documento preliminar de auditoria obtido pela TV Globo, os técnicos apontam que essas distorções são causadas, em grande parte, por uma defasagem das fórmulas usadas pelo governo nas projeções. No regime de servidores federais, os técnicos do TCU indicam “superavaliação” de R$ 46,9 bilhões no passivo previdenciário.

 

O vice-presidente do Sindilegis Reginaldo Coutinho afirma que, caso o relatório se mostre correto, deve-se abrir uma investigação imediatamente sobre as bases da reforma da previdência, aprovada em 2019. O relatório ainda pode sofrer alterações, com base nas informações enviadas pelo governo, antes de ser enviado ao plenário do Tribunal. “O Sindicato há muito tempo vem defendendo a precariedade de estudos que embasam reformas e leis no Brasil, especialmente contra o serviço público e o Estado brasileiro. Isso dá margem a manipulações e fraudes nos dados que alimentam o debate público e distorcem a democracia de maneira grave”, destaca.

 

Segundo informações do portal G1, os técnicos do TCU analisaram as demonstrações financeiras dos ministérios da Economia e da Defesa referentes ao ano de 2020 no âmbito de um relatório de auditoria que tem como relator o ministro Bruno Dantas. A auditoria ainda será concluída, apresentada ao relator e apreciada em plenário. Ao longo do processo, o TCU recebe manifestações dos ministérios e pode mudar a avaliação.