Sindilegis estuda criação de Universidade Aberta

O projeto vai oferecer cursos para servidores das Casas e para sociedade

Disseminar e ampliar o conhecimento, atingindo servidores, gestores e cidadãos é uma das metas desta gestão do Sindilegis.

Para concretizar esse projeto, os diretores do Sindicato se reuniram, nesta segunda-feira (31), com uma equipe de consultores que apresentou o projeto de Universidade Aberta.

O objetivo da iniciativa é expandir a oferta de cursos voltados para o Legislativo tanto para servidores das Casas, como para a sociedade. Além disso, os próprios servidores serão colaboradores nesse processo de disseminação do conhecimento, como explica a diretora de Educação Continuada, Cultura, Igualdade de Gênero e Meio Ambiente, Giovana Perlin.

“A universidade aberta é uma espécie de laboratório de conhecimento. É um grande e articulado espaço de compartilhamento de conhecimento com o objetivo principal de se reverter em benefícios para todos”, explicou.

O projeto também irá atender a grande demanda que a Câmara dos Deputados, Senado Federal e Tribunal de Contas da União têm de servidores que necessitam de treinamento, desenvolvimento e educação. Segundo Giovana Perlin, a Universidade Aberta vem para agregar, diante da necessidade contínua e permanente de qualificação dos funcionários.

“Nós, servidores do Poder Legislativo, atuamos em uma área de conhecimento que é extremamente especializado. E esta especialização não existe, de uma forma sistematizada e de qualidade, no mercado privado. Nossos aparelhos formadores internos não têm tamanho suficiente para atender ao número de servidores que precisamos treinar, capacitar e educar, e nem atendem à velocidade e ao volume de conhecimento que paira sobre o Legislativo”, explicou. “O conhecimento hoje é de uma ordem exponencial. Com a Universidade Aberta, sairemos da zona que meramente acompanha o conhecimento para a área que o antecipa e o cria”.

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Projeto Sustentável

A Universidade Aberta também atenderá um conceito sustentável, ou seja, o custo dos cursos será de acordo com a renda do aluno: quem tiver um rendimento menor pagará menos para ter acesso ao conhecimento. 

“A ideia é que consigamos gerar, compartilhar e disseminar conhecimento sobre o Legislativo de uma forma equilibrada e sustentável, visando gerar recursos suficientes para que a Universidade possa manter-se sozinha, aproveitando o melhor que temos das nossas Casas, que são os servidores”, declarou a diretora de educação continuada. Conforme a Diretora “nosso professores e instrutores serão os próprios servidores, devidamente remunerados e reconhecidos pelo que possuem de conhecimento, experiências e história”.

Mercado de profissionais

Um diferencial da Universidade Aberta será a priorização dos talentos que as Casas possuem em seus quadros e no corpo de servidores aposentados. Trata-se de capital humano extremamente qualificado, que muitas vezes permanece oculto ou pulverizado dentre as rotinas burocráticas. Tradutores, especialistas em orçamento, desenvolvedores de programas de TI, especialistas em discursos, desenvolvedores de modelos de auditorias, entre tantos outros profissionais, são comuns nas Casas. Estes talentos podem e devem ser lançados no mercado privado e mesmo interno, com acesso a remuneração compatível e reconhecimento profissional, tudo dentro das possibilidades legais. “Pretendemos divulgar nosso talentos em um banco de profissionais, que poderá ser acessado tanto pelo setor público quanto pelo privado.”

“A Universidade Aberta, além de promover a circulação de conhecimento sobre o Poder Legislativo, será um espaço para cursos livres, diversos, conforme o talento que o servidor possui para compartilhar. Cursos de fotografia, de enologia, literatura, arte, serão bem vindos, e farão parte desse grande espaço de compartilhamento de conhecimento”, explica Perlin.

Pensar crítico

Outro diferencial da universidade aberta será a liberdade que os servidores terão para abordar temas críticos de forma mais autônoma, uma vez que, longe das Casas, é possível tratar de diversos assuntos sem grandes limitações.

“O Sindicato é um espaço fantástico e profícuo para pensarmos de forma mais crítica, pensando sobre as Casas, mas com uma distância suficiente para comportar novas e reconstruídas ideias. Essa distância também pode contribuir para melhorar a imagem do servidor porque, deslocado dos locais tradicionais de atuação, poderão interagir com a comunidade, que participará ativamente do projeto de universidade aberta”, ressaltou Perlin.

Por enquanto os diretores do Sindilegis ainda estão estudando os principais propostas de consultoria para coordenação do projeto. Segundo Perlin, os dirigentes sindicais estão trabalhando para atingir a meta de implementar a Universidade Aberta no segundo semestre. Os cursos serão ministrados em plataforma virtual e também no Centro de Atividades Sociais do Sindilegis, que fica localizado na 610 Sul.

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