A Esplanada dos Ministérios foi tomada por milhares de servidores públicos na manhã desta quarta-feira (29), durante o Ato Nacional em Defesa do Serviço Público e contra a proposta de Reforma Administrativa (PEC 38/2025). A mobilização, convocada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), contou com o apoio do Instituto Servir Brasil, do Sindilegis e de diversas entidades sindicais e centrais, além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.
O Sindicato marcou presença no ato com a participação do presidente da entidade, Alison Souza, e da diretora de aposentados e pensionistas, Magda Helena. Eles se juntaram à multidão de trabalhadores das três esferas (federal, estadual e municipal) que marcharam em frente ao Museu Nacional e pela Esplanada, em protesto contra o que consideram um ataque à autonomia e à estabilidade do funcionalismo.
O presidente da Frente Servir Brasil, deputado André Figueiredo (PDT-CE), e diversos outros deputados federais, se manifestaram no sentido de defender os direitos dos servidores e dos cidadãos. Os manifestantes e os deputados também cobraram maior clareza do governo quanto ao seu posicionamento em relação ao tema. O deputado André, ao lado do presidente Alison, explicou a situação da proposta na Câmara dos Deputados.
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A diretora Magda Helena destacou o papel histórico da categoria e os impactos da reforma para toda a sociedade. “Estamos aqui não apenas por nossos empregos, mas pela qualidade do serviço que prestamos à população. A estabilidade é uma garantia para o cidadão, e não um privilégio para o servidor. Derrubar essa PEC é defender a saúde, a educação e a segurança de todos os brasileiros”, declarou.

Érika Kokay (PT-DF), Professor Reginaldo Veras (PDT-DF), Alice Portugal (PCdoB-BA), Ana Pimentel (PT-MG), Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Glauber Braga (PSOL-RJ), Idilvan Alencar (PDT-CE), Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP), Talíria Petrone (PSOL-RJ), Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e o deputado distrital Fábio Felix (PSOL).
Entre os pontos mais criticados da PEC 38/2025 estão a criação de um sistema de avaliação de desempenho que pode fragilizar a estabilidade dos servidores e abrir espaço para terceirizações, a instituição de uma tabela unificada de remuneração que desconsidera as especificidades das carreiras e regiões, e as novas regras para concursos e trabalho remoto.
O ato desta quarta-feira fez parte de uma série de mobilizações em todo o país que buscam sensibilizar o Congresso e a sociedade sobre os riscos da reforma para o serviço público e para os direitos dos cidadãos.





