No próximo dia 8 de dezembro, a partir das 16h, filiados ao Sindilegis poderão assistir à palestra “Políticas públicas de igualdade – o papel da administração pública no combate ao racismo”, uma iniciativa do Instituto Serzedello Corrêa do Tribunal de Contas da União em referência ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. A apresentação será transmitida no canal oficial do TCU no Youtube.
A palestra será conduzida por Livia Santanna Vaz, procuradora do Ministério Público da Bahia, e reconhecida, em 2020, como uma das pessoas de ascendência africana mais influentes do mundo.
A apresentação abordará a questão da desigualdade racial e de gênero no Brasil, numa perspectiva histórico-jurídica. Também será analisada de que forma o sexismo e o racismo institucionais operam nos espaços de poder e decisão, promovendo a marginalização e exclusão de pessoas negras, notadamente mulheres negras. Será abordada ainda a importância das políticas públicas de igualdade e do seu controle para além da esfera econômica.
“Esta será uma ótima oportunidade para promover a reflexão sobre a importância da igualdade racial e de gênero para a democracia e apresentar propostas de ações institucionais, coletivas e individuais para a eliminação da discriminação racial e de gênero”, explicou Maria das Graças Duarte, coordenadora do ISC.
Painelistas analisaram possíveis impactos das mudanças nas regras da Administração Pública durante live especial do Café com Política
A eficiência no serviço público e os impactos da proposta de reforma administrativa do governo federal foram o fio condutor do primeiro episódio da série especial Café com Política que foi ao ar na noite dessa segunda-feira, 28/09. Para os painelistas convidados, o texto elaborado pelo Executivo é genérico, incompleto, não traz um diagnóstico dos principais problemas do serviço público e não aponta como as mudanças vão impactar na melhoria dos serviços prestados à população. Na opinião dos especialistas, a reforma tende a aumentar as desigualdades e elevar distorções.
Os participantes dessa edição foram Pedro Pontual, presidente da Associação Nacional de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (Anesp); e Gabriela Lotta, doutora em Políticas Públicas e professora da Fundação Getúlio Vargas. O fórum foi mediado pela jornalista da Câmara dos Deputados Sandra Amaral. O debatedor convidado foi o jornalista e editor-chefe do Jornal de Brasília, Rudolfo Lago. O vice-presidente do Sindilegis Alison Souza também participou da discussão.
Na avaliação de Gabriela Lotta, a proposta do governo é genérica e não aponta para uma melhoria do Estado. “A base para a construção dessa proposta é bastante fiscalista, mas nem na dimensão fiscal fica claro qual vai ser o impacto dessa reforma. Assim como não fica claro o impacto nas outras dimensões”, disse.
Para ela, a reforma deveria abranger mudanças na estrutura organizacional da Administração Pública. A doutora em Políticas Públicas considera o sistema atual disfuncional. “Nós temos uma estrutura muito voltada a caixinhas e feudos que não privilegia a interconexão, a intersetoralidade. Há uma separação muito restrita entre as organizações do governo e os entes federativos. Isso é muito problemático. O que essa reforma pretende é dar plenos poderes para o presidente decidir o que fazer com uma estrutura organizacional, o que obviamente não cabe numa democracia. Então essa reforma não ataca esse problema, na verdade cria um problema adicional para essa questão”, ponderou.
De acordo com Pedro Pontual, a discussão sobre como a reforma vai contribuir para a eficiência do serviço público está muito mal colocada. Segundo ele, o governo não tem um diagnóstico claro e não diz qual é o resultado objetivo a que quer chegar. “Existe uma menção à qualidade do serviço público para o cidadão e existe uma série de números do ponto de vista fiscal, mas esse diagnóstico é extremamente incompleto. Não está claro como a reforma vai gerar um serviço público melhor. O governo não respondeu ao ônus de comprovar que sua proposta vai agregar valor para a sociedade”, enfatizou.
O debatedor convidado, Rudolfo Lago, apontou que o serviço público possui discrepâncias na entrega de resultados e disparidades de salários. “Nós não temos uma situação uniforme no serviço público. Existem ilhas de excelência como na diplomacia, na Polícia Federal, nos auditores fiscais e a sensação é que outros setores não funcionam tão bem. Há diferença com relação ao vencimento também: professores ganham mal e outros servidores ganham muito bem. O início de uma boa reforma administrativa seria tentar trabalhar uma uniformidade melhor serviço público?”, questionou.
Pontual concordou que a disparidade dos salários causa uma série de problemas, como a falta de isonomia entre as carreiras. “Esse debate é necessário, mas a PEC não estabelece qualquer orientação ou parâmetro nesse sentido. O salário é um ponto a ser trabalhado, mas a gente precisa discutir aonde quer chegar e fazer um diagnóstico. Se existe uma distribuição inadequada com salários maiores num contexto e menores em outro isso precisa ser corrigido dentro da lógica para melhorar o serviço público. As opções estão chegando no grau de surrealismo em que se fala de salário como se fosse algo que o governo desse sem contrapartida dos servidores”, destacou.
Gabriela declarou que a questão reflete as desigualdades do Estado brasileiro e ficou de fora da reforma administrativa. “Esse é um tema que deveria ser atacado e não aparece no texto enviado pelo governo. Eu acredito que essa reforma tende a aumentar as desigualdades, especialmente por excluir os membros dos poderes onde está a elite burocrática que ganha os maiores salários e não vão ser, pelo menos nesse momento, abarcados pela reforma”, apontou.
O vice-presidente do Sindilegis Alison Souza ressaltou que a diretoria do Sindicato continuará lutando contra a reforma administrativa. “Essa reforma está posta de maneira genérica, não se compreende bem aonde ela quer chegar, é um cheque em branco, não sabemos para onde estamos sendo conduzidos. A probabilidade de nós voltamos a um cenário anterior ao da Constituição de 1988 é imenso”, afirmou ao destacar que as reformas política e tributária são as mais necessárias no momento para ajudar o Brasil a crescer e se desenvolver economicamente.
E o segundo episódio da série especial Café Política – Reforma Administrativa já tem data: será na próxima segunda-feira, 05/10, com o tema “Estabilidade e concurso público”. Não perca!
Ocorre hoje mais um debate sobre as propostas de mudanças nas regras da Administração Pública
O vice-presidente do Sindilegis para o TCU, Alison Souza, participará nesta segunda-feira, 14/09, de um debate ao vivo na TV Justiça sobre a Reforma Administrativa. Também foram convidados para a discussão o coordenador da Frente Parlamentar Mista da Reforma Administrativa, deputado Tiago Mitraud (Novo-MG), e o presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, deputado Professor Israel Batista (PV-DF).
O programa “Falando em Justiça” vai ao ar às 19h30. O debate será transmitido também pelo canal da TV Justiça no YouTube.
O evento buscará o aumento da produtividade na Administração Pública e conta com o apoio do Sindilegis
Já estão abertas as inscrições para a Semana de Produtividade do Tribunal de Contas da União (TCU). O evento acontece entre os dias 27 e 31 de maio, no ISC-TCU em Brasília, e tem como objetivo a propagação de conhecimento para melhoria da produtividade na Administração Pública.
O evento focará em temas como desburocratização, gestão do tempo, tomada de decisão, reuniões, resolução de problemas e muitos outros. Ainda estão previstas atividades distribuídas por todo o ISC como: ambiente de convivência, sala de meditação, estandes de fornecedores e atividades interativas e de “gamificação”.
A Semana de Produtividade é uma parceria entre o Instituto Serzedello Corrêa (ISC), o Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento da Câmara dos Deputados (Cefor) e o Instituto Legislativo Brasileiro do Senado Federal (ILB) e contará com a participação dos servidores da Câmara, Senado e TCU, como facilitadores.
As inscrições são gratuitas e o evento é voltado para servidores p úblicos de vários órgãos. Para mais informações e inscrições acesse: https://portal.tcu.gov.br/semana-da-produtividade/inscricoes/
Na abertura, está prevista a participação do empresário, consultor empresarial, investidor focado em tech-startups e autor best seller com 6 livros publicados, especializado em produtividade e alta performance, Christian Barbosa.
Serviço: Evento: Semana de Produtividade do TCU Local: Setor de Clubes Esportivos Sul – SCES Trecho 3 Lote 3 Brasília – DF Horário: A partir das 8h