No Senado, imunização de servidores contra influenza está em andamento desde a semana passada. Câmara começou a vacinar parlamentares esta semana, mas os servidores receberão o imunizante a partir do dia 21
Desde o início de abril, o Ministério da Saúde deu início à campanha de vacinação contra a gripe no país. A imunização contra o vírus influenza vai até o dia 9 de julho e o objetivo é atingir 79,7 milhões de pessoas. As Casas Legislativas que compõem o Congresso Nacional serão um reforço importante nesta empreitada.
Na terça-feira (8), o Senado Federal recebeu quatro mil doses do imunizante, doadas pelo Instituto Butantan, para vacinar servidores efetivos aposentados e ativos, estagiários, terceirizados e comissionados. Senadores, ex-senadores e parentes diretos também podem se imunizar.
Os interessados podem optar pelo modelo tradicional, para pedestres, ou pelo drive-thru. O posto de vacinação funciona das 9h às 12h e, à tarde, das 14h às 17h no antigo prédio do SAMS (bloco 17).
“Faremos como no ano passado, alternando os turnos entre drive-thru e pedestres. Se na segunda os carros forem atendidos de manhã, à tarde a preferência será dos pedestres, e vice-versa. Dessa forma quem tem carro ou quem está a pé será contemplado da mesma forma e de maneira organizada”, explicou o chefe do Serviço Médico de Emergência (Semede), Jálisson Cavalcante.
É preciso apresentar identidade funcional, no caso de ativos e aposentados, ou documento que comprove a relação de parentesco, como certidões (nascimento ou casamento/união estável) e carteiras de identidade.
Já na Câmara dos Deputados, a campanha de vacinação contra a influenza começou ontem, dia 14, e vai até o dia 25 de junho. Serão imunizados parlamentares, servidores efetivos ativos e aposentados, secretários parlamentares, comissionados, dependentes com idade superior a 9 anos, terceirizados cadastrados no sistema interno da Câmara dos Deputados, estagiários e os remanescentes dos grupos anteriores.
O calendário de vacinação se dará em duas etapas: de 14 a 18 de junho serão imunizados os parlamentares no posto de vacinação do Demed. Os demais serão vacinados entre 21 e 25 de junho no estacionamento do Cefor.
Nas dependências do Centro de Formação, a campanha seguirá os modelos presencial ou drive-thru, ambas por ordem de chegada, respeitadas as normas de segurança, como o uso de máscara e distanciamento social adequado.
É importante relembrar que aqueles que já tomaram a vacina este ano nos postos de saúde e na rede privada não devem tomar novamente. O imunizante é contraindicado para quem tem alergia grave (anafilaxia) a algum componente da fórmula: conservante timerosal, neomicina e proteína do ovo de galinha.
Toda vacina exige resposta do sistema imunológico, que durante cerca de duas semanas trabalha para produzir anticorpos. Por isso é importante observar um espaço de 15 dias entre a imunização contra a gripe e a vacinação contra a Covid-19, caso já esteja disponível para o interessado em receber os imunizantes.
“Estamos pedindo duas semanas de prazo entre a vacina da gripe e alguma dose da vacina da Covid-19, independentemente do fabricante. É essencial que esse prazo seja respeitado”, alertou Jálisson. Ele também recomenda o adiamento da vacina caso a pessoa esteja com infecção em curso, como gripe, Covid, dores de garganta, febre etc.
Usuários do SIS no Senado
Servidores e dependentes que utilizam o Sistema Integrado de Saúde podem se imunizar com a vacina com proteção tetravalente (que geram anticorpos para duas cepas diferentes do tipo A e duas cepas do tipo B, conhecidas como Victoria e Yamagata, esta quarta rara no Brasil).
A vacina está disponível para os usuários, por meio de convênio, nas unidades de vacina do Laboratório Sabin de Brasília. Basta apresentar a carteira e documento de identidade. Não é necessário autorização prévia nem pedido médico. Como o convênio entre o SIS e o laboratório estabeleceram em R$ 90,00 o valor de cada dose, a coparticipação cobrada pelo SIS em contracheque terá o valor de R$ 27,00 por pessoa.
No restante das unidades Sabin, inclusive de outros estados, ou em outras clínicas ou laboratórios, o usuário do SIS deverá pagar e poderá pedir o reembolso apresentando a nota fiscal. O valor máximo de reembolso será de R$ 120,00. Esse valor não é o final, pois ainda será descontada a coparticipação de 30%.






Graduação em Administração e especialista na área de recursos humanos, Cristina Cascaes Sabino é servidora da Câmara desde 1992. Hoje, ela é diretora do Departamento de Pessoal da Casa, cargo que ocupa desde julho de 2020. Antes, a servidora foi diretora da Coordenação de Inativos e Pensionistas por 22 anos. Ela acredita que as mulheres vêm conquistando a cada dia mais postos de comando e mostrando que competência independe de gênero. “Apesar de ainda não estarmos em pé de igualdade com os homens, vejo muitas mulheres em posição de destaque, tanto no serviço público quanto no privado, porém ainda temos muito chão pela frente, principalmente numa sociedade machista como a que vivemos”, destacou.
Beatriz Balestro Izzo é servidora pública desde 2008. Há dois anos ela é coordenadora de Pessoal do Senado. Embora seja graduada em Fisioterapia, foi no setor público que ela se encontrou. A servidora é pós-graduada em gestão de pessoas e administração pública e atualmente faz MBA em gestão de pessoas. Com passagens em outros órgãos públicos, foi no Senado que Beatriz exerceu o primeiro cargo de chefia no Gabinete Administrativo da Secretaria de Gestão de Pessoas. A servidora avalia que os espaços onde ainda há resistência na ocupação da chefia por mulheres estão se tornando cada vez mais uma minoria. “Não dá para sustentar um discurso discriminatório por gênero nos dias atuais. Porém, ainda temos muito caminho pela frente no sentido da igualdade”, pontuou.
Marluce Noronha Barcelos é servidora pública há mais de 20 anos e está no TCU desde 2010. Administradora por formação, hoje ela é secretária de Gestão de Pessoas do Tribunal – cargo que ocupa há três meses. Marluce aponta que o concurso público ajuda a equalizar a questão da disparidade salarial. No entanto, a ascensão a cargos de alta direção ainda é difícil. “O número de cargos em comissão que é ocupado por mulheres é baixo. Nós quase não chegamos aos cargos de alta direção, porque ainda existe uma barreira cultural”, afirmou.











