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PL dos comissionados: votação é adiada na CASP e Sindilegis rebate argumentos contrários do Governo Federal

O Projeto de Lei nº 1107/2023, que prevê o pagamento de indenização por tempo de serviço a servidores comissionados do Senado Federal, segue em tramitação na Câmara dos Deputados. A expectativa era de que o texto fosse votado nesta terça-feira (5) na Comissão de Administração e Serviço Público (CASP), mas a análise acabou sendo adiada. Um dos principais entraves para o avanço do projeto são os questionamentos recentes levantados pelo Governo Federal.

Na última segunda-feira (4), o Governo publicou uma nota técnica contrária ao projeto, classificando-o como Despesa Obrigatória de Caráter Continuado (DOCC) e apontando ausência de medida compensatória, o que, segundo o Executivo, inviabilizaria a proposta do ponto de vista orçamentário.

Em resposta, a assessoria política do Sindilegis elaborou um documento técnico que rebate ponto a ponto os argumentos do Governo (confira o documento na íntegra clicando aqui). O Sindicato destaca que a indenização prevista é eventual e paga somente no momento da exoneração e sob condições específicas – o que, segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025, afasta a caracterização como despesa de pessoal ou despesa continuada.

O texto também reforça que a medida não representa um impacto fiscal incompatível. Segundo a Consultoria de Orçamentos do Senado (Conorf), o custo estimado do projeto seria de R$ 19 milhões em 2024 e R$ 20 milhões nos dois anos seguintes (valores que podem ser absorvidos pelo próprio orçamento do Senado, sem necessidade de créditos adicionais). A rubrica de pessoal, inclusive, registrou superávit nos últimos anos: R$ 171 milhões em 2022 e R$ 256 milhões em 2023.

Outro ponto abordado é a alegação de que o projeto poderia gerar um efeito-cascata em outros órgãos. Para o Sindilegis, o argumento é impreciso, já que o texto do PL se aplica exclusivamente aos servidores comissionados do Senado. A própria Consultoria Legislativa da Câmara reforça que mudanças semelhantes na Casa dependeriam de resolução interna – e um projeto próprio sobre o tema já tramita por lá (PL 1544/2024).

Para o diretor de comissionados do Sindilegis, Narciso Mori Jr., o PL 1107/2023 representa um avanço institucional: “A proposta corrige uma distorção histórica, valoriza os servidores comissionados, promove maior estabilidade nas equipes e não compromete o equilíbrio fiscal.”

Atualizações

O texto será votado nesta terça-feira (12), às 14h, na Comissão de Administração e Serviço Público (CASP), no Plenário da Casa.

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Matéria atualizada em 11 de agosto, às 17h17.

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Sindilegis aponta defasagem de pessoal no Poder Legislativo em audiência pública na CASP

O presidente do Sindilegis, Alison Souza, participou de audiência pública na Comissão de Administração e Serviço Público – CASP, da Câmara dos Deputados, na última quinta-feira (24), para debater a realização de concurso público e a reestruturação da carreira de auditor fiscal agropecuário.

A discussão foi requerida e conduzida pela deputada Fernanda Pessoa (União Brasil-CE) e reuniu representantes do setor, sindicalistas e parlamentares. A audiência contou com a participação da deputada Meire Serafim (União Brasil – AC), de Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária; Janus Pablo Fonseca, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários; Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate). Alison Souza, presidente do Sindilegis, participou do debate na condição de diretor titular do Instituto Servir Brasil.

O debate abordou a enorme defasagem de auditores fiscais federais agropecuários. Atualmente, 50% dos cargos de auditor estão vagos, sem considerar outros cargos, como o de técnico, que também se encontram na mesma situação. É o menor nível de ocupação de cargos no Ministério da Agricultura e Pecuária dos últimos 30 anos. O presidente do Sindilegis aproveitou o momento para informar aos presentes que a realidade no Poder Legislativo Federal não é muito diferente. Câmara e Senado, respectivamente, possuem 29,40% e 41,89% dos cargos efetivos vagos. No TCU, esse percentual é de 17,05%.

O Sindilegis iniciará em breve campanha pela realização de concursos públicos junto às presidências e administrações das Casas para recomposição do quadro de pessoal. O objetivo é estabelecer um planejamento de concursos a partir de projeção que considere o número de servidores que já possuem ou irão adquirir condições para aposentação nos próximos dos próximos 5 anos.

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Sindilegis participará de audiência pública sobre concurso e equiparação salarial de auditores fiscais federais agropecuários

Na próxima quinta-feira (24), a Comissão de Administração e Serviço Público (CASP) da Câmara dos Deputados conduzirá audiência pública com enfoque no tema “Concurso de auditor fiscal federal agropecuário e equiparação salarial”.

O evento será realizado no Plenário 8 da Casa e contará com a participação de palestrantes de diversas entidades representativas, incluindo Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária; Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate); Alison Souza, presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), que também exerce a função de diretor Institucional do Instituto Servir Brasil; bem como outros líderes do setor agropecuário e sindical.

“A presença ativa do Sindilegis reforça nosso compromisso em promover a discussão aprofundada sobre a equiparação salarial e a realização de concursos no contexto dos auditores fiscais federais agropecuários, questões de suma importância para a eficiência e justiça do serviço público”, explicou Souza.

Serviço:

Audiência pública com o tema “Concurso de auditor fiscal federal agropecuário e equiparação salarial”
Local: Anexo II, Plenário 08
Data e horário: 24 de agosto, às 14h