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“Papos que Transformam” encerra o ano com reflexão sobre enfrentamento ao racismo

Em uma edição especial que encerrou as atividades do Mês da Consciência Negra, o programa “Papos que Transformam” realizou, nesta sexta-feira (28), seu último encontro do ano. O evento, promovido pelo Sindilegis em parceria com o Senado Federal e o Tribunal de Contas da União (TCU), destacou a importância do Selo “Racismo Aqui Não”, recebendo seu criador, o publicitário João Silva. A transmissão ao vivo ocorreu pelo canal oficial do Sindilegis no YouTube.

Durante a conversa, João Silva compartilhou sua trajetória como homem negro nascido na periferia de Salvador e destacou como experiências pessoais e profissionais moldaram seu compromisso com a pauta racial. O publicitário revelou ter recebido de seu pai o conselho de que, por ser “negro, pobre e da cidade baixa”, ele teria que “fazer muito mais para poder ser igual”. Isso o levou a se tornar um dos profissionais mais premiados do país e do mundo, responsável por mais de 1000 marcas e 300 prêmios, incluindo o icônico símbolo da paz do Olodum. Porém, mesmo com o currículo vitorioso, Silva relembrou que sempre enfrentou a falta de visibilidade e reconhecimento na mídia em comparação com seus colegas brancos.

Um dos pontos centrais da conversa foi a criação do selo “Racismo, aqui não!”, lançado em 2009. O objetivo do selo é atuar como uma medida inibidora de práticas discriminatórias a partir da presença do selo em ambientes públicos e privados, reafirmando que discutir racismo de forma direta é essencial para provocar mudança.

A importância do selo foi confirmada pela sua adoção por instituições públicas. O Sindilegis aderiu formalmente ao selo neste Mês da Consciência Negra, durante evento em Salvador (BA), e o TCU e o Senado Federal foram as primeiras instituições federais a incorporá-lo em 2024, demonstrando o compromisso do poder público em promover ambientes de trabalho e convivência mais inclusivos e seguros.

O “Papos que Transformam” fecha o ano consolidando-se como um espaço para o diálogo sobre diversidade e inclusão. A íntegra da conversa com João Silva e as discussões sobre o combate ao racismo estão disponíveis para visualização no canal do Sindilegis no YouTube.

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Sindilegis Indica: arte, literatura e memória afro-brasileira em destaque no Mês da Consciência Negra

O Sindilegis Indica desta semana celebra o Mês da Consciência Negra com uma curadoria especial de exposições, livros e produções audiovisuais que destacam a presença africana na formação cultural, linguística e histórica do Brasil. As sugestões incluem mostras no TCU e na Câmara dos Deputados, além de publicações das livrarias do Senado e da Câmara.

O Sindicato reforça seu compromisso com a valorização da cultura afro-brasileira e a promoção da igualdade racial, convidando todos os servidores a refletirem e celebrarem a pluralidade que constrói o Brasil.

Exposições

Línguas africanas que fazem o Brasil

O Tribunal de Contas da União (TCU), em parceria com o Museu da Língua Portuguesa e apoio do Sindilegis, apresenta a exposição “Línguas africanas que fazem o Brasil”. A mostra revela como idiomas como quimbundo, quicongo, umbundo, iorubá e fon influenciaram o português brasileiro.

Com curadoria do músico e filósofo Tiganá Santana, a exposição reúne obras de Aline Motta, Rebeca Carapiá, Antonio Obá, Dalton Paula, Goya Lopes e Leni Vasconcellos, que traduzem o legado africano nas artes e na identidade nacional.

Serviço:

Local: Galeria Marcantonio Vilaça – Centro Cultural TCU, Brasília (DF)
Período: 13 de novembro de 2025 a 18 de janeiro de 2026
Visitação: todos os dias, das 9h às 18h
Entrada franca
Agendamento de visitas mediadas: (61) 3527-5221 | [email protected]

InVisíveis

O Centro Cultural Câmara dos Deputados exibe InVisíveis, exposição do fotógrafo Marco Mota que revisita retratos de mulheres negras do século XIX, originalmente captadas por Alberto Henschel.

As imagens ganham novas cores e molduras de crochê criadas pela artesã Roscicleide Menezes dos Santos e nomes simbólicos como Dandara, Nzinga e Tiye. As obras se unem a frases de Sueli Carneiro, Lélia Gonzalez e Conceição Evaristo, compondo uma narrativa sobre resistência e ancestralidade.

Serviço:

Local: Espaço do Servidor – Anexo II da Câmara dos Deputados, Brasília (DF)
Período: 17 de novembro de 2025 a 8 de janeiro de 2026
Visitação: Segunda a sexta, das 9h às 17h
Entrada franca

Livros em destaque

Como Não Ser Um Racista Cristiane Sobral para o Sindilegis, Senado e TCU.

Para celebrar o Mês da Consciência Negra, o Sindilegis também convida o público a conhecer o livro “Como não ser racista”, uma obra que reflete sobre atitudes e práticas que ainda perpetuam a exclusão e o preconceito. O livro dá continuidade à série “Como não ser um babaca” e reforça o compromisso com o letramento racial, a empatia e os direitos humanos. A versão digital está disponível gratuitamente no site naosejaumracista.com.br

Cancros Sociais – Maria Ribeiro

Publicada em 1865, a peça Cancros Sociais retrata as dores e dilemas de uma mãe escravizada em busca do filho perdido. Escrita por Maria Angélica Ribeiro, precursora do teatro abolicionista, a obra denuncia a exploração e o racismo da sociedade brasileira do século XIX.

Disponível na Livraria do Senado em epub.

A Presença Negra em Alagoas – Douglas Apratto Tenório

A obra destaca a influência afrodescendente na formação histórica e cultural de Alagoas, com foco em quilombos, tradições e personagens simbólicos como dona Irineia.

Disponível na Livraria do Senado

Cultura Quilombola na Lagoa da Pedra – Wolfgang Teske

Estudo sobre as manifestações religiosas e culturais da comunidade quilombola Lagoa da Pedra, no Tocantins. A pesquisa relaciona fé, território e identidade.

Disponível na Livraria do Senado

Fronteiras da Escravidão – João Carlos Nara Júnior

O livro resgata a história dos africanos enterrados no Cemitério dos Pretos Novos, no Rio de Janeiro, unindo arqueologia, história e memória.

Disponível na Livraria do Senado

Úrsula e outras obras – Maria Firmina dos Reis

Primeira escritora negra brasileira, Maria Firmina dos Reis inaugurou o romance abolicionista no país. O volume reúne Úrsula, A Escrava, Gupeva e Cantos à Beira-Mar.

Disponível no site da Edições Câmara

Agenda Brasileira: Racismo – Consultoria Legislativa da Câmara

A coletânea reúne artigos sobre racismo estrutural, ações afirmativas, cotas e resistência negra, produzidos por consultores legislativos da Câmara dos Deputados.

Disponível no site da Edições Câmara

Audiovisual

Programa Cotas para quê?

A campanha ‘Cotas para quê?’, da TV Câmara, que explica o papel das cotas raciais como política pública de reparação e mostra como a diversidade fortalece as instituições.

Assista: Cotas para quê?

Diálogo com Joaquim Nabuco

O documentário acompanha Thiago, jovem universitário negro da Rocinha, em uma jornada de reflexão sobre o legado do abolicionista Joaquim Nabuco.

Assista: Diálogo com Joaquim Nabuco


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ASTCU promove feijoada com música para celebrar Semana da Consciência Negra

No dia 23 de novembro, a partir das 12h, a ASTCU irá realizar um evento especial em comemoração ao Dia da Consciência Negra. Será um dia de feijoda ao som da banda Trilhas do Som, tocando o melhor da MPB e Pop Rock.

A feijoada completa custará R$ 45, com opção vegana. E pra quem não gosta muito desse prato, o bar do clube estará funcionando normalmente servindo os melhores petiscos.

O pagamento deve ser feito via PIX para o número (61) 98143-4288. Após a transferência, envie o comprovante para o mesmo número do PIX. Dessa forma, seu nome será incluído na lista de entrada do evento.

Serviço:

Feijoada completa por apenas R$ 45,00, com opção vegana.
Evento começa às 12h
Show ao vivo com a banda Trilhas do Som, das 13h às 15h.
Os ingressos são limitados, então corra para garantir o seu!

Foto: Najara Araujo / Acervo Câmara dos Deputados

Câmara dos Deputados celebra Semana da Consciência Negra com exposição sobre moda e negritude

A Câmara dos Deputados convida a todos para a abertura da exposição “Tecendo histórias — A trama negra na moda brasileira”, que acontece hoje, 18 de novembro, no Corredor Tereza de Benguela. A mostra, que estará aberta até 19 de dezembro, celebra a contribuição dos negros para a moda brasileira, desde o período colonial até os dias atuais.

Através de textos, fotos, vídeos, tecidos, roupas e acessórios, a exposição traça um panorama da presença negra na cadeia produtiva da moda, desde o cultivo do algodão até a criação de grandes marcas. A mostra também questiona estereótipos relacionados ao vestuário negro e destaca a importância da moda como ferramenta de resistência e expressão cultural.

Um convite à reflexão

A exposição convida o público a refletir sobre o papel da moda na construção de identidades e na luta por direitos. Ao apresentar a história da moda negra no Brasil, a mostra busca valorizar a cultura negra e promover a igualdade racial.

Serviço:

Tecendo histórias — A trama negra na moda brasileira
Visitas: de18 de novembro a 19 de dezembro de 2024 | Segunda a sexta, das 9h às 17h
Corredor Tereza de Benguela – Edifício Principal da Câmara dos Deputados
Entrada: Gratuita

Com informações da Agência Câmara