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Em seminário sobre impactos da PEC 32, presidente do Sindilegis alerta para falta de embasamento técnico da proposta

O presidente do Sindilegis, Alison Souza, participou, na última sexta-feira (13), do Seminário “Os Impactos da Reforma Administrativa na População do DF”, na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Souza foi o mediador da mesa com o tema “O serviço público e a PEC 32”.

O presidente do Sindicato destacou a importância do debate sobre a proposta que trará impactos para toda a sociedade brasileira. Segundo Souza, apesar do argumento do governo federal de que a aprovação da PEC tornará o serviço público mais eficiente, faltam dados que justifiquem o impacto da Reforma Administrativa. “A propaganda do governo é uma, mas quando se lê o texto, há um divórcio daquilo que se anuncia à população. E tudo isso sem nenhum estudo de impacto que justifique as propostas que ali estão colocadas. Falta embasamento técnico”, ponderou.

O encontro foi organizado pela Frente Parlamentar Servir Brasil e Frente Distrital em Defesa do Serviço Público e contra a Reforma Administrativa (PEC 32/20).

Participaram da mesa redonda Vicente Fialkoski, membro da Diretoria Nacional Executiva do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central; Lademir Rocha, presidente da Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais; Fernanda Fritoli, presidente da Reforma Administrativa do Instituto Brasileiro de Direito Administrativo; e Roberto Muniz, presidente do Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais da Carreira de Gestão, Planejamento e Infraestrutura em Ciência e Tecnologia.

Para assistir os debates do seminário, acesse aqui: https://youtu.be/VIAkm3O3J3g

 

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Sindilegis trabalha por mudanças na PEC da Rachadinha

Centenas de emendas deverão ser apresentadas à PEC 32 na comissão especial até o início de julho, mas dependem de no mínimo 171 assinaturas válidas dos parlamentares para apreciação. Veja quais o Sindilegis apoiará

 

Uma reforma de Recursos Humanos mal feita, sem qualquer avaliação jurídica, fiscal ou transparência. É assim que o Sindilegis avalia o atual texto da PEC 32/20, em discussão na Câmara dos Deputados. Entre as estratégias, o Sindicato tem trabalhado para aprovar mudanças significativas na redação, com o objetivo de minimizar os terríveis impactos dessa proposta – como o desmonte do serviço público e a abertura para apadrinhamento político.

Além das audiências virtuais com os parlamentares-chave dessa tramitação, a instituição tem buscado apoiamento à emenda substitutiva global, de autoria dos deputados André Figueiredo (PDT-CE) e Professor Israel Batista (PV-DF). Tal redação foi construída com a participação e análise de importantes servidores especialistas no tema e preocupados em defender o Estado e a sociedade.

Uma emenda de autoria do deputado Ricardo Silva (PSB-SP) também recebe apoio do Sindilegis. Tais emendas precisam de no mínimo 171 assinaturas válidas dos deputados para análise da comissão especial. Elas devem ser apresentadas em um prazo de dez sessões ordinárias no Plenário da Câmara.

Confira alguns pontos que o Sindilegis não vai abrir mão em defesa do serviço público e para evitar que os atuais servidores sejam atingidos:

  • ​Flexibilização da estabilidade – Ponto crucial do debate, o Sindicato entende que essa será a maior das batalhas para alterar a proposta. A emenda substitutiva global subtrai, principalmente, a hipótese de vínculo de experiência como etapa de concurso público, haja vista o descompasso entre o aludido “vínculo de experiência” e a objetivação e/ou impessoalização que caracterizam o concurso público, bem como considerando a aptidão do período de estágio probatório para a aferição da capacidade de efetivo desempenho da atividade laboral por parte do servidor público aprovado em concurso público.
  • Ocupação de cargos de liderança e assessoramento – A PEC 32 amplia o rol de destinação de cargos “políticos” nesses casos. O art. 4º da PEC 32 prevê que todos os servidores, inclusive os atuais, deixarão de ter exclusividade no exercício de atribuições técnicas de chefia, porque as funções de confiança, hoje exclusivas pela Constituição dos servidores efetivos, serão transformadas, por decreto, em cargos em comissão (“liderança e assessoramento”), de livre exoneração, cujos critérios de ocupação (por quaisquer pessoas, inclusive não servidores) serão fixados em mero ato do Chefe do Executivo. O Sindicato defende manter as regras atuais da Constituição Federal. Um exemplo é uma investigação da Polícia Federal em que o chefe da investigação sobre crime eleitoral seja de carreira, e não indicado por apadrinhados.
  • ​Fragilidade do Regime Jurídico – O caput do art. 2º da PEC cria um limbo jurídico, pois, institui um “regime jurídico específico” de transição, diverso do atual Regime Jurídico Único, sem especificá-lo, deixando os atuais servidores em total insegurança jurídica. Por isso a necessidade de suprimir ou alterar essa redação.
  • Avaliação de desempenho e eficiência da Administração Pública – O caput do art. 41 da PEC 32 possibilita a regulamentação da avaliação de desempenho por meio de lei ordinária, ou seja, até mesmo por Medida Provisória, e não por lei complementar como estabelece a Constituição.
  • ​Definição das carreiras típicas de Estado – Tal questão ainda é polêmica e encontra-se sem definição.

Essa mobilização precisa de você, filiado! Os servidores que queiram participar das discussões sobre o tema e fazer contribuições podem enviar suas ideias até o dia 25 de junho para o e-mail [email protected].

 

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Comissão especial que analisa PEC 32 inicia atividades; Sindilegis é convidado para participar do debate

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a PEC 32/20 iniciou as atividades na tarde desta quarta-feira (16). Foram aprovados requerimentos para a realização de audiências públicas para ouvir os representantes dos servidores públicos. O presidente do Sindilegis, Alison Souza, será um dos convidados.

Os deputados também aprovaram requerimentos de convite ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, para prestarem esclarecimentos acerca da proposta. Ao todo, foram aprovados 59 requerimentos.

Durante a reunião ocorreu também a apresentação do plano de trabalho pelo relator, o deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA). O parlamentar sugeriu que sejam realizadas 12 audiências públicas. Os debates serão divididos por temas:

– Intervenção do Estado no domínio econômico, parcerias celebradas pela administração pública e celebração de contratos de desempenho;

– Inovação na administração pública;

– Regime jurídico da magistratura, dos membros do Ministério Público, dos membros dos Tribunais de Contas, dos titulares de mandatos eletivos e dos militares;

– Concurso público e vínculo de experiência;

– Condições para aquisição de estabilidade no serviço público;

– Carreiras típicas de Estado e servidores contratados por prazo indeterminado;

– Contratação temporária, cargos em comissão e funções de confiança;

– Avaliação de desempenho e qualificação de servidores públicos;

– Regime próprio de previdência social;

– Situação dos empregados públicos na reforma administrativa;

– Efeitos da reforma administrativa sobre os atuais servidores; e

– Regulamentação da reforma.

Próximos passos – O prazo para Arthur Maia apresentar seu parecer é de 40 sessões do plenário da Câmara. Já os deputados têm até dez sessões plenárias, contadas a partir da última quinta-feira (10), para protocolar emendas com sugestões de modificação da proposta, desde que contem com a assinatura de 171 pares ‒ o equivalente a 1/3 dos membros da Casa.

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Presidente do Sindilegis declara repúdio à PEC 32 durante ato público contra a proposta

“A PEC 32 não traz qualquer melhoria para o serviço público, aumenta a ingerência política e entrega o Estado nas mãos da iniciativa privada”, alertou o presidente do Sindilegis, Alison Souza, ao participar na manhã desta quarta-feira (9) de ato contra a PEC 32/20, mais conhecida como PEC da Rachadinha ou Reforma Administrativa. A manifestação foi realizada em frente à Câmara dos Deputados.

 

Participaram do ato dirigentes de entidades que representam servidores públicos: Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate); Rubens Roriz, vice-presidente da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite); e Janus Pablo, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA Sindical). Deputados federais das duas frentes parlamentares em defesa do serviço público também estiveram presentes.

 

A manifestação ocorre no mesmo dia em que a comissão especial da Câmara que vai analisar a proposta foi instalada. O deputado Fernando Monteiro (PP-PE) foi eleito presidente e indicou como relator o deputado Arthur Maia (DEM-BA). A comissão especial terá 40 sessões para discutir a matéria e dar um parecer sobre o projeto. Em seguida, a PEC ainda precisa ser votada em dois turnos no plenário da Câmara. Depois, segue para o Senado.

 

Abaixo-assinado contra a PEC 32 – Na tarde desta quarta-feira, os deputados que integram as frentes parlamentares em defesa do serviço público entregaram ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), um documento com mais de 100 mil assinaturas, que pede o arquivamento da proposta. O abaixo-assinado reúne servidores públicos e sociedade civil.

 

Foto: Felipe Oliveira/Ascom Febrafite

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Sindilegis convoca filiados para carreata contra PEC da Reforma Administrativa

O presidente do Sindilegis, Alison Souza, convoca os filiados a participarem nesta quarta-feira (17) de carreata em protesto à Reforma Administrativa (PEC 32/20) e em defesa do serviço público.  A concentração será em frente ao Estádio Nacional Mané Garrincha, a partir das 14h.

“É um movimento apartidário para defender o serviço público e o cidadão brasileiro. Venha participar e se engajar nessa luta contra a PEC 32, que promove o desmonte do serviço público e trata de maneira injusta servidores essenciais para o desenvolvimento do país”, afirmou.

A carreata é organizada em parceria pelo Sindicato, pelo movimento BASTA!, pela União dos Policiais do Brasil, e pelo Sindjus.